FEUSP seminários
IV Seminário de Metodologia do Ensino de Educação Física

12/07/2012 - 13/07/2012
 
 



Resumos aprovados | página inicial
A lista abaixo pode variar conforme a aprovação de novos trabalhos e eventuais desistências.


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A. Cesar Lins Rodrigues cesarlrodrigues@uol.com.br Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo/ Prefeitura Municipal de Cubatão
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Alberto Antonio da Luz alberto_luz4@hotmail.com PREFEITURA MUNICIPAL DE VARZEA PAULISTA
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Alessandro Marques da Cruz alemarques77@bol.com.br Prefeitura Municipal de São Paulo
HIP HOP
TITULO: HIP HOP Palavras-chave Justiça curricular, identidade cultural e direitos humanos. RESUMO O projeto hip hop foi desenvolvido pelo professor Alessandro Marques da Cruz na EMEF Professor Roberto Mange em 2011, com as turmas dos 1º anos do ensino fundamental II, a escola municipal está localizada no Bairro do Butantã zona oeste de São Paulo, onde atendemos a três comunidades Sapé, Jaqueline e Mandioquinha. A escolha do tema procurou valorizar a manifestação cultural presente no contexto social dos/as estudantes, articulado ao Projeto político pedagógico e ao PEA que teve como tema: Diversidade cultural, identidade e convivência. O Projeto teve como objetivo: • Identificar e valorizar o conhecimento dos estudantes sobre o tema hip hop, proporcionar as vivências e as trocas de experiências, reconhecendo-se como sujeitos de saberes e produtores culturais. • Ampliar, ressignificar e aprofundar o conhecimento dos/as alunos/as estabelecendo um espaço para produção, reflexão, interpretação, discussão, pesquisa e analise histórica do hip hop e suas linguagens, onde as supostas relações de poder (classe, gênero, etnia, sexualidade e outras) possam ser problematizadas, desequilibradas, percebendo a manifestação cultural hip hop como movimento político, econômico, social de luta por melhores condições de vida. O presente projeto utilizou-se da metodologia dialógica, onde a partir do reconhecimento dos saberes dos/as alunos/as, problematizei os conhecimentos as vivências e as experiências narradas e estabelecidas durante as aulas, assim nem os conteúdos e nem as ações pedagógicas foram possíveis serem pensadas antes da tematização, pois elas foram estabelecidas e selecionadas durante o desenvolvimento do trabalho. A avaliação continua desse processo foi primordial na tecelagem de novas representações e na escolha de ações pedagógicas que trouxeram para o debate diferentes textos culturais que ampliaram, aprofundaram e ressignifircaram nossas representações sobre a manifestação estudada. Os registros utilizados ao longo do projeto nos ajudou constatar que nossas ideias e experiência sobre o hip hop foi além das danças e das músicas, entendemos o hip hop como movimento de resistência cultural, social, econômica e política, representada em suas diferentes linguagens dança Break, DJs, Rap e o Grafite. Assim foi possível fazermos uma relação com nosso contexto social e produzirmos o nosso rap com críticas sociais, nosso grafite, nossa dança e reconhecermos os DJs atuantes em nossa comunidade. Esse trabalho tem o compromisso de apresentar nesse seminário a possibilidade de produzir cultura na escola pública, construindo uma escola mais democrática, valorizando as diferentes identidades culturais e as possibilidades de lutar por uma sociedade mais justa.

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Alexandre Vasconcelos Mazzoni mazzoni@centrodetreinamentokungfu.com.br Colégio Santa Clara ou USP(GPEF)
BOXE: a cultura da “nobre arte”.
O relato a seguir trata de um projeto feito por 2 turmas do 1º ano do ensino médio do colégio Santa Clara (Privado) sobre a manifestação cultural Boxe no 2º trimestre de 2011. O projeto analisa a construção dessa prática na Grécia antiga até chegar aos dias de hoje em todo o mundo. Aponta suas representações, seus significados e as identidades formadas e transformadas ao longo dos anos. Aborda, também, a trajetória da identidade conturbada da celebridade: Mike Tyson. O viés da discussão teve como ponto central as relações comerciais e econômicas nessa prática focalizando questões como: bolsas de apostas, os empresários, o jogo de poder das entidades, as festas, as lutas “arrumadas”, a mídia e em especial o Pay Per View e muitas outras situações que cercam os milhões de dólares da manifestação.

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Aline Andrade Lessa line_lessa@hotmail.com Prefeitura de São Paulo
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Aline Steckelberg Cardozo dos Santos alinecardozo@yahoo.com.br E.E. Prof Paulo Novaes de Carvalho - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
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Ana Emilia Ribeiro anaemiliasrs@hotmail.com Escola Municipal Cel Joaquim Inácio
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Andréa Silva Mendes Rodrigues andreas-mendes@hotmail.com PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE OSASCO
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Angela Maris Murillo Araujo taoluz@terra.com.br Escola Estadual Luís Vaz de Camões
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Beatriz Campos de Andrade bizzuca@yahoo.com.br EMEF Francisco Rebolo
JOGO DE HOJE: MENINOS X MENINAS. QUEM GANHA ESSA PARTIDA?
O trabalho relatado foi desenvolvido em uma escola da Zona Sul de São Paulo com as 6ª séries, Ciclo II, no segundo semestre de 2011. A partir da afirmativa de um aluno, no projeto anterior, a respeito do vôlei como prática feminina e que devido a isso elas, obrigatoriamente, deveriam dominar a técnica, percebi que precisava aprofundar as discussões acerca das relações de gênero nas práticas corporais. No ano anterior eu já havia trabalhado com a turma outras práticas corporais (dança e luta), aos poucos, fui notando que o futebol era bem presente no contexto dos alunos. Os alunos jogavam na escola em horários livres, tinha um projeto desenvolvido por uma igreja local, os alunos jogavam na rua e em outros espaços do bairro, além de assistir na TV. Observei que as meninas também se interessavam pela prática, porém somente as habilidosas eram reconhecidas. Na instituição, em horários de formação coletiva e reuniões pedagógicas foi discutida amplamente a presença dos discursos sexistas presentes na comunidade escolar, e, como esses discursos estavam presentes nas atitudes dos alunos e alunas. Tal fato nos levou a considerar a temática em questão no Projeto Pedagógico (PP) e PEA (Plano Especial de Ação). Em uma das ações do PEA, o Projeto Valores Humanos, propunha temas específicos para serem discutidos a cada bimestre, as questões de gênero foi um dos temas para o debate curricular. Pensando na função social da escola como um espaço de formação de identidades democráticas, na relação do contexto global e local, no PP e PEA e apoiada no aporte teórico dos Estudos Culturais e Multiculturalismo crítico, resolvi então escolher o futebol para problematizar as questões de gênero. O processo foi iniciado com uma atividade de mapeamento que permitiu conhecer quais eram os tipos de futebol que faziam parte do contexto dos alunos e quais os locais da proximidade que eles aconteciam. A partir de registro oral e escrito fomos diferenciando algumas formas de jogar como o futebol de campo, o futsal, o soçaite, salão, futebol de rua, futebol de vídeo-game e pebolim. As vivências foram organizadas coletivamente e ao final fazíamos uma discussão acerca dos conflitos e dos discursos. Logo nas primeiras vivências, as turmas optaram por jogos separados entre meninos e meninas, alegando que não daria certo o jogo misto por diferença de habilidade. Iniciamos então um processo de observação, discussão e desconstrução de algumas “verdades”. As vivências permitiram discutir sobre a aquisição de habilidade no futebol, como ela acontece para os meninos e meninas, como a sociedade influencia nesse “treinamento”. Para aprofundamento, ampliação e novos mapas a respeito do futebol e das questões de gênero, os alunos realizaram atividades de ensino com textos e debates, filme e visita de uma jogadora de futsal. Essas atividades possibilitaram a discussão sobre as relações de poder na sociedade, na escola, nas aulas de Educação Física. Ao final do processo, os alunos realizaram uma produção sobre o que foi estudado no decorrer do semestre. Alguns fizeram maquetes dos locais do entorno que havia futebol, outros fizeram histórias em quadrinhos, cartazes, revistas, vídeos com entrevistas, entre outras ações. Percebi que no decorrer do projeto apesar de algumas dificuldades na desconstrução de certos discursos entendidos como “verdade absoluta”, houve transformações. Através de registro escrito e oral notei algumas mudanças na relação dos meninos e meninas: o respeito, a forma de se organizarem para a prática e, sobretudo o modo como aprenderam a olhar o Outro jogando mudou e considero que esse é um começo para a formação de identidades democráticas. Palavras-chave: futebol, gênero, relações de poder

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Beatriz Pereira dos Santos biapravc@hotmail.com EMEB JOSE CATALDI
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Bruna Regina Fulgêncio bruna_fulg@yahoo.com.br Prefeitura Municipal de Sorocaba
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Bruno Gonçalves Lippi bruno.lippi@uol.com.br Prefeitura da Cidade de São Paulo
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Camila dos Anjos Aguiar camilaaguiaref@yahoo.com.br Prefeitura Municipal de São Paulo
NESTA ESCOLA TEM SAMBA
Este é um trabalho realizado com um quarto ano do Ensino Fundamental I da EMEF Máximo de Moura Santos, localizada na zona norte de São Paulo. Na primeira semana de reuniões de planejamento do trabalho pedagógico identificamos a necessidade de atentarmos a diversidade cultural presente na escola. Pensando em subsídios para o desenvolvimento do plano anual, resolvi iniciar um processo de investigação sobre as práticas corporais que os alunos vivenciam, mas que muitas vezes não tem espaço e não são privilegiadas na escola. A zona norte de São Paulo tem grande tradição com o carnaval paulistano, além do sambódromo que sedia os desfiles carnavalescos, há várias escolas e blocos de samba que tem sua sede e barracões nessa região. Durante conversas com os alunos, professores e funcionários identifiquei que vários estudantes e seus familiares frequentam as escolas de samba, e ao dialogar com os outros professores da área percebi que o samba não havia sido trabalhado com os alunos em anos anteriores. Portanto, pensando em valorizar o patrimônio cultural desse grupo, optei por tematizar as escolas de samba. Para iniciar o projeto e identificar alguns conhecimentos que os alunos tinham sobre o tema realizei rodas de conversas e solicitei materiais (cd, imagens, desenhos, etc) que identificassem como relacionadas ao samba e as escolas de samba. Logo após essas primeiras atividades, houve as festividades do carnaval e durante a apuração das notas do desfile das escolas de samba do Grupo 1 ocorreu uma grande confusão entre organizadores e responsáveis pelas escolas, gerando um grande destaque na mídia. Aproveitando dessa situação e observando como a mídia estava tratando o assunto, levei essa discussão para a sala de aula. Percebi a necessidade de discutir, durante o trabalho, os aspectos econômicos envolvidos na organização das escolas de samba, como também, baseada nas Orientações Curriculares optei pelas seguintes expectativas: reconhecer a diversidade da dança no contexto da comunidade; vivenciar situações de criação e improvisação em conformidade com as características do grupo; relacionar a dança ao contexto social e histórico; vivenciar elementos constituintes das escolas de samba. Nas aulas seguintes, utilizamos os CDs que os alunos haviam trazido para escutarmos e começarmos a sambar. Posteriormente, mostrei os materiais que os colegas haviam trazido e conversamos sobre o samba-enredo, uma aluna trouxe aqueles que foram apresentados no carnaval de 2012 em São Paulo. Logo após, com a ajuda de uma professora que desfila pela X-9 conseguimos uma doação de fantasia, fomentando, assim, certas observações e discussões. Outra atividade foi baseada nos instrumentos da bateria da escola de samba. Levei-os a sala de informática e mostrei um site da Grande Rio, um infograma, em que além de mostrar vídeos sobre a bateria, os diferentes instrumentos, como se movimentam no sambódromo, os gestos que o mestre de bateria combina com os integrantes, há a possibilidade de escutar cada instrumento isoladamente e combiná-los de diferentes formas. Enquanto pensava nas próximas aulas, tentei organizar uma visita em um barracão das escolas de samba, com intuito de entrevistar alguns integrantes, como também escutar e manusear os instrumentos. No entanto, devido à dificuldade de reunir os integrantes da escola, pois retornariam as atividades próximo ao meio do ano ou, então, a sua viabilidade apenas com o pagamento da apresentação, mudei a estratégia. Lembrei que na reunião de pais, ao apresentar o projeto que pretendia desenvolver, uma avó de aluno de outra turma, do terceiro ano, se prontificou a entrar em contato com os responsáveis de um bloco de samba em que ela e seu neto participavam. Assim, organizamos, após alguns ajustes de datas, a vinda de alguns integrantes da bateria do bloco “A Bruxa ta solta”. Com isso, vi a necessidade de entendermos as diferenças entre bloco e escola de samba, no que se relacionavam e novamente levantar as questões econômicas. Também tratamos sobre a história do samba e carnaval para diferenciá-los e entendermos o porquê de certos preconceitos. Em outro momento assistimos a um vídeo que mostra a função do mestre-sala e porta-bandeira. Para vivenciarmos tudo aquilo que estávamos estudando construímos com os alunos um bloco de samba. Inspirados nos integrantes do bloco que iriam nos visitar definimos que o nosso se chamaria “O Caldeirão da Bruxa” e dessa forma começamos o processo de construção do bloco e da entrevista que iríamos realizar. Após, apresentação de nosso bloco e encontro com os integrantes da bateria e presidente, socializamos o ocorrido com aqueles que não puderam comparecer, pois tal encontro ocorreu no sábado devido ao trabalho durante a semana e disponibilidade dos integrantes da bateria, relatando e depois mostrando as fotos e vídeos realizados. Retomei a discussão sobre a zona norte nos localizando no mapa de São Paulo, o que nos levou a tratar sobre suas visões de periferia, retomando o surgimento das escolas de samba. Para finalizar recordamos os caminhos traçados. Palavras-chave: samba, escola de samba, bloco de samba.

