25° Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP – SIICUSP | 09/10/2017


Resumos aprovados | página inicial
A lista abaixo pode variar conforme a aprovação de novos trabalhos e eventuais desistências.


autor e-mail sessão instituição
67663 - Ana Laura Rala Antunes ana.laura.antunes@usp.br sessão 1: Ação docente e ensino da língua | sala 103 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Geovana Ferreira Melo (Universidade Federal de Uberlândia) - debatedora/avaliadora
Neide Luzia de Rezende (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
AÇÃO DOCENTE FRENTE AOS CASOS DE ALUNOS NÃO ALFABETIZADOS EM SÉRIES AVANÇADAS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Objetivos
Considerando as problemáticas discutidas e
assumindo o professor como elemento essencial
para o alcance do sucesso escolar na alfabetização,
o presente trabalho tem por objetivo
principal investigar como se propõe na literatura
a ação pedagógica do professor de língua
portuguesa especificamente - frente aos casos
de alunos não alfabetizados em séries
avançadas do ensino fundamental, uma vez
que o currículo de licenciatura em Letras não
toca a questão da alfabetização. Assim, partese
do pressuposto de que o professor de português
possui dificuldades em relação a conhecimentos
específicos acerca da alfabetização
e, consequentemente, para direcionar a
ação pedagógica. Busca-se verificar, portanto,
a hipótese de que a precariedade da formação
docente do profissional de Letras pode constituir
um fator relevante para a não superação do
problema ao longo do Ensino Fundamental II.
Ademais, esta pesquisa também propõe como
objetivos secundários, partindo da perspectiva
do “modelo ideológico”1 do letramento, compreender
como estes profissionais enxergam o
papel social e político-ideológico do professor
alfabetizador.
Métodos e Procedimentos
O levantamento de dados será mediante consulta
bibliográfica de teses e dissertações, pre-
1 A respeito do embate acerca do termo letramento e a
concepção de “modelo ideológico” do letramento, ver
Colello (2004).
sentes na plataforma Sucupira2, que abordem o
professor frente aos casos de fracasso escolar
na leitura e escrita ao longo do ensino fundamental.
Após o levantamento, pretende-se analisar
como se propõe a ação pedagógica do
professor de língua portuguesa frente aos casos
de alunos não alfabetizados em séries
avançadas, a fim de verificar a hipótese de que
a precariedade da formação docente do profissional
de Letras no que concerte aos saberes
pedagógicos da alfabetização e do letramento
pode constituir um fator relevante para a não
superação do problema ao longo do Ensino
Fundamental II.
Resultados
Com os resultados espera-se colaborar para o
debate acerca de um problema comum na realidade
das escolas brasileiras, reconhecido por
professores que parecem demonstrar não estarem
preparados para enfrentá-lo. Ademais,
pretende-se contribuir para reflexões que possam
suscitar em propostas de práticas pedagógicas
que tratem da questão, visando o
combate ao problema e a democratização do
acesso ao letramento enquanto direito constitucional.
Conclusões
Pesquisa em fase de desenvolvimento.