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Carin Sanches de Moraes carin.moraes@hotmail.com Emef Olegário mariano
Brincadeiras Juruás e brincadeiras indígenas nas aulas de Educação Física.
Tema: Brincadeiras Juruás* e brincadeiras indígenas nas aulas de Educação Física: Compreendendo e respeitando as diferenças. ( * não indígenas na lingua guarani ) Profª Carin Sanches de Moraes O resumo a seguir, diz respeito as atividades que ainda estão em andamento com a 4ª série A do ensino fundamental nas aulas de Educação Física da Emef. Olegário Mariano, localizada na Vila São José, região sul da cidade de São Paulo, pertencente a DRE Capela do Socorro. Passei a elaborar as minhas atividades nas aulas de educação física com base no PP e no PEA. (PP: Política de ação educativa. Multiculturalismo e ética. PEA: Desenvolvimento de uma ação cultural e ética, contribuindo para a formação da cidadania e competência leitora e escritora. Meta- Multiculturalismo: desenvolvimento integrado dos projetos da U.E. Ampliando o conhecimento e compreensão da educação enquanto ser social, garantindo o respeito a diversidade étnica, social e religiosa.) :A manifestação corporal que escolhi para desenvolver as atividades foi a brincadeira. Escolhi essa manifestação por considerá-la a atividade que eles mais realizam durante o período que estão na escola e também por compreendê-la como a própria diversidade. Acompanho a turma desde que ingressaram na unidade, ou seja, desde a primeira série do ensino fundamental. Durante esses anos de convivência observei no decorrer das atividades realizadas preferências por algumas brincadeiras, como queimada, pega-pega e cordas. Ao iniciar as vivências com os alunos, propus a eles uma conversa acerca das brincadeiras que eles realizavam nos variados espaços que eles frequentavam. Na intenção de compreender melhor qual a representação que eles tinham sobre brincadeiras, fiz a seguinte pergunta: Qual é o significado de brincadeiras para vocês? Responderam que brincadeira significava alegria, diversão, felicidade, espaço, amizade, correria, jogos e que era muito legal. Após a conversa fomos para quadra brincar, o objetivo de vivenciar as brincadeiras era o de fomentar as variadas formas de brincar de uma única brincadeira, e que essas formas variavam de acordo com o lugar e costumes de determinados grupos. Selecionei as brincadeiras da queimada, pega-pega fruta e brincadeiras com cordas. Iniciamos pela queimada, surgiram alguns conflitos no sentido de ter regras diferentes para o mesmo jogo. Aproveitei a discussão e fiz algumas colocações, no sentido de mostrar para a turma que todas as formas apresentadas de jogar a queimada estavam certas e que seria bem interessante experimentarmos as formas que os colegas estavam apresentando. Após a vivência corporal, conversamos sobre o que observamos no jogo. A ideia inicial era a de dar seguimento nas brincadeiras apresentadas por eles, porém, antes de reiniciarmos as nossas atividades, tive a oportunidade de conversar com a professora da sala e expor o que eu estava desenvolvendo com os alunos. Ela me disse que estava trabalhando um pouquinho de história com a sala e que estava pautando os grupos indígenas que viviam no Brasil antes da invasão europeia. Considerei o tema relevante e achei que poderia incluir nas aulas da turma algumas brincadeiras indígenas para que eles pudessem conhecê-las e relacioná-las com as brincadeiras que fazem parte do seu repertório cultural, pois fomentaria a discussão sobre o respeito as diferenças. Na aula seguinte, conversamos um pouco sobre as brincadeiras indígenas. Perguntei se eles conheciam os indígenas e se faziam ideia de como brincavam. O objetivo da conversa foi o de saber qual representação tinham sobre os indígenas e suas brincadeiras. Deram as seguintes respostas: os índios são nojentos e sujos, não tem higiene, são legais, são diferentes da gente, tem outros costumes, são japoneses, vivem pelados, dependem da natureza, caçam para viver, se pintam, fazem barulho com a boca iguais aos bichos, comem peixe cru, não comem peixe cru. Com relação as brincadeiras dos indígenas disseram que eles brincavam de: arco e flecha, peteca, subir na árvore, estilingue, tirolesa, pesca, corrida, vídeo game, lutas, futebol e bonecas. No momento que conversávamos sobre os indígenas e suas brincadeiras os conflitos de opiniões voltaram, pois alguns alunos falavam dos índios de maneira displicente causando uma certa revolta por parte de outros alunos que defenderam os indígenas, dizendo que eles só eram diferentes e que eram pessoas como nós. Diante daquela discussão e divergências de opiniões acerca dos indígenas, perguntei para turma como sabiam tudo aquilo. Alguns responderam que viram na TV, nos jornais impressos e nos livros que leram na escola, outros disseram que conheciam os indígenas de uma excursão feita pela escola e também os encontravam aos sábados na feira livre pedindo dinheiro para as pessoas e também na banca de pastel. É válido dizer que a presença dos indígenas se dá nas proximidades da escola, pelo fato de haver duas aldeias indígenas guarani na região de parelheiros, local pertencente a subprefeitura vizinha. Com base nas respostas dos alunos compreendi que deveria dar andamento nas vivências com uma brincadeira indígena, justamente para dialogar com representações expostas para proporcionar problematizações que dessem conta de possibilitar a compreensão dos alunos através da desestabilização provocada pela atividade da cultura indígena Por já ter passado um período no Parque Indígena do Xingu, me recordei de ter presenciado em muitos momentos no pátio da aldeia as crianças brincarem de UKA UKA, que é uma luta praticada culturalmente pelos adultos da aldeia em atividades festivas. Decidi começar por aí, pelo UKA UKA. Na vivência corporal, iniciamos uma roda de conversa onde apresentei a brincadeira UKA UKA, suas regras e quais grupos indígenas as praticavam. Disse a eles que UKA UKA era uma luta do povo indígena do Xingu praticada pelos adultos das aldeias, que normalmente são praticadas nos rituais do KUARUP, que para os xinguanos significa a festa de despedida do luto. São rezas, lutas e danças, onde os indígenas ficam a noite inteira ao lado de troncos enfeitados, os chamados kuarups, que representam os mortos. As crianças não lutam nos dias do ritual, mas é possível observá-las brincando de UKA UKA no pátio da aldeia no seu cotidiano, pois meses antes do kuarup os indígenas da aldeia se preparam para o ritual, tocam taquara, dançam e treinam o UKA UKA. As crianças normalmente acompanham seus pais e irmãos mais velhos enquanto treinam no pátio da aldeia, elas se divertem entre elas brincando a sua maneira de UKA UKA. Os alunos demonstraram interesse pelo assunto, foi então que eu propus a vivência corporal, demonstrei o movimento da luta e expliquei sobre as regras utilizadas pelos indígenas, em seguida iniciamos a brincadeira. Os alunos se organizaram em duas filas, sendo os meninos separados das meninas Em duplas subiam no colchão e iniciavam a luta de joelhos, um de frente para o outro, a brincadeira terminava quando um dos dois lutadores derrubasse o outro no chão ou o colocasse de pé. No decorrer da aula duas alunas vieram até mim e perguntaram se podiam lutar com os meninos. Chamei os alunos e perguntei se eles concordavam em lutar contra as meninas. Alguns concordaram e outros não. Lutaram apenas os interessados. Os alunos que não tiveram interesse em lutar ficaram na torcida. No momento da luta os alunos ficaram muito empolgados, principalmente as meninas, pois venceram todas as lutas dos meninos. Perguntei o que eles tinham achado, se tinham gostado. A maioria respondeu , dizendo que era bem diferente do que já tinham brincado e que gostariam de brincar mais vezes. Na aula seguinte fizemos o registro das atividades vivenciadas nas aulas anteriores com o objetivo de deixá-los menos expostos e mais a vontade para dizer o que acharam das vivências, pois constatei no momento em que fizemos a roda de conversa, que alguns alunos estavam acanhados para colocar as suas impressões, considerei que a escrita e o desenho como registro contemplariam esses alunos. Neste mesmo dia levei para turma um texto que narrava a história dos povos indígenas no Brasil, desde sua população inicial e os efeitos causados pelas ações dos europeus. Lemos o texto e tinha como objetivo iniciar uma discussão acerca dos fatos narrados. Na intenção de aprofundar os conhecimentos dos alunos sobre o povo do Xingu e sua cultura, selecionei alguns vídeos na internet e fotos pessoais que fiz quando estive no Xingu com imagens da cerimônia do kuarup, principalmente as que os indígenas praticavam o UKA UKA. Os alunos observaram as fotos fizeram uma série de questionamentos e pelo o que observei gostaram bastante. O mesmo aconteceu quando assistiram ao vídeo. É válido lembrar que a atividade ainda está em andamento e que já consigo perceber mudanças nos discursos e olhares dos alunos com relação aos povos indígenas.

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Carine Ferreira Costa carinefcosta@hotmail.com PPGE - UFPR
TEMPO DE TRABALHO E NÃO TRABALHO NO ESTADO DO PARANÁ
TEMPO DE TRABALHO E NÃO TRABALHO NO ESTADO DO PARANÁ Carine Ferreira Costa – Colégio Sesi FRG O desenvolvimento da disciplina de Educação Física nas escolas a partir da perspectiva materialista histórica dialética ainda possui como um dos principais desafios a perspectiva da inclusão das práticas corporais para o desenvolvimento da análise. Sendo assim, esse relato tem o intuito de compartilhar uma tentativa de reflexão sobre o tempo de trabalho e o tempo de não trabalho dos cidadãos paranaenses. De modo, que os alunos pudessem ter a possibilidade de refletir sobre a dinâmica estruturada pela necessidade de sobrevivência do individuo que envolve as atividades diárias em prol de atividades alienadas e descontextualizadas que influenciam o trabalhador a lógica do estranhamento sobre o produto de seu trabalho. A iniciativa foi aplicada em um colégio somente de ensino médio que desenvolve suas atividades a partir da interseriação e utiliza a metodologia denominada em âmbito nacional como ‘Oficinas de Aprendizagem’. A turma em questão possuía 80% dos alunos que dedicam seu tempo as atividades escolares e a cursos técnicos profissionalizantes. A temática da oficina em questão consistia na história do estado do Paraná. A disciplina desenvolveu suas atividades em dois momentos. O primeiro teve como eixo central o conceito de cultura a partir da perspectiva do conteúdo de Jogos e Brincadeiras dos alunos e seus familiares estimulando a reflexão sobre a importância de saber aproveitar o tempo de lazer e seus possíveis benefícios através das práticas corporais. Todas as atividades corporais vivenciadas tiveram sempre dois momentos de experiência. Primeiramente vivenciaram-se os jogos e/ou brincadeiras da maneira pela qual os alunos conheciam ou haviam experimentado em algum momento de suas vidas. Após essa primeira experiências refletiam sobre os fatores exclusivos de tal prática que identificamos na vivencia da aula e que os alunos retomaram de quando vivenciaram tal atividade em seu passado. Assim, cada equipe foi estimulada a pensar em como vivenciar o jogo em questão alterando suas regras sem que houvessem elementos exclusivos durante a prática. No segundo momento, o eixo central que estruturou a reflexão foi o trabalho como categoria do método materialista histórico dialético, juntamente com a disciplina de História. A docente da disciplina de História, que tinha como conteúdo a história do estado do Paraná, durante o bimestre, ressaltou a diferenciação dos métodos e tipos de trabalhos que auxiliaram no desenvolvimento do estado. Assim, na disciplina de Educação Física, os alunos realizaram uma discussão sobre o tempo de trabalho e o tempo de não trabalho e a importância do tempo destinado ao lazer escrito por AUTOR, TITULO, para que então realizássemos uma análise incluindo o tempo que cada um dos alunos possui para se dedicar a atividades que sejam de lazer, mas que também os ajudem a estimular hábitos saudáveis. Ao realizar a análise sobre suas atividades individuais os alunos utilizaram o conteúdo de história que continha alguns fatos históricos sobre a rotina dos trabalhadores da indústria na primeira metade do século XX para uma análise comparativa do que mudou no decorrer da história e quais foram os fatores que influenciaram tais mudanças. Como atividade de finalização os alunos desenvolveram uma apresentação sobre os avanços e retrocessos da relação entre individuo e trabalho em forma de representação corporal, sem a utilização do sentido oral. Ao final da apresentação cada equipe contextualizou a partir da fundamentação teórica discutida durante o bimestre.

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Cassia Adriana de Matos Czeszak cassiaczeszak@yahoo.com.br EMEF Mario Fitipaldi
APRENDENDO A BRINCAR
EMEF MARIO MOURA E ALBUQUERQUE O presente relato propõe-se a trazer questões de gênero nas aulas de Educação Física ,no 1º Ano B do Ensino Fundamental I, com crianças de idades entre 5 e 6 anos da EMEF Bel Mario Moura e Albuquerque, localizada na Chácara Santana , zona Sul de São Paulo ; no ano de 2011. A escola atende as crianças da comunidade, assim como crianças que moram na favela nas cercanias do Largo de Piraporinha e crianças que moram no Parque Figueira Grande, a maioria das crianças frequentou a CEI Jd Klein.. O PEA da escola norteia o estímulo a leitura e escrita, assim meu projeto foi observar a leitura que as crianças fazem sobre as práticas de meninos e meninas em suas brincadeiras, dentro e fora da escola. Segundo as Orientações Curriculares–PMSP (2007), a Educação Física “ tem como objetivo principal oferecer a oportunidade de diálogo por meio das manifestações da cultura corporal”. Assim esse projeto teve como objetivo observar e chamar a atenção para questões de gênero dentro das aulas de Educação Física, proporcionar uma `reflexão a respeito das práticas das brincadeiras por meninos e meninas dentro e fora da escola. Promover formas de linguagem e construção de textos dentro da cultura corporal das crianças, desenvolver uma postura crítica sobre alguns comportamentos. Após mapeamento feito através de desenhos das crianças, foram disponibilizados brinquedos diversos. Após brincarem,foi feita uma roda de conversa para questionar a respeito de gênero, quais as possibilidades de brinquedos e brincadeiras para meninos e meninas. Questões como : Meninas podem soltar pipa? Meninos podem brincar de boneca/casinha? Por que não?Por que separar as brincadeiras ?Após as vivências, chegamos à conclusão de que todos podem brincar de tudo...novamente vivenciaram as brincadeiras, agora com outro ponto de vista. palavras chave : gênero, brinquedos , preconceito

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Cindy Cardoso de Siqueira cindy_siqueira@terra.com.br Prefeitura de Osasco - Secretaria de Educação
“DE OSASCO À LONDRES”
Este trabalho descreverá experiências pedagógicas realizadas em 12 turmas dos anos iniciais do ensino fundamental (1o ao 5o ano) durante o primeiro semestre letivo de 2012. Objetivamos tematizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos; reconhecer, pelas práticas corporais, as diferenças de identidade (etnia, gênero, pessoas com deficiência, classes sociais) e ressignificar coletivamente as práticas corporais, com base nas proposições e vivências de cada turma. As manifestações corporais selecionadas foram: Ginástica Artística, Judô, Esgrima, Luta Olímpica e Atletismo. As ações pedagógicas foram elaboradas ao longo do processo, realizadas como um componente integrador por meio de vivências, registros (escrito e midiático), visita a locais de prática das manifestações, apreciação de vídeos, textos e fotos sobre o tema estudado.

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Cintia Cristina de Castro Mello ci_camello@yahoo.com.br Prefeitura de São Paulo
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Cristiane Makida cristiane.makida@gmail.com EMEF Cel. Romão Gomes
POSSIBILIDADES DA GINÁSTICA RÍTMICA NO CONTEXTO ESCOLAR
POSSIBILIDADES DA GINÁSTICA RÍTMICA NO CONTEXTO ESCOLAR CRISTIANE MAKIDA1,2 MARCELO ALEXANDRE MERCE1,3 EMEF CORONEL ROMÃO GOMES1 E.E. ASSIS JOSÉ AMBRÓSIO2 E.E. PROFESSOR FREDERICO DE BARROS BROTERO3 RESUMO A ginastica rítmica (GR) é definida como a manipulação de aparelhos seguindo o ritmo musical, em sua essência os movimentos são completos e fluentes, sem quebras ou pausas. E apresenta algumas similaridades com outras atividades das manifestações corporais como os elementos acrobáticos próximos da ginástica artística na modalidade de solo, a dança no acompanhamento musical, ritmo e estética e os movimentos de malabares e manipulação de objetos apresentados no circo. A GR agrega característica de várias modalidades, mas possui sua singularidade. E apesar de ser extremamente estético é pouco transmitida nos meios de comunicação e ainda minimamente conhecida pela sociedade. Conhecer, divulgar e discutir a representação cultural da ginástica rítmica (GR) foram os preceitos deste estudo, com o objetivo de expandir o conhecimento dos educando inserimos no contexto escolar a sua prática. A quase inexistência da GR nas aulas de educação física é justificada pela falta de formação dos profissionais, inexistência de materiais, desvalorização da modalidade pelos professores, desinteresse dos alunos e por ser predominantemente feminina. Porém nosso estudo vai contra esses argumentos, mostrando que é possível inclui-la no ambiente escolar diferente da forma midiática, esportivista e tecnicista. Desconstruir a visão elitista, possibilitando a participação de todos. Neste estudo investigamos várias sugestões de encaminhamento didático-pedagógico, e consideramos a metodologia descrita por Rinaldi e Cesário (2010) que considera as especificidades de cada ano e a urgência dos processos didáticos atrelado ao projeto pedagógico da escola como a produção de texto para os anos iniciais do ensino fundamental. O projeto pedagógico da escola está pautado na competência leitora escritora do educando como responsabilidade de todas as disciplinas, contemplando a articulação com o programa ler e escrever na educação física. O público alvo são turmas de alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, compostas por ambos os sexos, em uma escola municipal da cidade de São Paulo, nesta faixa etária a GR têm como ênfase os movimentos básicos a mãos livres que busca compreender as diferentes possiblidades de movimentos a partir das habilidades motoras básicas como andar, correr, saltitar, rastejar, balancear, circundar, rolar, entre outras. Desenvolver as habilidades básicas de manipulação da GR. Em busca de atingir tais objetivos, utilizamos como estratégias pedagógicas atividades como a exploração dos ambientes da escola a partir de movimentos básicos, identificação dos ritmos corporais tão presentes na GR e a exploração de movimentos através da dramatização de contos infantis. Utilização de materiais oficiais e não oficias confeccionados pelos alunos. E como forma de registro a confecção de cartazes por parte dos alunos dos conhecimentos adquiridos. Consideramos que nesta faixa etária o caráter lúdico está presente em sua essência e por isso durante as atividades o imaginário infantil compõe a aula, durante a dramatização, confecção de materiais, exploração dos ambientes da escola e até mesmo na compreensão dos ritmos corporais. Com essas estratégias é possível desenvolver as habilidades motoras básicas e específicas da GR, conhecer e compreender a GR como prática corporal. Outro caráter que sobressaiu foi à aceitação por parte dos alunos de ambos os sexos, e comprovada pela participação efetiva de todos nas atividades e através do registro nos cartazes. Por meio desta pesquisa constatamos que a prática da modalidade é possível no contexto escolar, considerando os níveis do educando, sua compreensão de mundo e a realidade onde a escola está inserida. Conclui-se que nas aulas de educação física a GR se dá a partir do conhecer, vivenciar e apreciar a prática; mas para a compreensão, ressignificação, aprofundamento e transformação do tema se fazem necessário a continuidade do trabalho pedagógico ao longo dos anos, já que cada ano os alunos e possuem característica e níveis diferentes de compreensão e desenvolvimento cognitivo, motor e social, além dos objetivos específicos de cada série. Palavras chaves: ginastica rítmica, educação física escolar e sistematização de conteúdos.

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Daniel Soares Meira danielsoares.m@hotmail.com Prefeitura Municipal da Estância Balneária de Praia Grande
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Daniela Guidini daniguidini@yahoo.com.br Prefeitura Municipal de Várzea Paulista
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Daniela Rocha Castro dos Santos DANIROCHAC@YAHOO.COM.BR PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
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Danylo Aurélio Santos danyloef@yahoo.com.br PMSP - SME
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Débora Carla de Almeida debora_carlaalmeida@hotmail.com Escola Estadual João Silva
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Denangela Glaisy Mendes Riso gdenangela@yahoo.com.br Prefeitura Municipal de São Paulo
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Diego Pinto Jabois diegofefis@yahoo.com.br E.E. Dagoberto Noqueira da Fonseca
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Ed Carlos Luiz da Silva edcarlos.luiz@gmail.com Escola Estadual Professor João Silva
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Ednelson Cesaretti ednelson.cesaretti@gmail.com PMSP; SESI
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Everton Arruda Irias everton_irias@hotmail.com Prefeitura de Guarulhos - EPG Paulo Freire
RODAS CANTADAS E BRINCADEIRAS DE RODA: UMA CONSTRUÇÃO COM DIFERENTES AUTORES
A tematização deste conteúdo foi realizada com os alunos e alunas dos 1os Anos D, E e F, da E.P.G. Paulo Freire, localizada no bairro do Soberana, no município de Guarulhos. O desenvolvimento do trabalho ocorreu no 1º bimestre de 2012, ocupando-se de dez aulas. Vale ressaltar que na Prefeitura de Guarulhos, a disciplina Educação Física é contemplada, no currículo, com uma aula por semana. A tematização deste conteúdo tentou se apoiar nos pressupostos norteadores do currículo cultural, tendo sempre em mente que as diferentes identidades devem ser representadas no contexto escolar. Após um mapeamento das manifestações corporais mais próximas dos alunos e alunas daquelas turmas, pôde-se notar um grande contato destas crianças com as danças e as brincadeiras. Dessa maneira, foi sugerida e aceita por todos os educandos e educandas a tematização das Rodas Cantadas. Vale salientar neste momento que o Plano de Ação desenvolvido pela escola incluía a organização de um Projeto denominado “A arte e o brincar no espaço educativo”, portanto o conteúdo das aulas de Educação Física tentou se conectar a este tema. No entanto, compreendendo que o mapeamento, no currículo cultural, é realizado a todo o momento, foi possível verificar numa seguinte oportunidade, a partir de uma análise e leitura de imagens, que as representações das crianças ampliavam o conteúdo para Brincadeiras em roda, e não só mais Rodas cantadas. Feito este mapeamento, foi possível traçar como objetivo do trabalho a validação das diferentes identidades culturais presentes na comunidade escolar, valorizando as práticas locais (num momento em que aquilo que é global domina os espaços e os tempos). Dentro deste tema, a princípio, fizemos a vivência das brincadeiras em roda trazidas pelas crianças. Em momentos posteriores, o conteúdo foi aprofundado e ampliado através de pesquisa realizada com pais e familiares, apresentação de vídeos com diferentes rodas cantadas e brincadeiras de roda, entrevista com uma funcionária da escola (responsável pela limpeza do local) e troca de informações entre as turmas. Em todas essas atividades surgiram novas possibilidades de vivência. Todavia, na pesquisa realizada com pais e familiares, uma nova representação ligada ao conteúdo surgiu, e se tornou bastante controversa entre os alunos e as alunas de cada turma, permitindo uma maior ampliação das discussões. A grande maioria dos entrevistados e entrevistadas afirmava que, quando crianças, realizavam as brincadeiras de roda nas ruas, entretanto, quando indagados(as) sobre isso, boa parte dos alunos e alunas diziam ser a rua, na atualidade, um local perigoso para se brincar, principalmente por conta dos carros. Estes apontamentos levaram a elaboração de mais um objetivo para o trabalho, que era o de desvelar alguns discursos relacionados à “rua”. Para isso alguns momentos de diálogo foram estabelecidos com as turmas. Por fim, cada turma, coletivamente, tentou criar sua própria roda cantada, porém nem todas conseguiriam. O processo todo foi registrado por meio de fotos, vídeos e registro escrito feito pelo professor. Numa avaliação ao final do processo, foi possível perceber que os alunos e alunas se apropriaram de outras brincadeiras de roda, inclusive daquelas trazidas pelas pessoas que participaram do processo de tematização; e verificar também que ainda consideravam a rua como um local perigoso, principalmente para brincar, mas que algumas crianças ainda conseguiam fazer deste lugar um espaço para brincadeiras. Palavras-chave: brincadeiras em roda – currículo cultural – identidade cultural

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Franz Carlos Oliveira Lopes franzlopes@gmail.com
A DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO CONTEXTO DA REFORMA CURRICULAR DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Os estudos das políticas educacionais, especificamente das questões curriculares, tem ocupado tempo significativo dos debates educacionais. Nessa ótica, as questões decorrentes das políticas públicas de educação, currículo e formação do aluno nos inquieta, uma vez que o currículo é o guia no processo de formação. Por isso, a presente pesquisa tem como objeto de estudo a proposta curricular de Educação Física elaborada pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) no contexto do programa “São Paulo faz escola”. Na busca de compreendermos os fundamentos e as diretrizes dessa proposta realizamos uma pesquisa tendo como fontes os documentos elaborados pela secretaria. Os dados da pesquisa revelaram que as diretrizes gerais da reforma e, particularmente, da disciplina de Educação Física, estão fundados na pedagogia das competências da formação. Assim, em que pese o anúncio de um discurso que aponta para a formação crítica e cultural, tal possibilidade encontra seus limites dado o caráter utilitarista e adaptável que caracteriza essa pedagogia. Palavras-Chave: Currículo; Educação Física; Formação Escolar.

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Gilmar Barbosa de Souza gilmar_n1@yahoo.com.br Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Futebóis e mutações: como os alunos veem as mudanças que os envolvem
Nos últimos três anos o bairro localizado na periferia da cidade, se transformou caminhando para a urbanização e as melhorias ganham apoio da maioria. Mas parece que é a única forma de melhorar é urbanizar e junto com a urbanização surgem novas valorizações e também desvalorizações. É comum notar que as pessoas que lá moram ou trabalham, tendem a se acomodar diante de muitas situações que são colocados. Coube a mim a refletir sobre a relação entre esses problemas e propor mecanismos de mudanças, não do bairro, mas do entendimento dos alunos e moradores sobre suas próprias ações, promovendo diálogos e ouvindo as vozes de quem foi, quase sempre, silenciado. Considerando que as mudanças produziriam novas identidades, propus aos alunos a reflexão sobre como essas mudanças que o bairro sofreu nos últimos anos modificariam as práticas corporais dos alunos e dos moradores. Para tanto, se faz necessário buscar quais mudanças o bairro sofreu e como ele era antes, de modo que eles percebam a relação com as práticas corporais. Assim, identificando a cultura do bairro. Como primeira etapa, as atividades envolveram a identificação das mudanças e a discussão dos alunos sobre a representação de tais mudanças para as práticas, sob a forma de cartazes, além de desenhos do bairro, como a rua antes e depois da pavimentação, com o detalhe das brincadeiras que se faziam antes e as que se fazem agora. Acompanhando o currículo proposto pela Secretaria Estadual de Educação, o projeto foi elaborado tendo como tema as brincadeiras, os jogos e o processo de construção esportivo, sugerido ao primeiro semestre do sexto ano. Considerando que, fazem parte do mapeamento, a identificação do problema e percepção do contexto exposto os critérios seguintes foram as experiências dos alunos sobre o tema proposto. Assim, na segunda etapa, os alunos descreveram suas aulas nos diferentes lugares onde estudaram, já que nem todos moraram ali. Os alunos citaram e registraram diversas atividades, brincadeira e trabalhos que foram feitos, buscando dar significados a eles descrevendo o que aprenderam quando fizeram e a razão de terem feito. Vivenciaram algumas brincadeiras e discutiram as regras relacionando às razões para elas e possíveis lugares para pratica-las. Percebemos que, tanto as brincadeiras como outras atividades de Educação Física eram diversificadas e que cada uma correspondia a um lugar ou época diferente. Esse procedimento definiu o objetivo do plano de ensino: a relação que os lugares têm com as práticas, o que dentro da perspectiva da cultura corporal pode ser enfatizado como a percepção das práticas globais e locais no cotidiano. Na terceira etapa os alunos apresentaram e registraram diversas variações para jogos de queimar. Paralelamente estudaram as origens do esporte contemporâneo a partir do modelo inglês, juntamente com a elaboração das regras do futebol. Entre os jogos, a preferência dos alunos está no futebol, mas diferentemente do que alguns esperavam, estudamos essas práticas para além do que ocorre nos campos e quadras. Pode-se caracterizar esse estudo como uma nova etapa que buscou entender como e determinadas práticas se relacionam com lugar e a época, e como as práticas e preferências são construídas - já que a maioria dos alunos nunca entrou num campo ou num estádio de futebol, julgamos importante entender a razão de ele estar na preferência da maioria. Para tanto, os alunos buscaram observar meios em que o futebol se apresenta desde o futebol de rua aos meios de comunicação e à propaganda. As avaliações são feitas a partir de discussões e registros dos alunos, além das contribuições deles nas vivências. Como avaliação do plano até aqui, as verificações apresentaram o futebol, para eles, como o principal elemento da cultura global, com traços na cultura local, apesar de possuir formas diferentes e que estão presentes no bairro, e que em suas formas de se apresentar estão contidas relações de poder econômico, dominação midiática que é capaz de configurar o consumo e o lazer deles.

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Gisely Aparecida de Souza gisasouza@gmail.com CEU EMEF JARDIM DA CONQUISTA II
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Gustavo Ponce gpfisica@hotmail.com secretaria municipal de educação
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Henrique Ribeiro Carrasco bobycarrasco@hotmail.com CEM Neyde Tonanni Marão
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Heverlene Silva Sonsini leneducacaofisica@hotmail.com EE SALIM FARAH MALUF
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Higor Thiago F. R. Gomes; higor.thiago@gmail.com
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO: Análise da aceitação do currículo de educação física pelos alunos do 3º ano do ensino médio
Com o intuito de apoiar o trabalho realizado nas escolas estatuais, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo implantou em 2008 uma proposta curricular para os níveis do ensino fundamental ciclo II e médio. Com isso, pretende contribuir para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos, garantindo uma base comum de conhecimentos para que as escolas funcionem como uma rede. No início denominado de Proposta Curricular, a partir de 2010 esta Proposta se tornou o Currículo do Estado de São Paulo, atualmente utilizado. Com essas mudanças algumas transformações ocorreram no âmbito escolar. Através das questões levantadas neste estudo, a resposta dos alunos é fundamental, apresentando a vivência das aulas e esclarecendo o principal propósito desta pesquisa: Analisar a aceitação do currículo de educação física pelos alunos do 3º ano do ensino médio. O principal motivo da escolha dessa mostra de indivíduos se deu pelo fato de que em 2008, eles estavam cursando o 9º ano (antiga 8ª série) quando foi implantada a Proposta Curricular, trazendo mudanças no âmbito escolar. Neste caso, esses alunos tiveram experiências de como eram as aulas de educação física e como é atualmente na rede de ensino do Estado de São Paulo. Com esta pesquisa pretendemos esclarecer algumas questões que nos parece ser muito pertinentes, em relação aos conteúdos, se estão de acordo com a realidade, se os professores estão realmente utilizando o atual currículo, se as aulas estão proporcionando uma melhor participação e também verificar o reconhecimento dos discentes em relação à importância da educação física. Os participantes desta pesquisa foram quarenta (40) discentes do terceiro no do ensino médio de ambos os sexos, realizado em duas escolas da rede estadual no município de Américo de Campos/SP e Gastão Vidigal/SP. Foi realizada uma pesquisa de campo, de forma quantitativa e qualitativa, com a intenção de coletar dados, através de um questionário contendo nove questões. O questionário foi aplicado na primeira quinzena de maio de 2011, em visita às escolas e em contato direto com os alunos, as questões foram elaboradas pelos pesquisadores, tendo como foco a opinião dos alunos sobre a utilização do currículo do Estado de São Paulo. Diante da pesquisa realizada, pode-se considerar que o currículo do Estado de São Paulo trouxe mudanças no âmbito escolar. Os resultados mostraram uma participação significativa dos estudantes, nas atividades que são desenvolvidas em aula. Com base na literatura podemos verificar que são necessárias discussões e reflexões com a participação efetiva por parte dos professores e alunos, para que estes possam opinar na elaboração das atividades, de modo que todos os envolvidos contribuam para uma melhor elaboração de conteúdos. De acordo com este estudo, a conclusão que chegamos é que ainda existem por parte dos alunos alguns aspectos da antiga educação física, que visava uma maior prática esportiva dentro da escola. Consideramos necessário que a partir deste estudo, possam realizar-se novas pesquisas investigando, e discutindo o contexto escolar que a educação física do Estado de São Paulo está inserida, para a reflexão de práticas pedagógicas adequadas.

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Irina Suzuki Yamamura irinasuzuki@gmail.com
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Isabela Gonçalves Valerio isagvalerio@yahoo.com.br E.E Profº Mariano de Oliveira
HIP-HOP E PRECONCEITO ÉTNICO-RACIAL: UMA ABORDAGEM PELA ÓTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA.
Prof. Isabela Gonçalves Valerio E.E. Profº Mariano de Oliveira A experiência pedagógica a ser descrita, está em processo de desenvolvimento sendo realizada com a turma do 2º ano do ensino médio em uma escola estadual “E.E Prof. Mariano de Oliveira”, localizada na zona oeste de São Paulo – Pirituba. O tema a ser desenvolvido partiu do argumento de uma aluna, em particular, que estava incomodada com as falas e gestos preconceituosos de um colega da sala frente a nordestinos e principalmente a negros. Tal ação necessitou por parte do educador trabalhar com alguma manifestação corporal que retratasse a cultura negra. Também quando se busca desenvolver um trabalho pedagógico pautado nas teorias pós-críticas as identidades, as etnias, questões gêneros, dominação, classe, entre outros devem ser colocados em questão permitindo desmistificar certas construções reinantes e reforçados em nossa sociedade. Outro fator que contribui para o desenvolvimento do tema recaiu quando ao retomarmos as praticas relatada pelos alunos (estas citadas no início do ano letivo), houve uma ênfase dada a manifestação dança como uma das mais apreciadas pelos alunos (empatando com o futebol). Ao mapear as danças que fazem parte de seus repertórios a dança (Break) ligada ao movimento hip-hop foi um dos mais apontados como o preferido da turma seguindo do samba e do sertanejo. Felizmente a colocação dos alunos foi de encontro para que pudéssemos desenvolver um trabalho que discutisse uma manifestação que tem como origem a participação de grupos marginalizados pela sociedade: afro-americanos, classe pobre e negra no Brasil. Para conduzir a experiência pedagógica e buscar verificar as identificações, opiniões e estereótipos que os alunos constroem sobre esta manifestação as vozes dos mesmos foram ouvidos ao relatarem o que conhecem ou acham sobre o hip-hop. Esta ação propiciou um espaço para buscarmos entender e discutir algumas falas que continham frases de cunho preconceituoso, reforçado por uma parcela da sociedade, em contra partida outras denunciavam uma visão aguçada frente a imposições e estereótipos construídos. Assim, a organização dos objetivos deu-se após a apresentação do tema e interação dos alunos possibilitando traçar algumas expectativas das quais destaco: buscar retratar a origem do hip-hop; apresentar grupos e cantores que influenciaram este movimento; conhecer e reconhecer os estilos de dança e suas influências; procurar discutir a relevância social deste movimento; questioná-los sobre quais são os preconceitos que o envolve e investigar informações sobre o hip-hop no Brasil. Como a dança e a música (RAP) sobressaíram-se como elementos de apreciação propôs-se aos alunos que trouxessem músicas para analisarmos e em um segundo momento conhecermos e usufruirmos de alguns passos da dança. Durante a leitura de grupos e cantores que os alunos trouxeram em seus celulares enfatizou-se que a origem do RAP tem como ponto chave letras que abordam discriminação, violência, drogas, desigualdades, entre outros temas que estejam ligados a realidade de grupos marginalizados, porém existem alguns grupos musicais que retratam em suas letras ostentação a mulheres, dinheiro, fama, diversão e questões religiosas. Após estes momentos assistimos a vídeos com o intuito de discutirmos e observarmos a importância de cada um para a construção do início do movimento tanto nos Estados Unidos como no Brasil. A seleção destes clipes (feito pela professora) partiu após a leitura e pesquisas de membros e pessoas que estudam o hip-hop como também conversas com colegas que vivenciam este movimento. A relevância deste momento destaca-se por compreendermos como foram feitas estas construções do movimento, as modificações da batida, os movimentos corporais, a vestimenta e grupos de grande influência para o Hip-hop. Estas discussões serão retomadas no decorrer da experiência pedagógica por ser a estrutura pela qual o movimento surgiu e tomou proporções de reconhecimento. A vivência da dança oportunizou momentos de diálogo e trocas, pois estes combinavam passos, trocavam informações, tentavam aprender com os colegas, um ensinar o outro, entre outras situações enriquecedoras. Ao observar esta dinâmica foi possível verificar entrosamento com o tema por parte dos alunos que no início demonstraram certa timidez, mas aos poucos retratam se envolver tentando criar ou aprender os passos da dança. Para a construção de relato faz se necessário a observação continua, retomar os objetivos proposto e sensibilidade para enxergar como a aprendizagem vem ocorrendo, se os alunos estão usufruindo de situações para desconstruírem pensamentos preconceituosos frente a este movimento ou mesmo enriquecendo seus conhecimentos. A utilização de recursos audiovisuais, textos, diálogos, leituras, participação de integrantes do movimento como também os momentos de vivências tentem a colaborar para desenvolver um trabalho que venha fazer relação desta manifestação com as construções história. Deste modo, a experiência pedagógica em andamento pretende vir a contribuir com o desvelar de narrativas arquitetadas historicamente em torno deste movimento de grande importância principalmente para grupos que tem como processo de afirmação a luta pelo reconhecimento social e cultural. Palavras chaves: Hip-Hop, preconceito étnico-racial e desconstrução.