autor e-mail sessão instituição
67662 - Beatriz Meleiro Teixeira beatriz.meleiro.teixeira@usp.br sessão 1: Ação docente e ensino da língua | sala 103 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Geovana Ferreira Melo (Universidade Federal de Uberlândia) - debatedora/avaliadora
Neide Luzia de Rezende (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
O PAPEL DO PROFESSOR NA RELAÇÃO ENTRE OS ALUNOS: A POSSIBILIDADE DE ENFRENTAMENTO COLETIVO DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA PRODUÇÃO ACADÊMICA
Objetivos
A pesquisa assume como objetivo geral
identificar se na produção acadêmica sobre as
dificuldades de aprendizagem há destaque
para o papel do professor na construção de
relações colaborativas entre os alunos com fins
de favorecer a aprendizagem. E, como
objetivos específicos, pretende-se identificar as
ênfases e as omissões presentes na produção
levantada no que se refere ao tratamento
conferido ao professor no processo de
condução das aprendizagens escolares e as
conclusões a que chegam os pesquisadores no
que se refere ao fomento ao estabelecimento
de relações colaborativas entre os alunos e a
sua aprendizagem.
Métodos e Procedimentos
Foi realizada a pesquisa bibliográfica,
delimitada a partir da produção acadêmica
publicada nas bases Scielo e Dedalus, entre os
anos de 2005 e 2017. A pesquisa buscou
o destaque dado para o papel do professor no
processo de estabelecimento de relações
colaborativas entre os alunos e seus reflexos
sobre a aprendizagem, norteando-se pelas
seguintes perguntas investigativas:
- Quais as explicações desenvolvidas para as
dificuldades de aprendizagem dos alunos na
produção acadêmica?
- Pode-se identificar a valorização da atuação
do professor na proposição de trabalho
cooperativo na sala de aula como via de
garantia da aprendizagem dos alunos? Como
isso se caracteriza?
Resultados
Na presente pesquisa, que ainda está em
andamento e tem conclusão prevista para
outubro/2017, foram selecionadas 13
produções, entre artigos, teses e dissertações,
que se mostraram pertinentes para a
investigação. Nossos resultados preliminares
apontaram que as pesquisas acadêmicas
voltadas para o trabalho colaborativo valorizam
o papel do professor na construção dessas
relações, ora a partir de experiências positivas
de intervenção, ora pela identificação das
fragilidades de sua prática, que afetaram
negativamente os processos. Explicações para
as dificuldades de aprendizagem são
primordialmente relacionadas às defasagens
da instituição e às exclusões históricas de
grupos menos favorecidos que não se veem
representados ou pertencentes ao universo
escolar, sendo o trabalho colaborativo
apontado como estratégia para a integração do
educando, favorecendo sua aproximação aos
conhecimentos escolares.
Conclusões
Conclui-se preliminarmente que há o
reconhecimento de que construções
colaborativas na escola se mostram eficientes
para a superação de dificuldades de
escolarização e que a efetividade desse
processo vem sendo discutido com base nas
ações do professor. Assim, os trabalhos
ressaltam tanto a importância do preparo
SIICUSP 01/09/2017 16:04 Página 46
docente, com a inclusão de estudos a respeito
de grupos na formação do professor, quanto a
necessidade de mudança de posturas ainda
vigentes nas práticas docentes e na escola.
Referências
COLELLO, Silvia de Mattos Gasparian. A
escola e as condições de produção textual:
conteúdos, formas e relações. 2015. Tese
(Livre Docência em Filosofia da educação) -
Faculdade de Educação, Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em:
docencia/48/tde-26042016-134026/>. Acesso
em: 2017-04-17.
CRAHAY, Marcel. Qual pedagogia para aos
alunos em dificuldade escolar?. Cad. Pesqui.,
São Paulo , v. 37, n. 130, p. 181-208, abr.
2007. Disponível em
ext&pid=S0100-
15742007000100009&lng=pt&nrm=iso>.
acesso em 17 abr. 2017.
DAMIANI, Magda Floriana. Entendendo o
trabalho colaborativo em educação e revelando
seus benefícios. Educ. rev., Curitiba , n. 31, p.
213-230, 2008 . Disponível em
ext&pid=S0104-
40602008000100013&lng=pt&nrm=iso>.
acessos em 17 abr. 2017.
MARTINELLI, Selma de Cássia; SCHIAVONI,
Andreza. Percepção do aluno sobre sua
interação com o professor e status
sociométrico. Estud. psicol. (Campinas),
Campinas, v. 26, n. 3, p. 327-336, Sept. 2009.
script=sci_arttext&pid=S0103-
166X2009000300006&lng=en&nrm=iso>.
Acesso em: 22 Sept. 2016.
SILVA, Glauco dos Santos Ferreira da. As
intervenções do professor e processo grupal
nas aulas de Física: uma análise à luz da teoria
de Grupos Operativos. 2008. Dissertação
(Mestrado em Ensino de Física) - Ensino de
Ciências (Física, Química e Biologia),
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
Disponível em <doi:10.11606/D.81.2008.tde-
25042013-110927>. Acesso em: 2017-04-17.
SILVA NETO, Claudio Marques da.
(In)disciplina e violência no espaço escolar:
aprendizagem e participação como
fundamentos da ordem. 2011. Dissertação
(Mestrado em Educação). Faculdade de
Educação, Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2011. Disponível em:
<doi:10.11606/D.48.2011.tde-04082011-
151957>. Acesso em: 2016-09-22.