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Ivan Luis dos Santos ivanls.santos@gmail.com E.E. Prof Paulo Novaes de Carvalho - Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
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Jacqueline Cristina Jesus Martins jacquelinemartins@uol.com.br EMEF Tenente Alipio Andrada Serpa
BRINCADEIRAS DE MENINAS E BRINCADEIRAS DE MENINOS: PODEMOS BRINCAR JUNTOS?
O trabalho aqui apresentado foi desenvolvido durante as aulas de Educação Física no ano de 2011 com os três primeiros anos (1º A, B e C) da EMEF Tenente Alípio Andrada Serpa. A temática “brincadeiras de meninas e brincadeiras de meninos” surgiu a partir das falas dos alunos. Logo no início do ano, durante as rodas de conversas, as crianças afirmavam que meninos ou meninas não poderiam participar de algumas brincadeiras porque elas eram “de meninas” ou “de meninos.” Após observar essas falas, percebi que seria necessário realizar algum trabalho que colocasse essas questões no foco das nossas atividades, para que pudéssemos discutir e entender porque essas ideias estão tão presentes na sociedade e nas nossas práticas corporais. Dentre os objetivos pensados para o trabalho, o de adotar uma postura crítica frente à estigmatização entre jogos e brincadeiras “de meninos” e “ de meninas” foi o que norteou a organização das nossas ações didáticas. Para nos ajudar nesse processo de desconstrução das ideias de que as práticas corporais são “de meninos” e “de meninas”, utilizamos o livro O que os meninos fazem / O que as meninas fazem? De Ilanm Brenman – Editora Callis. O livro apresenta as várias práticas que meninos e meninas gostam de fazer, e sugere que meninos e meninas podem gostar de fazer as mesmas coisas, como brincadeiras, ouvir os mesmo tipos de histórias, ter os mesmos sonhos etc. Com a apresentação e a leitura do livro algumas falas dos alunos novamente mostraram que entre aquele grupo as questões de que as práticas eram “de meninos” e “de meninas” estavam muito presentes. A partir daí, o trabalho realizado durante as aulas de Educação Física tentou contribuir para a desconstrução dessas ideias através da realização de atividades didáticas que proporcionaram aos alunos a experimentação das práticas corporais juntamente com discussões sobre os discursos proferidos sobre elas. As atividades pedagógicas colocaram os meninos e as meninas em contato com as práticas ditas “de meninas” ou “de meninos” problematizando-as, brincamos de bonecas, carrinhos, espadas, varinha de condão, futebol, vôlei, subir em árvores, entre outras. Dessa forma, foi possível colocar em xeque aqueles discursos proferidos inicialmente. Em alguns momentos, a exibição de alguns vídeos que abordavam aquela prática corporal possibilitou um outro olhar sobre a prática em questão. Durante a realização das atividades, proporcionamos aos alunos exporem os seus conhecimentos sobre os brinquedos, brincadeiras ou esportes estudados e discutirem sobre essas práticas a partir dos seus pontos de vista relacionando os seus conhecimentos sociais, com as mídias e com os conhecimentos advindos do contexto familiar e local. Essas ações nos ajudaram a entender que as práticas ditas masculinas ou femininas são socialmente construídas. Durante a realização do trabalho percebi algumas mudanças de ideias a respeito das práticas em alguns alunos, que passaram a brincar com outros brinquedos e com outros colegas, enquanto outras crianças permaneceram com as mesmas convicções, realizando as atividades apenas durante as aulas quando a professora solicitava. Palavras chave: Educação Física, Brincadeiras e Gênero

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Janaina de Souza Duarte souzajana@yahoo.com.br Escola Municipal de Educação Infantil Ernani Silva Bruno
O CORPO NUMA REFLEXÃO DIALÓGICA: TRÊS OLHARES E DOIS CONTEXTOS.
Profª. Esp. Angela Maris Murillo Araújo Pedagoga Esp. Janaina de Souza Duarte Profª. Esp. Jéssica Camila Ramos Rodrigues Com o propósito de possivelmente superar e criticar o cartesianismo tão presente nos discursos e nas condutas cotidianas e pedagógicas, três professoras, sendo uma pedagoga e duas de Educação Física, em momentos de conversas, análises e pesquisas focaram as suas discussões sobre o corpo que somos e não o corpo que temos, como representado muitas vezes pelas mídias e interiorizado no meio social ao nos referirmos a nós mesmos. Alguns questionamentos surgiram, entre eles: Quais as intenções históricas em dividir o ser humano em Corpo e mente? Seria um problema de auto imagem? Uma questão de empoderamento nas Ciências (positivismo), para nomear que uma dimensão é intelectual e a outra corporal e assim criar desigualdades? A partir dessas reflexões, começaram a suscitar as consequências de como a escola se auto percebe. E com isso a possibilidade de explanação de um contexto voltado para o estudo do Corpo, uma vez que ele pode ser analisado e aprofundado em qualquer manifestação do ser humano. O diálogo entre as professoras tornou-se aplicável em suas práticas pedagógicas, com as crianças da Educação Infantil e os ingressantes do 1º ano do Ensino fundamental, ainda que em instituições escolares diferentes e em processo de formação distintos, semelhanças e diferenças surgiram também. Assim, este relato tem como objetivo compartilhar e discutir a prática docente no processo de ação-reflexão-ação acerca do conteúdo Corpo e Movimento. Segue a metodologia abordada pelas três professoras. As professoras de Educação Física na apresentação do conteúdo Corpo tinham como enfoque proporcionar às crianças reflexões, vivências a respeito do “corpo que somos” em distintas dimensões numa única unidade para que diante de diversos elementos da cultura corporal, e que ainda serão estudados, após o planejamento participativo, os educandos se percebam, envolvam, compreendam e reflitam como sujeitos construtores e pertencentes sem dicotomia. Na avaliação diagnóstica foram muitas as possibilidades experimentadas, como a chuva de ideias sobre o que a expressão corpo suscita em cada um. Após o levantamento do conhecimento das turmas o conteúdo foi analisado e temas voltados para Educação sexual, auto imagem, gênero, formação do ser humano, diferentes etnias foram observados pelas professoras e organizados por assuntos, que foram relacionados entre si: Anatomia e suas representações, Sentidos e percepções, Possíveis habilidades do ser humano: equilíbrio, locomoção, manipulação; Linguagens e Expressões. O andamento do conteúdo conhecimento sobre o corpo foi seguido de sequências didáticas construindo toda uma trajetória que buscava nas crianças suas intencionalidades, percepções e sensações por meio de representações corporais, desde um traçado no chão com giz, passando por tampinhas de pet coloridas que apontavam ora um único preenchimento corporal, ora possíveis “divisões com diferentes estruturas” até chegar ao corpo percebido pelas artes plásticas, seja na massa de modelar, no esqueleto de EVA, nas peças sintéticas, no brinquedo de monta–monta (semelhante ao lego) e pinos mágicos, e numa estratégia mais ousada, a representação de si com diversos materiais reciclados, no qual a cada ideia e parceria os objetos eram ressignificados e transformados numa pluralidade de corpos que confirmavam as diferenças e suas características. A auto massagem e a massagem em duplas permearam este processo de se perceberem corpos que falam, expressam, escutam e vivenciam o que é estar consigo e com o outro. Os sentidos foram explanados como possibilidades de comunicação com o mundo, onde por meio de experiências alguns supostos sentidos foram sendo camuflados para que evidenciassem outros, as crianças descobririam que os sentidos podem estar além dos cinco apontados pelos livros didáticos. As possíveis habilidades do ser humano (locomoção, manipulação e equilíbrio) foram discutidas e analisadas com referência ao cotidiano, em evidência sobre a convivência familiar juntamente com o tema linguagens, numa relação entre as expressões e gestos atrelados a um corpo e movimento que se compreendido dialoga. Os registros sobre o conhecimento declarativo se pautaram na localização do corpo e nas habilidades motoras, nos quais por meio de imagens identificavam e conceituavam o que fora estudado nas aulas. A observação e análise dos registros feitos pelas professoras diariamente acompanharam todos os encontros de estudos. A produção de conhecimento, o conhecimento tácito, a elaboração de hipóteses das turmas, permitiram constantes modificações e outros olhares do planejamento, tanto de como os alunos aprendem, como de outras pesquisas e estudos no processo de formação continuada das professoras. A pedagoga diante das orientações curriculares para Educação Infantil do Município de São Paulo, considerando a criança como um ser simbólico, de linguagens e histórico-cultural fundamentou o trabalho em ações com o corpo e movimento que estão intimamente ligados aos diversos campos de experiências nas quais as crianças exploram o mundo, o próprio corpo e expressam e interagem pelo movimento. Diante desta explanação em rodas de conversa as crianças foram convidadas a exporem suas ideias em relação a sua percepção e auto imagem, no qual, a partir desta devolutiva foi construída uma sequência de atividades no campo do corpo e movimento, que transcende a funcionalidade e deixa fluir a criatividade. Esta sequência teve como objetivo geral possibilitar às crianças da Unidade Escolar, uma ressignificação do seu ser no espaço, por meio da corporeidade e do processo criativo num movimento de construção – desconstrução coletiva e individual. As brincadeiras em que os movimentos funcionais são bem marcantes sugerem intencionalidades que estão por trás de cada movimento realizado. Foi fundamental as crianças passarem por estas experiências de movimentos funcionais, pois ao experimentaram o movimento que vai além da funcionalidade estabeleceram relações importantes entre o mundo, o próprio corpo e o outro. Foram quatro blocos específicos, com alguns desdobramentos cada um: articulações: reconhecer a potencialidade de movimento do corpo, perceber o próprio corpo, reconhecer o corpo como elemento expressivo e comunicativo; ações corporais: reconhecimento e exploração das ações corporais e das qualidades do movimento; a ludicidade do corpo e suas relações com a descoberta de várias possibilidades do movimento; espaço - kinesfera e níveis: o meio e suas influências e intervenções na movimentação das crianças/ corpo em movimento: corpo, tempo, espaço, materiais/meio; composições coreográficas: relações e interações com o corpo/espaço/qualidades de movimento do outro; composição e apreciação. Considerando que a criança realiza todas as atividades propostas com o próprio corpo, possa então nos parecer redundante o trato com estas questões. No entanto não estamos dialogando sobre o corpo e o movimento como estratégia para outros fins e sim sobre a especificidade do entendimento do corpo. Palavras chaves: Corpo, Linguagens e percepções

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Jéssica Camila Ramos Rodrigues jessicacam@hotmail.com Escola Estadual Indiana Zuycher Simões de Jesus
O CORPO NUMA REFLEXÃO DIALÓGICA: TRÊS OLHARES E DOIS CONTEXTOS.
Profª. Esp. Angela Maris Murillo Araújo Pedagoga Esp. Janaina de Souza Duarte Profª. Esp. Jéssica Camila Ramos Rodrigues Com o propósito de possivelmente superar e criticar o cartesianismo tão presente nos discursos e nas condutas cotidianas e pedagógicas, três professoras, sendo uma pedagoga e duas de Educação Física, em momentos de conversas, análises e pesquisas focaram as suas discussões sobre o corpo que somos e não o corpo que temos, como representado muitas vezes pelas mídias e interiorizado no meio social ao nos referirmos a nós mesmos. Alguns questionamentos surgiram, entre eles: Quais as intenções históricas em dividir o ser humano em Corpo e mente? Seria um problema de auto imagem? Uma questão de empoderamento nas Ciências (positivismo), para nomear que uma dimensão é intelectual e a outra corporal e assim criar desigualdades? A partir dessas reflexões, começaram a suscitar as consequências de como a escola se auto percebe. E com isso a possibilidade de explanação de um contexto voltado para o estudo do Corpo, uma vez que ele pode ser analisado e aprofundado em qualquer manifestação do ser humano. O diálogo entre as professoras tornou-se aplicável em suas práticas pedagógicas, com as crianças da Educação Infantil e os ingressantes do 1º ano do Ensino fundamental, ainda que em instituições escolares diferentes e em processo de formação distintos, semelhanças e diferenças surgiram também. Assim, este relato tem como objetivo compartilhar e discutir a prática docente no processo de ação-reflexão-ação acerca do conteúdo Corpo e Movimento. Segue a metodologia abordada pelas três professoras. As professoras de Educação Física na apresentação do conteúdo Corpo tinham como enfoque proporcionar às crianças reflexões, vivências a respeito do “corpo que somos” em distintas dimensões numa única unidade para que diante de diversos elementos da cultura corporal, e que ainda serão estudados, após o planejamento participativo, os educandos se percebam, envolvam, compreendam e reflitam como sujeitos construtores e pertencentes sem dicotomia. Na avaliação diagnóstica foram muitas as possibilidades experimentadas, como a chuva de ideias sobre o que a expressão corpo suscita em cada um. Após o levantamento do conhecimento das turmas o conteúdo foi analisado e temas voltados para Educação sexual, auto imagem, gênero, formação do ser humano, diferentes etnias foram observados pelas professoras e organizados por assuntos, que foram relacionados entre si: Anatomia e suas representações, Sentidos e percepções, Possíveis habilidades do ser humano: equilíbrio, locomoção, manipulação; Linguagens e Expressões. O andamento do conteúdo conhecimento sobre o corpo foi seguido de sequências didáticas construindo toda uma trajetória que buscava nas crianças suas intencionalidades, percepções e sensações por meio de representações corporais, desde um traçado no chão com giz, passando por tampinhas de pet coloridas que apontavam ora um único preenchimento corporal, ora possíveis “divisões com diferentes estruturas” até chegar ao corpo percebido pelas artes plásticas, seja na massa de modelar, no esqueleto de EVA, nas peças sintéticas, no brinquedo de monta–monta (semelhante ao lego) e pinos mágicos, e numa estratégia mais ousada, a representação de si com diversos materiais reciclados, no qual a cada ideia e parceria os objetos eram ressignificados e transformados numa pluralidade de corpos que confirmavam as diferenças e suas características. A auto massagem e a massagem em duplas permearam este processo de se perceberem corpos que falam, expressam, escutam e vivenciam o que é estar consigo e com o outro. Os sentidos foram explanados como possibilidades de comunicação com o mundo, onde por meio de experiências alguns supostos sentidos foram sendo camuflados para que evidenciassem outros, as crianças descobririam que os sentidos podem estar além dos cinco apontados pelos livros didáticos. As possíveis habilidades do ser humano (locomoção, manipulação e equilíbrio) foram discutidas e analisadas com referência ao cotidiano, em evidência sobre a convivência familiar juntamente com o tema linguagens, numa relação entre as expressões e gestos atrelados a um corpo e movimento que se compreendido dialoga. Os registros sobre o conhecimento declarativo se pautaram na localização do corpo e nas habilidades motoras, nos quais por meio de imagens identificavam e conceituavam o que fora estudado nas aulas. A observação e análise dos registros feitos pelas professoras diariamente acompanharam todos os encontros de estudos. A produção de conhecimento, o conhecimento tácito, a elaboração de hipóteses das turmas, permitiram constantes modificações e outros olhares do planejamento, tanto de como os alunos aprendem, como de outras pesquisas e estudos no processo de formação continuada das professoras. A pedagoga diante das orientações curriculares para Educação Infantil do Município de São Paulo, considerando a criança como um ser simbólico, de linguagens e histórico-cultural fundamentou o trabalho em ações com o corpo e movimento que estão intimamente ligados aos diversos campos de experiências nas quais as crianças exploram o mundo, o próprio corpo e expressam e interagem pelo movimento. Diante desta explanação em rodas de conversa as crianças foram convidadas a exporem suas ideias em relação a sua percepção e auto imagem, no qual, a partir desta devolutiva foi construída uma sequência de atividades no campo do corpo e movimento, que transcende a funcionalidade e deixa fluir a criatividade. Esta sequência teve como objetivo geral possibilitar às crianças da Unidade Escolar, uma ressignificação do seu ser no espaço, por meio da corporeidade e do processo criativo num movimento de construção – desconstrução coletiva e individual. As brincadeiras em que os movimentos funcionais são bem marcantes sugerem intencionalidades que estão por trás de cada movimento realizado. Foi fundamental as crianças passarem por estas experiências de movimentos funcionais, pois ao experimentaram o movimento que vai além da funcionalidade estabeleceram relações importantes entre o mundo, o próprio corpo e o outro. Foram quatro blocos específicos, com alguns desdobramentos cada um: articulações: reconhecer a potencialidade de movimento do corpo, perceber o próprio corpo, reconhecer o corpo como elemento expressivo e comunicativo; ações corporais: reconhecimento e exploração das ações corporais e das qualidades do movimento; a ludicidade do corpo e suas relações com a descoberta de várias possibilidades do movimento; espaço - kinesfera e níveis: o meio e suas influências e intervenções na movimentação das crianças/ corpo em movimento: corpo, tempo, espaço, materiais/meio; composições coreográficas: relações e interações com o corpo/espaço/qualidades de movimento do outro; composição e apreciação. Considerando que a criança realiza todas as atividades propostas com o próprio corpo, possa então nos parecer redundante o trato com estas questões. No entanto não estamos dialogando sobre o corpo e o movimento como estratégia para outros fins e sim sobre a especificidade do entendimento do corpo. Palavras chaves: Corpo, Linguagens e percepções

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Jorge Luiz de Oliveira Junior jorgejref@yahoo.com.br SME - Emef Raimundo Correia
INTERPRETAÇÕES DAS LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA: VIVÊNCIAS CORPORAIS E JOGOS VIRTUAIS
Este projeto foi desenvolvido na EMEF Raimundo Correia, localizada no bairro de São Miguel Paulista – Jd. Helena, zona leste de São Paulo, envolvendo as quatro turmas de 6ª séries do ensino fundamental. O desenvolvimento do trabalho ocorreu no segundo semestre do ano letivo de 2011, entre os meses de setembro e novembro. O projeto pedagógico da escola tinha como tema amplo o “Ler e escrever na escola municipal” e como um dos subtemas a “leitura crítica do mundo”. Além desse trabalho se atentar ao amplo tema do projeto pedagógico da escola, se conectou também ao documento de Orientações Curriculares de Educação Física do município, onde o currículo cultural da Educação Física se faz presente. O tema “lutas na Educação Física” emergiu no mapeamento feito no início do referido semestre junto aos/às jovens e levamos em consideração alguns acontecimentos. Em anos anteriores, essas turmas estiveram envolvidas em esportes e brincadeiras e não havia ainda tematizações acerca das lutas. Outra consideração é que sou praticante de Taekwondo e por vezes, fui à escola com camisetas e blusas com estampas da palavra Taekwondo e algumas alunas e alunos me questionavam sobre esta manifestação. Em fevereiro de 2011 ocorreu o evento UFC, no qual a luta principal envolvia dois grandes lutadores brasileiros de MMA: Anderson Silva e Vitor Belfort e os comentários dessa luta ficaram durante um bom tempo no ambiente escolar (salas de aula, sala dos professores/as, intervalos, horários de entrada e saída etc). Por último, no final do mês de agosto do ano passado, aconteceu outra edição desse evento, o UFC RIO, divulgado por grande parte da mídia e que repercutiu nos debates e conversas dos sujeitos que freqüentam e fazem a escola. Pensando nesses fatos e nos achados durante o mapeamento, o trabalho teve como objetivo a ampliação e o aprofundamento dos conhecimentos de algumas lutas presentes no MMA, enfatizando o Taekwondo e o Muay Thai. Buscou também ampliar as representações iniciais sobre o UFC e sobre o discurso hegemônico de “lutas e lutadores violentos”. No caminhar do projeto, com o diálogo constante com as alunas e alunos, outro objetivo foi pensado, que trata sobre a interpretação da presença das lutas nos espaços virtuais e seus efeitos nos sujeitos. Para atingirmos esses objetivos, algumas ações desenvolvidas foram: leitura de imagens e vídeos de lutas diversas; leitura de textos com entrevistas dos lutadores; confronto de ideias por meio do diálogo; vivências corporais; jogos de luta no vídeogame; participação de alunos e alunas praticantes das manifestações corporais estudadas; e atividades de documentação do processo por meio de fotos, vídeos e registros escritos. A avaliação do projeto foi feita a todo o momento e alguns dados ficaram perceptíveis: algumas/uns jovens puderam ampliar e aprofundar conhecimentos concernentes às manifestações corporais estudadas, aos jogos de lutas no videogame e ao tema em geral; enxergaram outras representações sobre a idéia hegemônica de “lutas e lutadores violentos”, enquanto outras e outros mantiveram seus posicionamentos iniciais. Acreditamos que este projeto alcançou os objetivos inicialmente e posteriormente pensados, assim como as expectativas de aprendizagem, constantes no documento de Orientações Curriculares de Educação Física. O currículo cultural atuou de forma que os/as jovens pudessem se expressar com seus/suas colegas durante os momentos de diálogos e vivências e que pudessem enxergar também que há outras representações e significados colados nas manifestações de lutas presentes na sociedade. Palavras-chave: Currículo Cultural - Educação Física - Lutas.

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Lilian Cristina Gramorelli li_gramorelli@yahoo.com.br Faculdade de Educação- Universidade São Paulo
CULTURA CORPORAL: UM CONCEITO POLIFÔNICO NAS PROPOSTAS CURRICULARES DE EDUCAÇÃO FÍSICA?
CULTURA CORPORAL: UM CONCEITO POLIFÔNICO NAS PROPOSTAS CURRICULARES DE EDUCAÇÃO FÍSICA? Ms Lilian Cristina Gramorelli Faculdade de Educação- Universidade de São Paulo Colégio Marista Arquidiocesano Resumo As reformas educacionais empreendidas pelas esferas governamentais, notadamente a partir de 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases Nacionais, 9.394/96, inseriram-se num cenário político, social e cultural. O currículo escolar passou a ser também reorganizado a partir das demandas que as transformações que o contexto da globalização ensejava para as práticas educativas. Em diversos estados e municípios, propostas curriculares foram definidas ou apresentadas nas diferentes áreas de conhecimento. No caso da Educação Física, componente curricular que se relaciona com nossa análise, o debate macro no campo educacional do currículo gestou nessa área de conhecimento uma vasta produção bibliográfica influenciada pela análise acadêmica das Ciências Humanas. O novo discurso deslocou e ampliou a fundamentação da Educação Física escolar, já que anteriormente fora marcada por aproximações com as reflexões das Ciências Biológicas. A constituição de um paradigma posto a partir das humanidades passou a influenciar a produção voltada para este campo disciplinar. Decorrente desses olhares sobre o ensino da Educação Física, o foco do debate curricular passa a ser a problemática sobre o movimento corporal humano, até então, visto unicamente como atividade motora de matriz apenas biológica. A Educação Física nessa matriz elegeu como objeto de estudo o movimento- nas perspectivas desenvolvimentista e psicomotora- e o objeto cultura corporal de movimento. A partir do diálogo com as Ciências Humanas, o movimento corporal passa a ser visto como uma forma de linguagem e as práticas corporais como produtos culturais e sociais. Em relação às proposições curriculares da Educação Física, como também nos discursos dos docentes da área, tínhamos a hipótese de uma ampla utilização do conceito de cultura corporal após a década de 1990, que expressava a necessidade de investigação sobre os possíveis sentidos e significados que tal utilização poderia suscitar para as práticas docentes. Diante deste contexto, a pesquisa teve como objetivo compreender quais fundamentos teóricos sustentaram o aparecimento do conceito de cultura corporal na área como também, averiguar uma possível polifonia posta em propostas curriculares dos estados da nação brasileira. Metodologicamente a pesquisa foi sustentada pelo campo teórico dos Estudos Culturais, utilizando-se da bricolagem com um estudo exploratório e a análise do discurso para a coleta de dados. Foram encontradas nessas análises a constatação que o conceito de cultura corporal veiculou na área a partir do diálogo com as teorias críticas e a Antropologia e com as teorias pós-críticas ligadas aos Estudos Culturais, ensejando assim uma mudança paradigmática na compreensão das finalidades da Educação Física. Apareceram também diferentes representações do conceito de cultura corporal, suscitando uma gama variada de interpretações e sentidos que podem produzir diferentes práticas pedagógicas, inclusive àquelas que não se coadunam com as proposições iniciais do aparecimento do conceito na área. Entendemos assim que a compreensão dessa polifonia, ao mesmo tempo em que enseja um diálogo mais qualitativo com os Estudos Culturais, através da análise dos discursos, possibilitou no percurso do trabalho a apreensão dos diferentes olhares que existem sobre o mesmo objeto. Palavras chave: Educação Física- Currículo- Cultura Corporal

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Lilian Granato Coimbrão liliangrco@gmail.com PREFEITURA DE SÃO PAULO
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Liliane Santos Sousa lilianesant0@yahoo.com.br EMEF Mal. Espiridião Rosas
“PONTA PÉ INICIAL: O PROGRAMA AMPLIAR E O FUTSAL ENTRAM EM QUADRA”
Resumo Este relato de prática está sendo desenvolvido na EMEF Marechal Espiridião Rosas desde março de 2012 com estudantes do ciclo I. O projeto de futsal faz parte do Programa Ampliar que possui um conjunto de ações no contra turno escolar com o objetivo de desenvolver um trabalho de integração junto à comunidade escolar. Dentre as ações, temos o incentivo ao esporte escolar. A escolha desta manifestação corporal partiu dos estudantes e foi influenciada pela minha trajetória como torcedora e praticante deste jogo com os pés. A escola busca sempre novos elementos para proporcionar aos estudantes mais do que entender palavras e gestos. Por isso, está proposto o desafio de fazer uma leitura critica sobre o futsal. Este projeto visa oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer mais profundamente seu próprio repertório cultural. Sendo a escola um espaço legítimo para esta prática corporal, vemos a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a modalidade futsal, tão solicitada pelos alunos (as). Este projeto de iniciação esportiva atenderá aos alunos (as) do Ciclo I, a partir dos nove anos. Desde a origem do Futsal até hoje, esta prática esportiva passou (e ainda passa) por diversas mudanças seja nas regras ou em tudo que a envolve, atraindo mais praticantes e não poderia ser diferente com as crianças desta comunidade. A prática do Futsal nesta comunidade é algo que merece ser ampliada, aprofundada e ressignificada. O programa é realizado na própria Unidade Escolar e em pareceria com o Clube Escola. Os encontros acontecem quatro vezes por semana, no contra-turno do horário escolar. Os mesmos foram inscritos e autorizados pelos pais ou responsáveis. Dentre os objetivos, destaco: apreciar a modalidade futsal, considerando seus aspectos técnicos e táticos, compreender e aceitar diferentes níveis de habilidade como uma construção cultural e conhecer o contexto histórico desta prática esportiva. No inicio do projeto foi feito o mapeamento sobre os conhecimentos acerca da modalidade futsal. Feito isto, apresentamos fotos, reportagens (revista e televisivas), filmes e até uma apresentação oral sobre as principais regras do jogo. O passo seguinte foi promover situações didáticas que priorizassem a vivência e compreensão do jogo. Também são problematizados com os estudantes, assuntos relevantes como: quais equipes eles conhecem no bairro? Para que serve o treinamento? Como é organizada uma sessão de treino? Quais estratégias uma equipe precisa ter para vencer um jogo? Como se defender? Como atacar? Vale ressaltar que em nenhum momento os estudantes estão em situação de treinamento físico com foco no alto rendimento, visando à melhoria da capacidade física-motora ou formação de uma equipe para competir e representar a escola. Embora, muitas vezes, tenha que reverter esta expectativa por parte dos participantes e da comunidade escolar. Em algumas oportunidades as partidas foram filmadas ou fotografadas para posterior analise. Os alunos são convidados a analisar as jogadas e opinar sobre a movimentação em quadra, ressaltando os pontos positivos e negativos. A partir disto, as equipes podem reorganizar novas estratégias de ataque e defesa. Coletivamente, as turmas que participam do projeto organizarão um pequeno festival (campeonato) para demonstrar o que aprenderam ao logo do ano. Além de participar da organização de amistosos contra times da escola, times do bairro e convidados. Participam desde a elaboração do convite, divulgação e organização do espaço. O programa ampliar está em andamento e os desdobramentos serão apresentados no IV SEMEF.

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Luisa Jun Nagashima luisanagashima@hotmail.com FUNDAÇÃO BRADESCO
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Luiz Alberto dos Santos luizspfc@gmail.com Secretária Municipal de Educação de São Paulo
PROJETO SKATE: "as meninas vão fazer o que professor?"
O trabalho, com duração de três meses, foi realizado no segundo semestre de 2011 na EMEF Raimundo Correia, localizada no bairro do Jardim Helena, distrito de São Miguel Paulista, município de São Paulo, com a turma do 1º ano B do ciclo I do Ensino Fundamental. O tema surgiu no mapeamento das turmas dos 1º anos e na observação do entorno da unidade escolar. Na tentativa de desenvolver o currículo cultural presente nas Orientações Curriculares de Educação Física do município entendendo-o como o que melhor dialoga com a sociedade atual, na qual a cultura torna-se o centro das relações sociais e, além disso, dando voz aos que historicamente foram (e são) silenciados dentro da instituição escolar (alunos e alunas), atrelado ao plano político pedagógico da unidade escolar que visa como objetivo principal o ler e escrever ao final de cada ano/série do ensino fundamental I, o trabalho em questão teve como objetivo a desconstrução/reconstrução das relações de poder que permeavam esta turma referente ao gênero feminino e a manifestação corporal skate, detectada ao mapear as representações da turma sobre a manifestação, além da ampliação, aprofundamento e ressignificação desses conhecimentos sobre o skate. Atividades foram propostas para que os alunos e alunas pudessem acessar outras representações acerca da manifestação corporal estudada e não somente as que eles e elas já possuíam. Ao final do projeto, pode ser observado que algumas representações se mantiveram como no início, onde alguns alunos continuaram afirmando que meninas não poderiam andar de skate, mas, passaram a respeitar as meninas da turma que vivenciavam o skate durante as aulas e a entender o skate não só como um instrumento utilizado para fins esportivos, mas também como meio de locomoção de algumas pessoas presentes na comunidade do entorno da escola. Tais afirmações puderam ser observadas pelas falas filmadas e gravadas, dos alunos e alunas do 1º ano B. Para tanto, foi necessária a postura de um pesquisador etnográfico, característica do currículo cultural, que contou também com a participação de alguns alunos das 6ª séries do ensino fundamental II da unidade escolar e de uma professora estagiária que por coincidência era skatista e emprestou os skates para que os/as alunos/as vivenciassem a manifestação nas aulas, além de participar ativamente de algumas atividades propostas. Por último, mas não menos importante, foi o registro de todo o processo por parte dos alunos e alunas. A documentação da manifestação estudada resultou na confecção de um livro que continha, além de ilustrações feitas pelos/as alunos/as sobre as aulas de skate, ilustrações de outras manifestações corporais elencadas e estudadas durante o ano. O livro foi apresentado na “Festa do Livro”, acontecimento aberto à comunidade e presente no Plano Especial de Ação (PEA) do ciclo I da unidade escolar, encerrando o ano letivo de 2011, contemplando e inserindo, pela primeira vez a disciplina de Educação Física no evento citado. A tentativa de desenvolver o currículo cultural pode ter demonstrado uma maior valorização das educandas e educandos pertencentes à unidade escolar em questão, assim como a prática corporal skate, que mesmo presente no entorno da escola, não tinha representação dentro da mesma. Palavras-chaves: currículo cultural – skate – educação física escolar.

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Marcela Campos de Avellar prof.marcelavellar@hotmail.com ESCOLA SUPERIOR DE CRUZEIRO
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Marcelo Alexandre Merce marcelo.a.m@gmail.com EMEF Coronel Romão Gomes
LER E ESCREVER NAS ESCOLAS PÚBLICAS: IMPLICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL
LER E ESCREVER NAS ESCOLAS PÚBLICAS: IMPLICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL Marcelo Alexandre Merce¹ ² Cristiane Makida¹ ³ EMEF Coronel Romão Gomes¹ EE Professor Frederico de Barros Brotero² EE Assis José Ambrósio ³ Resumo: Este trabalho, relato de experiência, descreve reflexões e resultados de processo coletivo em andamento de constantes investigações do trabalho pedagógico em escolas públicas na rede municipal e estadual de São Paulo, planejando, agindo e avaliando sobre o objetivo específico da Educação Física, conteúdos, metodologias e estratégias articulado com a necessidade do ler e escrever. O termo “ler e escrever” começa ser muito utilizado por profissionais da educação, a aplicação deste termo é encontrado como metodologia de trabalho, conteúdo ensinado, proposta pedagógica, forma de currículo e como simples ato de ler e ou de escrever. Em seu real sentido “ler e escrever”, para a educação, vai além de um termo “alfabetização”, defendidas por alguns autores como a única função da escola. Torna-se necessário contextualizar alfabetização, letramento e ler e escrever que dialogam e se complementam, apoiado em fundamentação teórica divulgada pela psicogênese da língua escrita de Ferreiro e Teberosky essa propostas de alfabetização revelam avanços conceituais e incorporam ideias de que ler e escrever são atividades que devem ocorrer através de textos reais pelas práticas sociais com ênfase no letramento, forma reflexiva a partir da apresentação de situações problema nas quais os alunos revelem espontaneamente suas hipóteses e são levados a pensar sobre a escrita. A escola deve garantir o ensino das diferentes formas de uso das linguagens verbal, corporal, plástica, musical, gráfica e das línguas, falar em diversas variedades e línguas, ouvir, ler, escrever. Essa fundamentação teórica contribuiu para a elaboração de documentos como os PCNs, Referenciais Curriculares do Estado e do Município de São Paulo, leis, diretrizes, parâmetros e PNE que orientam e norteiam o trabalho pedagógico nas escolas. No cenário público superado a universalização do ensino básico obrigatório as forças políticas focam a busca pela qualidade do ensino. Para isto um dos desafios a serem enfrentado pela escola a prioridade é incorporar todos na comunidade de leitores e escritores competentes. Torna-se necessário transformar a escola em um ambiente favorável para a formação, promovendo mudança profunda didática pedagógica, proporcionando condições que permitam uma versão escolar da leitura e da escrita mais próxima da versão social. Rumo a essa qualidade programas e propostas para os sistemas educacionais municipais e estaduais de São Paulo apresentam como prioridade o “ler e escrever” tarefa da escola, questões para todas as áreas, prevendo que os professores de todas as áreas abordem as práticas de leitura e escrita. Em consonância mudanças na Educação Física de propostas tradicionais, tecnicistas e esportivista para pretensões culturais, críticas e emancipatórias que exigem postura reflexiva. A Educação Física é enquadrada em área de “linguagens e códigos” entendendo que as pessoas se relacionam através de gestos, movimentos com significados culturais, socializando e transmitindo seu modo de ver o mundo, seus sentimentos, ou seja, ao se movimentar-se, expressa uma intencionalidade, movimento humano compreendido como linguagem. Componente curricular e parte do Projeto Pedagógico de uma escola a Educação Física se compromete no esforço coletivo da transformação social, e deve proporcionar algo aos alunos que supere o saber construído e vivido fora da escola, não apenas a prática das manifestações corporais presente no universo cultural, mas também a reflexão crítica. A competência leitora que se propõe é a leitura e interpretação do gesto, do movimento humano, pois ao se movimentarem expressam e se comunicam compondo textos em seus corpos considerados suporte textual. A ação pedagógica pautada nas práticas sociais pela mediação, socialização e ampliações e saberes, dedicando momento para a contemplação da prática corporal, situações de estudos, análise das transformações ocorridas, compreensão de seu significado no contexto social proporcionando ao aluno descobrir e sugerir suas próprias relações e produções. Nesta perspectiva foi elaborado planejamento de curso articulado à Proposta Pedagógica da escola, sistematizando os conteúdos e temas que se relacionam e dão significado e contexto ao aprendizado, planos de aulas com seus objetivos, conteúdos, estratégias e avaliação. Articulado ao “ler e escrever” essa organização contempla o ensino reflexivo, protagonismo, o dialogo, registros e leitura como estratégias que oportuniza a ampliação e ressignificação dos conhecimentos formando leitores e escritores competentes que se comunicam, constituem e constroem práticas culturais referente aos objetivos e finalidades da Educação Física. Por fim, é possível considerar que tal prática contribuiu para a ampliação da cultura, maior aprofundamento referente aos conteúdos e sua leitura de mundo, como sua reflexão, criticidade e transformação da realidade. Palavras Chaves: Educação Física Escolar. Ler e Escrever. Prática Pedagógica

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Marcos Ribeiro das Neves marcos_ribeiro79@yahoo.com.br EMEF Dom Pedro I
Tematizando o Funk nas aulas de Educação Física
TEMATIZANDO O FUNK NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Marcos Ribeiro das Neves EMEF Dom Pedro I Este projeto foi realizado em uma escola pública da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. A manifestação cultural Funk foi tematizada no ano de 2011 entre os meses de Fevereiro e Junho. Para a escolha da manifestação alguns fatores foram levados em conta como: o tema do Projeto Especial de Ação (PEA), os conhecimentos da cultura local, a constatação de que o currículo do componente Educação Física estava colonizado, os diferentes discursos proferidos pelos atores do currículo e a representação dos alunos sobre a dança. Inspirado pelos Estudos Culturais e pelo multiculturalismo crítico a manifestação foi tematizado e neste caminho percorrido os/as estudantes vivenciaram os diferentes passos, entrevistaram um cantor de Funk, analisaram letras, vídeos e como avaliação final, construiram coreografias, letras, gibi e um mural. Palavras- Chave: Estudos Culturais; Multiculturalismo Crítico; Funk.

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Maria Emilia de Lima emiliadelima@yahoo.com.br secretaria municipal de educação de SP
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Marília Menezes Nascimento Souza lilamenezes@yahoo.com.br Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe
“MINHA HISTÓRIA CONTO EU”: MULTICULTURALISMO CRÍTICO E PRÁTICAS CORPORAIS NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Marília Menezes Nascimento Souza Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe Ao confrontarmos a configuração da Educação Física no contexto escolar no município de Aracaju-SE com as necessidades educacionais que se apresentam na contemporaneidade, marcada pela globalização neoliberal e pelas relações de poder que fragmentam as sociedades multiculturais entre dominantes e dominados, restringindo os direitos desses últimos, percebemos a urgência da realização de pesquisas que subsidiem a construção de uma perspectiva crítica e contextualizada do componente curricular na Educação Básica, especialmente comprometida com a construção de sociedades democráticas desde a Educação Infantil. A fundamentação teórica dos Estudos Culturais e do multiculturalismo crítico enquanto perspectiva política a orientar práticas educativas com essa finalidade, permitiu-nos visualizar a possibilidade de investigar os aspectos didáticos que demarcam a prática pedagógica orientada nessa perspectiva e com foco na constituição de identidades democráticas, na Educação Física. Ao tomar conhecimento do projeto de ensino desenvolvido em escola da rede pública municipal de Aracaju, intitulado “Projeto Identidade: minha história conto eu”, ao longo do ano letivo de 2010 com turma da Educação Infantil identificamos a viabilidade de realização desta investigação. O contato inicial com as práticas educativas já desenvolvidas pelas professoras-coordenadoras do Projeto permitiu identificar que as práticas corporais não estavam incluídas naquele contexto como conhecimento a ser tratado pedagogicamente segundo as perspectivas para a constituição identitária democrática, apenas como prática de recreação livre e instrumento para trabalhar habilidades de leitura, escrita e ordenação numérica. Diante do panorama encontrado e do desejo expresso pelas docentes em ampliar sua formação, bem como as práticas educativas do Projeto Identidade de modo a incluir os conhecimentos da cultura corporal, foi definido o objetivo deste estudo, qual seja, identificar, evidenciar e analisar os aspectos didáticos que demarcam o processo de elaboração e implementação de um currículo de Educação Física orientado pelo multiculturalismo crítico com vistas à constituição de identidades democráticas em uma turma da Educação Infantil em escola da rede pública municipal de Aracaju, ao longo de um semestre letivo. Inicialmente, utilizamos a metodologia da pesquisa educacional qualitativa descritiva na modalidade da pesquisa-ação crítico-colaborativa. As barreiras epistemológicas impostas por essa metodologia situada no âmbito das teorizações críticas em contraste com a fundamentação dos Estudos Culturais, que estimula atitudes pós-críticas na relação com o objeto de estudo, oportunizou redimensionar as formas de investigar sobre/com o currículo, observando-o enquanto prática social e, assim, elaborar a metodologia da pesquisa em “(inter)ação”, aquela que considera a diversidade de sujeitos, compreensões e orientações culturais envolvidas num currículo e na investigação e, a partir do movimento deles, cria, define e materializa cada passo ou ação. Participaram do estudo as duas professoras-coordenadoras do Projeto Identidade, as 23 crianças estudantes na turma investigada e o coordenador geral da instituição. Para coleta de dados, utilizamos entrevistas semi-estruturadas com as professoras e com o coordenador, observações com registros em diário de campo e registro de imagens através de fotos e vídeo. Os dados foram analisados mediante os procedimentos de descrição crítica com inferências. As observações durante os dois meses iniciais da pesquisa, nos permitiram perceber que apesar de a professora expressar o desejo de respeitar e valorizar a diversidade cultural em suas práticas educativas, muitas de suas representações subjetivas acerca de manifestações culturais, gênero e conhecimentos a serem ensinados na escola eram transmitidos durante as ações didáticas sem que a mesma tivesse consciência de que estava privilegiando determinadas concepções, modos de atuação, comportamentos e conhecimentos pertinentes a grupos hegemônicos. As crianças não eram estimuladas a questionarem e transgredirem conscientemente padrões referentes ao gênero e a injustiças sociais que as tocavam. A discussão sobre a diversidade era apresentada como uma variedade de escolhas e de culturas existentes no mundo, mas sem problematizações e tensionamentos das relações de poder inerentes a essas diferenças. Diante dos aspectos observados e do desafio de elaborar e implementar um currículo multicultural crítico promovemos o contato da professora com as teorizações dos Estudos Culturais para a educação (JHONSON, 2010) e as proposições do multiculturalismo crítico para o currículo da Educação Física (NEIRA e NUNES, 2006 e 2009). Ao compreender a centralidade da cultura na constituição identitária dos sujeitos e as análises e proposições de diálogo e respeito às diferenças em meio à sociedade multicultural atual, a professora sugeriu o tema “Direito ao lazer” que incorporou a discussão das práticas corporais que se manifestavam no bairro e a utilização de espaços públicos. Ao longo dessa tematização, passou a assumir posturas mais democráticas e empreender ações didáticas que, ao questionar relações de poder e viabilizar formas de enfrentamento de injustiças na tematização da cultura corporal apresentavam-se efetivamente comprometidas com a diversidade cultural e a justiça social. Dentre as infinitas possibilidades de encaminhamentos para as problemáticas culturais atreladas à cultura corporal e ao tema direito ao lazer naquele contexto, enfatizamos nesse momento o viés multicultural crítico que permeou as ações didáticas. Além disso, a preocupação com a experiência democrática e com o questionamento das relações de poder que implicavam as interações sociais. Nesse sentido, acreditamos ter apoiado o ensino, a prática pedagógica, a instrução, a comunicação didática de ensinamentos e saberes tal como sugere Larrosa (2006), para a educação de crianças, como prática de diálogo, mais plural, aberta e, porque envolvida implicitamente com a formação, articulada à justiça. Assim, empreendemos um ensino com função em violentar e questionar o conhecimento, trivial e fossilizado, violentando e questionando, ao mesmo tempo, as convenções que nos dão o mundo como algo já pensado e já dito, como algo evidente, algo que se impõe sem reflexão. Ou seja, um ensino que compreende a criança como um sujeito que se constitui culturalmente, uma vez que a subjetividade se constitui na experiência concreta que compreende as relações culturais, e compromete-se em fomentar a capacidade desses sujeitos em construir ou (re)criar formas de interação entre si e com as manifestações da cultura corporal de modo mais democrático. Palavras-chave: Educação Física. Multiculturalismo crítico. Identidades democráticas.

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Marli Aparecida Coletto marlicoletto@usp.br Creche e Pré Escola OESTE -USP
AS HISTÓRIAS E O UNIVERSO DAS BRINCADEIRAS (Infância, brincadeiras, histórias) Este trabalho foi desenvolvido no ano de 2011, na Creche e Pré Escola Oeste – USP, com crianças de quatro meses a um ano de idade, pelas educadoras Isabel Pita e Marli Coletto
AS HISTÓRIAS E O UNIVERSO DAS BRINCADEIRAS (Infância, brincadeiras, histórias) Este trabalho foi desenvolvido no ano de 2011, na Creche e Pré Escola Oeste – USP, com crianças de quatro meses a um ano de idade, pelas educadoras Isabel Pita e Marli Coletto. Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo. Carlos Drummond de Andrade Como em todo inicio de projeto com as crianças pequenas, procuramos oferecer a elas várias possibilidades de se expressarem nas diferentes linguagens, e nos diferentes espaços da creche. A partir da participaçāo delas em atividades mais dirigidas e também nos momentos mais informais, observamos quais os interesses demosntrados por elas, quais suas brincadeiras prediletas, brinquedos e demais objetos que chamam a atenção, como se expressam quando ouvem músicas e histórias, nos banhos e trocas e no decorrer do dia em todos os momentos da rotina. Partindo destas primeiras observaçōes durante a rotina do grupo tivemos a oportunidade de ver as crianças no coletivo e individualmente, explorando os espaços internos e externos do berçário. Organizamos os lugares com elementos que fazem parte da rotina dos pequenos bem como os cuidados com a saúde e higiene deles . Em meio a tantas explorações algumas crianças foram nos apresentando dicas em situações do dia-a-dia como por exemplo quando uma criança nos via limpar o nariz do amigo com o papel higiênico e queria pegar o papel para brincar. Esse papel fica em um suporte na casinha, mas algumas crianças conseguiam puxar a pontinha que logo se transfomava em brincadeira de rasgar, puxar, esconder e as vezes experimentavam levando-o à boca. Percebendo essa curiosidade e a brincadeira que é tão natural e forte para as crianças, pensamos e planejamos intervenções para valorizar e ampliar toda essa exploração. Levamos nos momentos de grupo outros tipos de papéis como celofone e crepon para brincar de várias formas, também incluímos nessa atividade o voal um tecido leve e transparente. Para que as crianças pudessem ter esses materiais ao alcance delas e por mais tempo confeccionamos cortinas com tiras de papel crepon e de voal que permaneceram na casinha para as brincadeiras que a todo momento estavam sendo recriadas pelas crianças. As cortinas de papel crepon que num primeiro momento do projeto despertaram a brincadeira de esconde-esconde, atualmente fazem parte do contexto da casinha, e foram confeccionadas com tecidos de chita e fitas e foram colocadas no móvel vazado, também os diversos chocalhos com embalagens reaproveitáveis estão a disposição das crianças para brincar e produzir sons Além das brincadeiras, as músicas e histórias estão sempre presentes em nosso trabalho e para incrementar esses momentos de muita alegria temos fichas com as letras e imagens das músicas, também há chocalhos que confeccionamos com materiais reaproveitáveis para acompanhar os rítmos das canções. Com tantas descobertas das crianças notamos que além das brincadeiras também foi aparecendo, nos momentos casuais e na rotina, um forte interesse pelas histórias. Sendo assim, começamos a planejar e organizar espaços diferentes e acolhedores para ouvir as histórias e também diferentes formas para contá-las. Utilizando materiais recicláveis para representar os personagens da história “O Lobo e os três Cabritinhos”, compomos o espaço com pequenas, médias e grandes garrafas plásticas, fitas coloridas de cetim, lãs e linhas para representarem os carneirinhos e para incrementar o audio trouxemos pequenos sininhos, para o carneirinho pequeno, chocalho um pouco mais forte para o carneiro médio e a caixa do divino para o carneiro grandão. Escolhemos o pátio da casinha para contar a história, forrando o chão com um grande edredom embaixo da árvore. Um dos livros que mais encantam as crianças são aqueles que falam dos animais, por isso escolhemos histórias que mostram imagens, falas gestos dos bichos. A história sobre o lobo e os três cabritinhos que brigam para tomar a água do lago e precisam enfrentar o terrível inimigo “O Lobão”. Enquanto contamos enfatizamos a voz grossa do lobo e a fininha dos cabritinhos. Nessa hora as crianças se divertem bastante algumas tentam nos imitar fazendo cara feia, outras abrem a grande boca de lobo, também há a música na história e para esse momento ficar mais alegre levamos alguns instrumentos musicais como chocalhos de garrafas, tampinhas, pandeiro e a caixa do divino para acompanhar a melodia que cantamos assim: “tip, top, top” “tip, top, top” “água fresquinha para beber” “nhoc-nhoc-nhoc” “nhoc-nhoc-nhoc” “grama verdinha para comer”. E neste momento grita o Lobão: -Quem quer tomar a minha água e comer a minha grama!? E as crianças vão se expressando, demosntrando medo escondendo o rosto por de trás das mãozinhas, os que já conseguem verbalizar dizem algumas palavras como: -Medo! -Susto! E sorriem uns para os outros, num misto de euforia e entusiasmo e voltam a prestar atenção no desenrolar da história. Percebemos pelo entusiasmo das crianças que poderíamos ampliar e enriquecer o nosso trabalho buscando outras histórias com bichos e personagens lúdicos, como bruxas, lobos e outros, assim disponibilizamos livros como “Cocô de Passarinho” da Eva Furnari, “ O Aniversário “, O Caracol” do Eliardo França e Mary França ambos da coleção pingos, “Bruxa Bruxa Venha a Minha Festa”, “O livro da Família” e muitas outros. Insvestir nas histórias e apresentá-las de muitas maneiras é uma opção para enriquecer o repertório dos pequenos, então preparamos um espaço com um telão na Oficina de Informação para que eles pudessem assistir a um vídeo com a história ouvida antes por eles, “O Lobo e os três Cabritinhos”. As crianças observaram com muita atenção a apresentação do vídeo da história. Dançaram ao som da música, tentavam compreender de onde vinha a imagem projetada e interagiam com ela, tentando pegá-la, dando pulinhos para alcançá-la, rindo ao ver a imagem refletida nas partes do corpo. Ao lado do espaço de projeção disponibilizamos materiais gráficos, giz pastel e papéis, para que pudessem ter outras oportunidades de expressão. Entre as muitas histórias contadas e recontadas houve uma que muito chamou a atenção dos pequenos... “- Bruxa Bruxa, por favor, venha a Minha Festa!” “-Irei sim, se você convidar...” E assim começamos narrando a história da “Bruxa, bruxa”, convidando um após outro, os mais curiosos convidados. Com uma risada amedrontadora... -Ahahaha! Ahahaha! A educadora chama os pequenos para mais uma vez contar a história. As crianças respodem prontamente ao convite, algumas repetindo a risada de forma debochada... -Ahahaha! E já sentando sobre as almofadas para confortavelmente ouvir a narração. As imagens dos personagens são enormes, tomam toda a página do livro, enquanto ouvem a história as crianças ficam atentas as figuras olhando cada personagem que aparece. Com as caras, bocas, dentes, cabeças... é tudo muito grande e colorido, algumas imitam os bichos abrindo a boca como a do tubarão, outra imita o babuino coçando a barriga e cabeça, há aquelas que colocam a língua para fora ao ver a enorme cobra, na hora do lobo e do Chapeuzinho Vermelho cantamos as músicas: “Eu sou o lobo Mau.... e “ Pela estrada fora eu vou...” É uma farra só batemos palma, dançamos e no final da história convidamos todas as crianças do grupo Azul para ir a festa da Bruxa Bruxa. Ao terminar de ouvir a história, as crianças puderam produzir uma pintura com massinha mole, sobre papel paraná, uma forma encontrada por nós para que os pequenos possam além de se expressarem nas mais variadas formas da arte, conhecerem materiais diferentes e saciar a vontade de manusear melecas e água, está muito conhecida e apreciada por eles nos tantos momentos da rotina, banhos, lavagens de mãos. Podendo conhecer a textura da farinha ainda seca e depois a mudança da textura quando misturada a água e em seguida a diferença das cores quando incorporadas a gelatina. Num primeiro momento observando a educadora produzir a mistura e em seguida, se apropriando eles mesmos, colaborando com um pouquinho de farinha, em seguida a água e depois mexendo com as muitas mãozinhas até a produção da meleca. Observando o interesse incessante do grupo pelos livros, resolvemos ampliar o acervo com a compra de mais alguns livros de capa dura e miolo duro, estes mais resistentes, podem ser manuseados mais confortavelmente pelos pequenos resistindo mais tempo. Apresentamos o novo acervo numa roda no pátio, sobre tecidos coloridos, mostramos um a um cada livrinho! Após a observação dos livros os convidamos para mais uma vez pintarem com as gelatinas coloridas, dissolvidas agora somente agora somente em água e aplicadas sobre um grande tecido disposto no pátio da amarelinha. Todos muito a vontade, usando somente fraudas e sob um sol bem quentinho para deixá-los confortáveis...foram misturando ainda mais as misturas coloridas e esparrado-as sobre os tecidos. As crianças se apropriam destes elementos e exploram bastante, cada um a seu jeito. Os maiores costumam se apropriar mais, pintando por mais tempo. Os menores brincam um pouco e logo pedem um espaço mais sequinho e assim respeitando o tempo de cada um, vamos oferecendo a possibilidade de ficar ou não por alí. Permanecendo um tempo na atividade passando a tinta na mão, nos braços e as vazes até levando a boca, por isso investimos bastante nas “tintas” mais naturais. Outras crianças preferem brincar e observar de longe. Para os que desejaram ficar até o final, terminaram a atividade com um banho de chuviscos vindo da mangueira de água, corriam para as gotas de água e fugiam delas ao mesmo tempo. Gritando com o cair dos pingos, levando as gotinhas até a boca, os mais ousados não se cansam nunca, correndo atrás dos pingos, querendo para si cada gota. Para enriquecer ainda mais está estreita relação entre as histórias e as crianças e para deixar ainda mais lúdico e muito mais encantador estes momentos dos contos, confeccionamos fantoches de alguns personagens do livro Bruxa Bruxa. A cobra, o unicórnio, o babuíno, o gato... dando ênfase aos personagens preferidos pelas crianças. Para trazê-los mais próximos e apresentá-los para as crianças confeccionamos um teatro de fantoches. As crianças gostaram muito, algumas ficaram atentas as falas e movimentos dos fantoches, querendo pegá-los, depois da apresentação as crianças tiveram a oportunidade de brincar com os fantoches. As atividades do Projeto de Trabalho são pensadas e planejadas voltadas à temática escolhida pelas crianças através das dicas que observamos, mas há outras atividades diversas e simultâneas que são oferecidas no mesmo espaço, para dar opção de escolha para as crianças, dessa maneira valorizamos e respeitamos a autonomia e a livre escolha de brincar. BIBLIOGRAFIA: BARBOSA, M. C. S; HORN, Maria da Graça Souza (Orgs.). Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2007 KATZ, Lilian. O que podemos aprender com Reggio Emilia. In: EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN, G. As cem linguagens da criança. Porto Alegre: Artmed, 1999. MALAGUZZI, Loris. História, idéias e filosofia básica. In: EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN, G. As cem linguagens da criança. Porto Alegre: Artmed, 1999. OLIVEIRA, Zilma de Moraes. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos.Cortez, 2002.

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Marrien Fernandes Correa marrien@gmail.com EMEF PRESIDENTE CAMPOS SALLES
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Marta Fernandes da Silva martafensii@yahoo.com.br Escola de Artes, Ciências e Humanidades// EMEF Prof. Flávio Augusto Rosa
ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE EM PROFISSIONAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL PÚBLICO: O PAPEL DA ATIVIDADE FÍSICA E DO AMBIENTE DE TRABALHO
Observa-se uma grande incidência de docentes afastados do ensino público, com um elevado nível de absenteísmo recorrente do estresse. Os fatores que podem provocar o estresse dependem de vários componentes desde individuais, ambientais, nutricionais, sobrecarga de trabalho, falta de atividade física e lazer, dentre outros fatores. Faz-se necessário criar estratégias de enfrentamento do estresse, assim como medidas institucionais efetivas. Saber quais são as dificuldades por parte dos professores é fundamental para produzir experiências construtivas na aprendizagem. As atividades físicas e estratégias cognitivas podem contribuir para a qualidade de vida de profissionais mais saudáveis e menos estressados. O estudo visou registrar os fatores que contribuem com o estresse do docente em uma escola pública de ensino fundamental e quais estratégias de enfrentamento são mais recorrentes. A pesquisa foi realizada na EMEF da Vila Itaim – Zona Leste da cidade de São Paulo, com 29 professores. Os sujeitos responderam ao questionário de Estratégias de Enfrentamento (coping - Folkman e Lazarus, 1985, adaptado por Savoia et al, 1996), e questões abertas sobre estressores e situações vivenciadas no cotidiano escolar. Além disso, os grupos foram identificados em relação a que estágio se encontravam em relação à atividade física. Também foi realizada uma intervenção/palestra, com os educadores. As questões abertas revelaram quais as principais dificuldades no lidar com o estresse profissional e do cotidiano, que proposta(s) os docentes sugerem para diminuir o estresse na escola, assim como salientaram situações e eventos que ocorreram ao longo de suas vidas e influenciaram negativamente no seu nível de estresse. Dentre as dificuldades, mesmo a escola tendo um ambiente propício à inclusão, foi apresentada a falta de preparo dos professores para trabalhar com crianças portadoras de diversas deficiências, ocasionando um aumento nos níveis de estresse nos docentes. Os resultados quantitativos da escala de enfrentamento foram separados por: confronto; afastamento; autocontrole; suporte social; aceitação de responsabilidade; fuga-esquiva; resolução de problemas e reavaliação positiva. O estudo apontou a falta do uso da prática da atividade física como meio para enfrentar as situações de estresse, e constatou-se que os professores não têm o hábito de fazer atividade física. A média de cada fator foi apresentada em figuras, assim como foram feitas análises ANOVA entre sexos, demonstrando sutilezas nas formas de enfrentamento para homens e mulheres. Os homens apresentaram valores superiores às mulheres no acumulo de cargos, ou seja, dão mais aulas que as mulheres, enquanto as mulheres demonstram abnegar horas a mais de aulas, em função da situação familiar. Portanto, a pesquisa destacou fatores, que auxiliam no lidar com o estresse tanto à nível individual, nas reinterpretações do evento, quanto à nível coletivo e de apoio institucional. A atividade física se mantém promissora, mas pouco viável de ser inserida no cotidiano dos docentes. Os resultados qualitativos demonstraram que os conflitos constantes expõem os professores a um alto desgaste, com um excesso de reações físicas, psíquicas e psicossomáticas em decorrência dessas situações de estresse. Na intervenção, em forma de palestra, dialogou-se sobre temas relacionados às relações interpessoais da convivência humana, procurando-se avaliar o contexto social atual, incluindo o ambiente da instituição, formas de interação e exclusão, e estratégias de resolução de problemas. Aspectos relacionados ao desequilíbrio emocional, à autoestima e autoconfiança, ganharam ênfase nesta discussão. Conclui-se que os repertórios de enfrentamento do estresse da maioria dos docentes é pouco diversificado e faz-se necessário o reforço de estratégias mais assertivas e que visem o bem estar físico e mental do educador. Termos - chave: estresse, enfrentamento, atividade física. Marta Fernandes da Silva* Cristina Landgraf Lee* * Escola de Artes, Ciências e Humanidades / USP EMEF Prof. Flávio Augusto Rosa

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Maurício Morilha mamorilha@ig.com.br EMEF Pres. Nilo Peçanha
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Narciso Mauricio dos Santos narcisomauricio@bol.com.br CENTRO PAUALA SOUZA/ SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
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Natalia Gonçalves nataliag_73@yahoo.com.br PMSP
JOGOS OLÍMPICOS E MARCADORES SOCIAIS: GÊNERO E RACISMO EM FOCO
O trabalho aqui relatado diz respeito a um projeto que está sendo realizado na EMEF Prof. Roberto Plinio Colacioppo com os alunos de quatro salas de 7°s anos do Ensino Fundamental II. A referida escola está situada na zona Sul da cidade de São Paulo, sendo que as atividades estão sendo desenvolvidas sob a perspectiva cultural e subsidiadas pelo documento elaborado pela SME-PMSP intitulado Orientações Curriculares e Proposição de Expectativas de Aprendizagem para o Ensino Fundamental II. O resultado do mapeamento que foi realizado no inicio do ano letivo com os alunos dos 7ºs anos indicou que os discursos que estavam em circulação pela escola diziam respeito aos Jogos Olímpicos que ocorrerão em 2012 em Londres. Esta constatação foi feita a partir de observação das conversas e questionamentos que os alunos faziam no decorrer das primeiras aulas do período letivo deste ano. A partir desta constatação e partindo do principio de que este evento, os Jogos Olímpicos é um fenômeno sociocultural de grande alcance que já está sendo divulgado em um determinado canal da televisão muito assistido por estes alunos, iniciamos nosso trabalho tematizando os assuntos relacionados a este evento com questionamentos a respeito de alguns fatores que fazem parte do universo Olímpico: seus símbolos, os mitos e ídolos, as modalidades participantes, os países participantes, a participação das mulheres nos Jogos, a história dos Jogos Olímpicos, os Jogos Olímpicos de Inverno, os Jogos Paraolímpicos, os Jogos Olímpicos da Juventude. Para tanto, organizamos rodas de conversa com o intuito de identificar o que os alunos sabiam ou conheciam sobre este evento, sendo que o resultado dessa atividade me possibilitou verificar alguns aspectos que poderiam ser aprofundados e ampliados no decorrer do projeto. Para aprofundar nossos conhecimentos a respeito desses assuntos, lançamos mão de vários recursos como pesquisa na sala de informática, local onde os alunos puderam acessar informações importantes para esclarecer dúvidas surgidas durante as aulas com indicação de sites oficiais e não oficiais do evento; exibição do filme Jamaica abaixo de zero, no qual pudemos conhecer um pouco mais a respeito dos Jogos Olímpicos de Inverno e que proporcionou aos alunos condições para identificar as questões relacionadas ao preconceito racial e a hegemonia europeia presentes neste evento; debates sobre a participação das mulheres nos Jogos Olímpicos atuais e da antiguidade; Vivências de modalidades esportivas participantes dos Jogos Olímpicos com adaptação de regras, material e espaço: Handebol, Esgrima, Futebol, Atletismo, Lutas, Ginástica Artística, Ginastica Rítmica, Basquete, Vôlei com o objetivo de estabelecer uma relação de investigação dos marcadores sociais presentes nestas modalidades; Debates sobre a participação de todos os alunos na atividade; Relação da modalidade vivenciada na escola das experimentadas em outros espaços, tanto profissionalmente como no cotidiano como ruas, parques, quintais, quadras de condomínio e outros, além de identificar como estas modalidades são colocadas em circulação nas mídias e como estas mídias promovem hábitos de consumo relacionadas a estas atividades. A partir de algumas vivências realizadas nas aulas já pudemos identificar alguns itens importantes a serem discutidos como os conflitos em relação ao gênero, a etnia e as diferenças corporais. As próximas atividades que estão sendo planejadas possuem o objetivo de levar os alunos a ampliar a percepção em relação aos seus corpos e aos corpos dos colegas, além de promover a discussão e reflexão dos aspectos que envolvem as questões relacionadas ao preconceito racial, étnico e de gênero presentes na sociedade e, consequentemente no ambiente escolar e em específico nas práticas corporais. Para alcançar estes objetivos, iremos aprofundar uma das modalidades olímpicas que estão sendo vivenciadas em aula, utilizando como critério de escolha a modalidade que se mostrar mais propícia, influenciada, controlada e afirmadora destes marcadores sociais. Palavras-chave: Jogos Olímpicos, Currículo Multicultural, Marcadores Sociais

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Newton Santos Cheberle newtonsan65@hotmail.com Associação Colégio Espanhol de São Paulo - Col. Miguel de Cervantes.
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Nyna Taylor Gomes Escudero nynataylor@uol.com.br EMEF DONA JENNY GOMES - PMSP
Avaliação da Aprendizagem em Educação Física: Uma escrita autopoiética.
Nos últimos anos temos visto a reflexão sobre a avaliação intensificar-se, seja para criticar os processos consolidados nos sistema educacional brasileiro que vem desencadeando elevadíssimos índices de reprovação e evasão, seja para aperfeiçoá-la por ser considerada indispensável à produção de uma escola de qualidade. No âmbito da Educação Física, para atender as demandas dos diferentes currículos, a avaliação assumiu diferentes faces, interessou-nos saber qual o seu semblante no Currículo Cultural do componente. O objeto de análise deste trabalho está restrito às práticas avaliativas de professores de Educação Física que atuam em instituições escolares, cuja proposta por eles desenvolvida alinha-se com a perspectiva cultural do componente. Para tanto, objetivou caracterizar o processo de avaliação na perspectiva cultural da Educação Física, investigar as práticas avaliativas desenvolvidas no interior do currículo cultural, descrever seus procedimentos principais e ainda, desvelar as concepções dos docentes acerca da sua função. Empreendemos uma revisão de literatura com o propósito de mapear nosso objeto no âmbito da educação de maneira geral e mais especificamente no âmbito do componente. Entrevistamos quatro professores, cujo âmbito de atuação compreende os níveis fundamental e médio da Educação Básica, recolhemos seus relatos de experiência e documentos pedagógicos para análise. As interpretações foram entretecidas mediante o confronto com o referencial teórico dos Estudos Culturais, com vistas a identificar seus pressupostos principais e, assim, construir uma epistemologia da ação avaliativa. Os dados obtidos nos permitiram afirmar que a avaliação é compreendida por esses professores como um texto em construção, como uma produção escrita baseada em informações sobre a ação educativa: produções dos alunos, pesquisas realizadas tanto pelos professores como pelos alunos e vivências corporais, distanciando-se do viés classificatório e excludente. Essa escrita assemelha-se a uma estrutura provisória que embora apresente desenhos diferentes, para organizá-la, os professores utilizaram recursos pedagógicos semelhantes, referimo-nos às ações de mapear, registrar, pesquisar e decidir pela continuidade ou pela retomada entretecidas pelo diálogo. Essas ações situaram tanto professores quanto alunos como sujeitos que autoproduzem-se, auto-organizam-se mediante a interação com diferentes discursos e textos, escrevem a suas próprias histórias cientes da sua inconclusão. Daí nos permitirmos a associá-la ao conceito de autopoiese (MATURANA e VARELA, 2003). Os professores materializam as aprendizagens dos alunos nessa produção/criação, que, sendo parcial e provisória, cada turma desenhou do seu jeito, por sua provisoriedade, abre possibilidade para novos conhecimentos, para outras indagações, para que outras pautas sejam discutidas. Palavras-chave: Avaliação, Educação Física e Currículo Cultural.

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Pedro Xavier Russo Bonetto psorpedro@yahoo.com.br EMEF JULIO MESQUITA
Parkour no Júlio: um relato de transformação curricular
O projeto em questão foi realizado, no município de São Paulo, na EMEF Julio Mesquita com três salas do 2º ano (C, D, E) do ensino fundamental II no primeiro semestre do ano de 2011. Nos anos anteriores desta escola, como professor de módulo, pude observar que os professores regentes do componente educação física pautavam suas intervenções no que os próprios alunos chamavam de aulas livres, com ênfase na prática livre do futsal para os meninos e vôlei ou brincadeiras com cordas para as meninas. As ações pedagógicas e orientações didáticas do currículo que se pretendeu construir se basearam primeiramente no Projeto Pedagógico da unidade escolar, que destacava a “Educação de Valores” e no documento curricular do município de São Paulo. Entendemos assim, a motricidade humana como um artefato cultural e o componente da educação física dentro da área da linguagem. Outras influências importantes neste currículo foram às teorias Pós-Críticas de currículo e as análises dos Estudos Culturais. Iniciamos o projeto com um mapeamento onde mostrei a necessidade de romper com o currículo que se perpetuava. Considerando os princípios de justiça curricular e ancoragem social, definimos coletivamente o Parkour como manifestação a ser tematizada. A partir das primeiras aulas, fomos definindo alguns objetivos do projeto, ressalvo que eles foram revisitados e reelaborados durante toda prática pedagógica, dentre eles, destaco: 1) Vivenciar e experimentar os gestos característicos do Parkour; 2) Analisar o Parkour em contextos sociais, históricos e políticos; 3) Adotar atitudes de solidariedade e cooperação durante as vivências corporais; 4) Identificar e adotar uma postura crítica frente às práticas discursivas que circulam na sociedade e que regulam comportamentos durante as aulas de educação física (questões de gênero e habilidade); 5) Compreender, criar e adaptar tanto a forma quanto os conteúdos da manifestação corporal escolhida; 6) Reconhecer a manifestação como característica de um determinado grupo social no Brasil e no Mundo; 7) Interpretar e posicionar-se criticamente com relação às informações contidas em diversos suportes textuais alusivos ao Parkour (filmes, gibis, programas de televisão etc.); 8) Descrever os conhecimentos construídos a respeito do Parkour na forma de blogs construindo um registro de produção e divulgação cultural. Para que esses objetivos fossem alcançados nós vivenciamos os movimentos vistos pela internet, adaptamos, pesquisamos outros, fizemos percursos, estudamos os contextos históricos, políticos e sociais que forjaram a referida manifestação, estudamos os contextos que influenciam a prática desta manifestação até os dias de hoje (globalização e tecnologia), problematizamos a partir de questões preconceituosas de gênero e de habilidade, visitamos a primeira academia de Parkour do Brasil, registramos nosso projeto em blogs e apresentamos na feira cultural da escola. Utilizamos livros, gibis, textos, vídeos e tutoriais da internet, entrevistas com praticantes experientes e ainda tivemos uma aula expositiva na academia de Parkour. Sobre nosso principal registro, os blogs, postamos inúmeros momentos da prática, divulgamos os conhecimentos produzidos para a comunidade e ainda serviram como espaços de trocas de ideias entre os alunos e a comunidade. O projeto durou um semestre e teve uma avaliação positiva, tanto por parte dos alunos, como do professor e da coordenadora pedagógica. O currículo cultural mostrou-se diferente do anterior principalmente por sua rigorosidade na contextualização da manifestação corporal. Fazer lições de casa, registros, pesquisas, entrevistas, não fazia parte do que eles conheciam por educação física. Em inúmeras ocasiões durante o projeto ele(a)s perguntavam: “Isso é educação física?”, “Porque não podemos só jogar como antes?” Após certo tempo no projeto percebemos empiricamente que as representações discentes em relação à educação física estava mudando. Neste ponto, toda ação didática que se desenrolava em prol dos conhecimentos da referida manifestação não gerava mais dúvidas se era ou não responsabilidade do nosso componente. Por fim, destaco que nem todos os procedimentos didáticos e metodológicos lograram êxito do jeito que a pedagogia tradicional e tecnicista esquadrinha, mas de modo geral, isto faz parte da escrita-currículo pretendida. Palavras-chave: Educação Física Escolar, Currículo Cultural, Parkour.

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Raphael Gregory Bazílio Lopes raphael.gregory@hotmail.com EMEF Prof. Primo Páscoli Melaré
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Regina Célia Pichuru pichuru@gmail.com Centro Paula Souza
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Renata Felix da Silva renatafelix2@yahoo.com.br Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
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Renato Donisete Pinto avisofinal@gmail.com EMEF Presidente Campos Salles
Fanzine como recurso pedagógico nas aulas de Educação Física em uma escola municipal.
Fanzine é todo tipo de publicação que tenha caráter amador, ou seja, feito pela paixão do tema a ser tratado, sem intenção de lucro. O nome vem da contração das palavras inglesas e significa revista do fã. Surgiu nos Estados Unidos em 1930 por leitores de ficção científica para divulgar seus trabalhos autorais (Magalhães, 1993). Expandiu-se rapidamente e tornou-se um grande veículo de comunicação e expressão individual. No Brasil o primeiro fanzine que se tem notícia é o Ficção, idealizado por Edson Rontani em 1965 (Guimarães, 2005). Este estudo teve o objetivo de pesquisar na literatura o conceito de fanzine e como ele vem sendo utilizado na escola. A sua importância na sala de aula é inegável, pois contribui para aproximação do aluno com a escrita e desenvolvimento da criatividade na elaboração da arte e do formato da publicação por ser de fácil produção e baixo custo. É um importante recurso pedagógico que possibilita o exercício da cidadania, da criatividade e criticidade (Nascimento, 2010). Neste trabalho é descrita a vivência do autor, com a aplicação do fanzine como recurso pedagógico nas aulas de Educação Física, em uma escola municipal com um projeto pedagógico diferenciado situada em São João Clímaco, muito próxima da favela de Heliópolis (Gallo, 2008). Concluiu-se que o fanzine pode se transformar numa ferramenta valiosa utilizada por qualquer componente curricular no sentido de estimular a criatividade, o protagonismo de uma forma reflexiva, consciente e divertida (Campos, 2009).

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Robson Silva Oliveira 0 E.M.E.F. CORONEL MÁRIO RANGEL
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Rodrigo de Souza Pinto rsp1978@hotmail.com PREFEITURA MUNICIPAL DE SÁO PAULO
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Rodrigo Santos da Silva rodrigoss27@hotmail.com prefeitura municipal de jundiaí
PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇÃO PARA O CONTEÚDO DE LUTAS NO ENSINO FUNDAMENTAL I: INTERVENÇÕES A PARTIR DA PROPOSTA CURRICULAR DE JUNDIAÍ
Rodrigo Santos da Silva Professor da rede Municipal de Jundiaí Este trabalho teve a perspectiva de refletir sobre a implementação de uma sistematização de Luta no Ensino do 1º, 2º e 3º e 5º Anos do Ensino Fundamental I, em três unidades de ensino da rede pública municipal de Jundiaí no ano de 2011. A base do trabalho teve como norteador a Proposta Curricular de Educação Física do município de Jundiaí em suas respectivas expectativas de aprendizagem. Esta vivência possibilitou a reflexão de uma forma de sistematização do conteúdo de Luta que não se fechasse apenas nos pressupostos das modalidades para cada ano escolar,possibilitando um trato diversificado das habilidades aos conhecimentos imbricados a partir de cada tipo de Luta, sendo abordadas nas diferentes séries do ensino fundamental a partir da proposta curricular de Jundiaí. Utilizamos como metodologia a pesquisa qualitativa,com enfoque na pesquisa-ação. As intervenções tiveram como ponto inicial o diagnóstico dos conhecimentos dos alunos, no qual manteve relações aos aspectos atitudinais, quanto a diferenciação de briga e luta, como também dos aspectos conceituais relacionados aos pressupostos históricos,função e contexto social. Os aspectos procedimentais foram abordados a partir das ações motoras específicas das lutas do 1º e 2º Anos(lutas de curta distância- Sumô e Judô),aos aspectos de conquista de território,lutas de desequilíbrio,Lutas de reter,imobilizar,livrar-se e disputa de material. No 3ºAno (lutas de média distância- Caratê), desenvolvendo lutas de rapidez e atenção e Jogos de combate. E no 5ºano desenvolvendo lutas de rapidez e jogos inerentes a utilização de implementos (lutas de longa distância - Esgrima).O objetivo pretendido das propostas práticas/procedimentais se difere do ensino de lutas em ambiente não formal, que tem objetivos distintos como, por exemplo, a formação de atletas.Sendo assim,os pressupostos utilizados,direcionaram a uma sistematização onde não é necessário focar o ensino de lutas específicas.No entanto,ao delimitarmos em uma modalidade como a Proposta de Jundiaí sugere,não nos restringimos ao ensino da modalidade em si,mas da sua categoria, onde a Luta específica se tornou o fio condutor para as discussões na ordem conceitual.Buscamos problematizar as ações de ensino das lutas corporais na escola, aproximando-as da realidade do aluno, usando brincadeiras que eles já conheciam,inserindo conhecimentos próprios das lutas. Recursos audiovisuais foram utilizados na sistematização,assim como uso de materiais adaptados. Consequentemente tenta trazer uma possibilidade de trabalho passível com este conteúdo na escola sem ser um especialista marcial ou mestre em alguma modalidade.Trata-se de uma possibilidade de sistematização sem ter a pretensão de esgotar o tema ou desqualificar outras formas de abordagem com o conteúdo.Verificamos ao final do processo que a aceitação dos(as)alunos(as)nas diferentes séries foi positiva,todos participaram e se envolveram nas atividades, mas foi preciso insistir na diferenciação entre lutas e brigas e no respeito ao adversário para conduzir as aulas de maneira segura, pois inicialmente eles demonstraram não diferenciar essa questão, fato que apuramos na sondagem inicial. Outra situação ocorrida no início foi a insistência dos alunos em aprender técnicas da luta e realizar “combates”, porém no decorrer das aulas eles se envolveram com as propostas e se demonstraram satisfeitos.

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Rogerio dos Santos Silva rogeriovidarte@uol.com.br EMEF PRO CLOTILDE ROSA HENRIQUES ELIAS
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Ronaldo dos Reis ronaldosonyc@usp.br Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
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Sandra Maria Machado sandram.machado@hotmail.com EMEF Alm. Ary Parreiras
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Silvia Leticia da Silva silvia_personal@ig.com.br
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Silvia Teresinha Nogueira Gaviolli Miron 0 Centro Educacional SESI 106 - São Carlos
A Utilização da Bicicleta como Meio de Transporte
Costumamos ouvir que vivemos em uma sociedade sobre rodas: veículos motorizados e não motorizados nos rodeiam. Nas cidades grandes, somente em situações especiais as pessoas andam a pé. Por isso o homem moderno passou a se preocupar com o trânsito, espaço onde pedestres, motoristas, passageiros, motociclistas e ciclistas se encontram cada um com seu direito, compromisso e responsabilidade. O futuro aponta para um novo perfil de cidade, em harmonia com o meio ambiente, com transportes alternativos que possam desafogar o trânsito. Esse é o tipo de cidade desejada pela maioria da população mundial. Quem independe de um carro para alcançar seu destino diário, livra-se do stress do tráfego e pode desfrutar mais tempo com os amigos e a família, ao invés de ver as horas serem consumidas no trânsito. Quando a cidade investe em espaços para ciclistas, as pessoas se tornam mais ativas e saudáveis, e o tecido sócio-econômico é fortalecido. A cidade de São Carlos está localizada no interior do Estado de São Paulo e possui uma população de 221,936 habitantes. Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), possui uma frota de 138.765 veículos registrados, o que significa uma média de 1,59 veículo para cada habitante. Neste contexto, a bicicleta, meio de transporte sustentável, eficiente, barato e que não polui o meio ambiente, constitui uma forma agradável da prática de atividade física. Entretanto se apresenta como um meio vulnerável, frente ao trânsito caótico das cidades. O presente trabalho teve como objetivo orientar e incentivar alunos do Centro Educacional SESI 106 da cidade de São Carlos, interior de São Paulo, a utilizarem a bicicleta como meio de transporte, de forma correta e segura, assim como, informar sobre os direitos e deveres do ciclista disposto em artigos do Código de Trânsito Brasileiro; conhecer os benefícios da utilização da bicicleta; se conscientizar sobre normas de segurança no trânsito e a diferença entre ciclovia e ciclofaixa. Participaram do estudo 321 alunos, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, com idade entre 10 e 17 anos. Para coleta de dados foi realizado inicialmente uma roda de conversa, levantando os conhecimentos prévios dos alunos, e posteriormente, aplicado um questionário com questões alusivas ao tema. Em seguida, houve um momento informativo sobre os direitos e deveres do ciclista, normas e dicas de segurança; apresentação dos equipamentos obrigatórios e acessórios de segurança (proteção) e a diferença entre ciclovia e ciclofaixa. Na seqüência, foi solicitado uma pesquisa no laboratório de ciências e tecnologia do Centro Educacional, para conhecerem os benefícios da utilização da bicicleta. Foi realizada também uma atividade em grupo para confecção de cartazes e folders para os murais da escola, socializando assim, as informações obtidas. Foi observado que por meio do desenvolvimento do trabalho, os alunos foram mobilizados, conscientizando-se sobre a necessidade de igualdade de condições aos ciclistas no trânsito. Assim, surgiu a idéia de apresentar uma proposta junto a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito, para a implantação de novas ciclovias e ciclofaixas na cidade, bem como a ampliação da ciclovia existente no bairro onde está inserido o Centro Educacional SESI 106, onde por meio da ampliação dessa ciclovia, a escola estaria ligada ao Centro de Lazer e Esportes do SESI, sendo um trajeto muito utilizado pelos alunos para a prática de esportes, eventos, jogos, biblioteca, lazer, proporcionando assim, maior segurança aos alunos e população em geral.

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Simone Alves simonealves_edf@hotmail.com Prefeitura Municipal de Várzea Paulista
EDUCAÇÃO FISICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTRE CANTIGAS DE RODA E BATALHAS.
Resumo: Eu, Simone Alves, venho relatar uma prática pedagógica que vem sendo construída no Centro Municipal de Educação Básica Manoel Caetano de Almeida localizada na cidade de Várzea Paulista. O relato que segue é uma prática pedagógica com crianças da última etapa da Educação Infantil, que é composta por 07 meninos e 11 meninas, onde a manifestação cultural abordada é o hip-hop. Ações de observações cotidianas, conversas com as crianças, questionário para as famílias, pode nos ajudar a perceber como as crianças, influenciadas especialmente pela mídia, estão envolvidas com questões ligadas as danças, buscando ampliar seus saberes em relação a esta manifestação foi oportunizado momentos para que elas pudessem se expressar. Após ouvirmos, dançarmos e conversarmos sobre os ritmos vivenciados, pode-se observar um interesse maior pelos ritmos do hip-hop. Para ir aprofundando os saberes das crianças a respeito dessa manifestação da cultura corporal assistimos vídeos no youtube, convidamos dois dançarinos de uma academia da cidade de Jundiaí que estiveram com a turma realizando alguns “passos” de dança, levamos as crianças na academia para conhecer onde os dançarinos preparam suas coreografias. Conversamos com as crianças a respeito dos quatro elementos do Hip-hop, sendo que estamos num momento do trabalho onde as crianças antes de iniciar uma dança decidimos quem fica responsável em colocar a musica (DJ) sendo que a criança que irá dançar é apresentada por um amigo e também estamos trabalhando em modificar as cantigas que elas aprendem com a professora titular de sala, construindo novas versões para as cantigas de roda, o qual denominamos de (MC). Durante as aulas também podemos notar que as crianças têm negado a representação que elas possuem do que é ser criança, assim algumas questões foram e vem sendo feitas: existe dança de criança e dança de adulto? É ruim ser criança? Porque é legal ser grande? Para falar mais sobre estas questões, convidei crianças de 09 e 10 anos da mesma unidade escolar pra um debate com esta turma. Cabe reafirmar que o trabalho ainda está ocorrendo, portanto esperamos novas ações dentro desta construção pedagógica. Palavras chave: criança, dança, hip-hop

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Simone Kapor Kapor simonekaporkapor@yahoo.com.br Secretaria da Educação do Estado de SP e Secretaria da Educação do Municipio de SP
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Thiago Felipe Sebben podemanda84@hotmail.com Prefeitura Municipal de Curitiba
DISCUTINDO VALORES HUMANOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UMA PERSPECTIVA A PARTIR DO MÉTODO “EDUCARE”
O objetivo do presente estudo foi promover os valores humanos (paz, amor, ação correta, verdade, não-violência) a partir de práticas originárias do conteúdo da Educação Física (ginástica, luta, dança, jogos e esporte) sempre abordado com os estudantes através da ludicidade e das técnicas propostas pelo método “educare”. O microambiente escolar da prática pedagógica foi a Escola Municipal (EM) Santa Ana Mestra, escola da Rede Municipal de Ensino (RME) da Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC). A escola possui um total de 768 alunos matriculados, sendo 390 no turno matutino. Destes, 175 participaram da pesquisa. A pesquisa foi de caráter aplicado qualitativo, tendo como instrumento metodológico a pesquisa-ação, em quatro etapas: diagnóstico, ação – que foi subdividida em duas sub-etapas: planejamento e ação propriamente dita -, avaliação e reflexão. Os resultados da aplicação desse método foram: o diagnóstico da realidade de indisciplina e dos problemas de convivência entre os estudantes, o planejamento pedagógico unindo os valores humanos e as práticas da cultura corporal, os relatórios da aplicação das aulas planejadas, a melhora no nível de desenvolvimento moral de duas turmas avaliadas, e a reflexão dos estudantes sobre o método a que estiveram expostos durante a pesquisa. É possível afirmar que o método “educare” é um instrumento pedagógico coerente com o objetivo de tentar transformar/aprimorar o caráter das crianças e, por consequência, a convivência das crianças no ambiente escolar e em outros ambientes sociais.

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Thiago Ludovico Peplinski thiagoludovico.p@hotmail.com Colégio Arquidiocesano de Curitiba
JOGOS COOPERATIVOS NO ENSINO MÉDIO
JOGOS COOPERATIVOS NO ENSINO MÉDIO Thiago Ludovico Peplinski – Colégio Arquidiocesano de Curitiba Em maio do ano de 2008 comecei a trabalhar no Colégio Arquidiocesano de Curitiba, instituição que é estabelecida dentro do Seminário São José , um dos maiores da capital. O colégio possui apenas o ensino médio e apenas cinco turmas ( 2 turmas de 1º série, 2 turmas de 2º série e 1 turma de 3º série) com o máximo de 35 alunos e uma aula semanal. Por se tratar de uma escola católica, seu principal objetivo, desde sua fundação, pautava-se na formação de meninos vocacionados. No entanto,a partir do ano de 2005 a instituição passou a aceitar meninos e meninas externos como alunos. Na perspectiva da escola, esta interação entre realidades, era de extrema importância, para a continuação da instituição que se baseia na defesa de uma educação cristã, mais humana e afetiva. Quando cheguei a escola, tive uma certa dificuldade durante as aulas de Educação Física. Pois essa interatividade não estava clara nas relações construidas entre os alunos. A maioria dos alunos, compreendia as aulas de Educação Física, como um momento livre, em que eles teriam o tempo para aproveitá-lo da maneira que achassem mais agradável, e entre elas não estava na pauta nenhuma atividade que fosse socializada com todos os alunos que compunham a turma, muito menos, atividades voltadas a práticas corporais. Sendo assim, o primeiro questionamento que me fiz foi como estipular um plano de ação que me ajudasse a estimular uma interatividade maior entre a turma e que ao mesmo tempo pudesse a disciplina de Educação Física como prática pedagógica. Para isso, me aprofundei na compreensão da abordagem dos jogos cooperativos para as aulas de educação física escolar. E foi esse o meu ponto de partida. Como iniciei na escola no segundo bimestre determinei que até as férias de julho, eu iria propor desenvolver as atividades através dessa abordagem. E assim, tive oito aulas para construir o diagnóstico das turmas e suas principais caracteristicas. No segundo encontro, pedi a eles que respondessem em uma folha a seguinte pergunta: “Qual era o objetivo das aulas de educação física no colégio?”, os alunos responderam em menos de cinco minutos e fomos para a quadra poliesportiva. O primeiro jogo que propus, é denominado em nossa cidade como ‘pique – bandeira’, e estipulei regras como: para ‘colar’ o adversário basta encostar nele, é proibido puxar, empurrar e segurar o colega, e a regra primordial que determinava que a equipe deveria ser composta por meninas, seminaristas e alunos externos. A regra para montagem da equipe proporcionou um momento caótico entre os alunos. E o primeiro fato que constatei, foi que eles não sabiam os nomes de seus colegas para além de seu ciclo social. E esse fator era determinante em todas as turmas. Outras caracteristicas em comum apareceram durante o periodo de construção do diagnóstico, são elas: obsessão dos seminaristas em relação ao corpo feminino, comentários maliciosos e/ou xingamentos aos seminaristas,tratamento diferenciado dos alunos externos com os seminaristas, dificuldade em trabalhar em equipe a partir dos jogos propostos em aula e que os seminaristas não possuíam vivencias com atividades físicas. Com o diagnostico construído, observei a possibilidade de uma característica em comum em todas as turmas, ao verificar o histórico no ensino médio do terceiro ano, levantei o seguinte dado 80% da turma, estudava junto desde o primeiro ano. Assim, para o segundo semestre, determinei a seguinte estrutura para as aulas de educação física: O aquecimento e alongamento seriam sempre desenvolvidos em duplas determinadas mistas (alunos e alunas externas e seminaristas), o desenvolvimento da aula seria sempre um jogo cooperativo, se mantendo ao longo do ano a regra para a composição da equipe, e a volta à calma, sempre era direcionada com uma dinâmica de grupo, voltado a reflexão sobre os acontecimentos durante o jogo. Além disso, foram estabelecidas regras básicas de convivência, tais como: não gritar com o colega, falar mal, discutir e etc. No terceiro bimestre, as atividades foram direcionadas apenas por mim. No quarto bimestre, propus aos alunos que eles trouxessem a proposta de jogo, no entanto, a proposta deveria ser constituída a partir do seguinte principio: todos deveriam estar envolvidos na pratica, seja jogando, coordenando e/ou arbitrando e etc. A reflexão final continuou a ser direcionada por mim. Via de regra, os jogos propostos foram voltados a adaptações das modalidades esportivas mais conhecidas, mas o principio de todos participando foi cumprido. Na última semana de aula, pedi aos alunos que respondessem novamente a pergunta que realizei em maio, e quando todos terminaram, entreguei a eles as suas respostas iniciais e pedi para que cada um fizesse uma exposição sobre suas respostas. Durante a explanação deles, as diferenças na maioria nas respostas foi nítida, e foi ressaltado como principal beneficio das aulas, para os alunos do 1º e 2º foi a possibilidade de conhecer os colegas, e para os alunos do 3º ano foi destacado que apenas no final do ensino médio eles descobriram um sentido para as aulas de educação física,destacando como fundamental a união do grupo de alunos. No inicio de 2009, fui parabenizado pela coordenação, devido ao resultado da pesquisa realizada com os alunos, que tinha como objetivo identificar qual era a disciplina que eles haviam aprendido as perspectivas que mais lhe chamaram a atenção. E por conta disso, foi me proposto um espaço no contra turno para o desenvolvimento de atividades esportivas. Lógico, que existem seus limites metodológicos ao atribuir apenas uma vertente de atuação para turmas de séries diferentes, bem como no projeto que vem sendo estruturado desde o ano de 2009. Porém, dado as possíveis incoerências metodológicas, os avanços do ponto de vista social aconteceram e eles foram fundamentais para a continuidade e a valorização do trabalho desenvolvido pela Educação Física na instituição.

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Vanessa Ribeiro vanzzoca@yahoo.com.br Secretaria Estadual da Educação e Secretaria Municipal da eDUCAÇÃO
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Vinicius Crespo viniciusjcrespo@yahoo.com.br
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Walmir Panfili wal@wal-lazer.com.br Colégio Santa Clara
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Willian Lazaretti da Conceição will_lazaretti@hotmail.com Fundação CASA
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Willians Souza de Oliveira wil_sdo@yahoo.com.br ETEC Adolpho berezin
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