autor e-mail sessão instituição
67664 - Hannah Feitosa Teixeira hannah.feitosa@gmail.com sessão 1: Ação docente e ensino da língua | sala 103 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Geovana Ferreira Melo (Universidade Federal de Uberlândia) - debatedora/avaliadora
Neide Luzia de Rezende (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
A CONSTRUÇÃO DAS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM UMA ESCOLA PÚBLICA E AS APROPRIAÇÕES PELOS PROFESSORES DOS DOCUMENTOS NORMATIVOS
Objetivos
Esta pesquisa teve como objetivo investigar
como vêm sendo desenvolvido e justificado o
trabalho de alfabetização em uma escola
pública municipal da periferia de São Paulo.
Que materiais, textos e documentos são
utilizados como subsídio na construção das
práticas de leitura e escrita com as crianças,
seus usos e apropriações pelos professores.
Métodos e Procedimentos
A pesquisa foi construída em três etapas:
levantamento bibliográfico na área; estudo de
campo e por fim, a análise das vivências e do
material registrado. A pesquisa de campo,
etapa crucial de nosso trabalho, se deu em dois
momentos distintos. Um primeiro, no qual
acompanhamos durante um ano letivo (2016)
as reuniões do Projeto Especial de Ação (PEA)
e fizemos o levantamento dos materiais e
documentos utilizados por eles como referência
na construção das propostas de alfabetização -
por meio de observações, anotações no
caderno de campo dos conteúdos tratados, das
leituras propostas, e entrevistas estruturadas
com a coordenadora pedagógica. E o segundo,
em que, para entender como o trabalho é
construído junto aos alunos, realizamos uma
leitura do material recolhido em conjunto com
uma professora alfabetizadora através de
entrevistas semiestruturadas.
Resultados
O PEA, espaço de formação continuada de
professores no interior da escola, não se
constitui como um projeto de formação voltado
para o conhecimento, análise e propostas de
mudanças das práticas pedagógicas. Antes, ele
é um espaço reservado à divulgação de textos
e diretrizes da Secretaria Municipal de
Educação. Os poucos textos e reuniões
dedicadas à discussão sobre as práticas de
leitura escrita em sala de aula compartilham de
uma visão técnica e instrumental da linguagem,
que pouco auxilia os professores na construção
de seu trabalho. As crianças com as quais se
trabalha em sala de aula quase não aparecem,
pois é preciso tratar dos temas educacionais
que estão em voga. Frente à insistência da
difusão teórica de concepções, os professores
resistem, explicitando as contradições.
Conclusões
A escola, seu cotidiano, alunos e questões não
fazem parte de seu projeto pedagógico e da
proposta de formação de seus professores.
Acredita-se que a apropriação por parte dos
professores das concepções em discussão
será suficiente para a alteração de sua prática.
Ao contrário, as dificuldades na construção do
trabalho do professor são produzidas por um
contexto de imposições externas de discussões
que não têm como referência as práticas reais.
Referências Bibliográficas
AZANHA, J.M. Educação: temas polêmicos.
São Paulo: Martins Fontes, 1995, p.67-78.
PATTO, M.H.S. A produção do fracasso
escolar, 4ª Ed. São Paulo: Intermeios, 2015.
SAWAYA, S.M. Leituras, práticas escolares e a
reforma da alfabetização no Brasil. Revista
Iberoamericana de educación, n.46, jan./abr,
p.55-69, 2008.

autor e-mail sessão instituição
67667 - André Pinto Alves Campos Vieira andrecamposvieira@gmail.com sessão 2: Fronteiras, cruzamentos e circulações no campo educacional | sala 105 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Mirtes Cristina Marins de Oliveira (Univ. Anhembi Morumbi) - debatedora/avaliadora
Rubens Barbosa de Camargo (FEUSP) - coordenador
PUC-SP
Telejornais europeus em língua francesa/telejornais brasileiros: interfaces
Objetivos
A pesquisa tem como objetivos principais:
aderir conhecimentos teóricos-metodológicos
para o desenvolvimento de pesquisa; analisar e
refletir criticamente sobre os textos teóricos e
pesquisas realizadas sobre o funcionamento do
discurso midiático e contribuir para a formação
acadêmica e professional do próprio aluno. Já
como objetivos específicos temos: estudar o
funcionamento do discurso telejornalístico em
língua francesa (jornal das 20h do France2);
realizar estudo comparativo com o
funcionamento do discurso telejornalístico
brasileiro (Jornal Nacional); oferecer subsídios
para a produção de material didático para o
ensino de FLE, na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo.
Métodos e Procedimentos
A metodologia utilizada para o desenvolvimento
do trabalho envolveu atividades teóricopráticas:
fichamentos das leituras teóricas
apontadas, seleção e transcrição de edições de
telejornais, análise dessas edições e
elaboração de atividades pedagógicas. No
total, a pesquisa analisou 5 edições de cada
um dos telejornais: France2 e Jornal Nacional.
Convém destacar que esses programas
formaram gravados em dvd (e outros suportes
digitais). Assim, foram gravadas, numa mesma
data, as edições dos dois telejornais para a
produção de um estudo comparativo.
Resultados
A partir das análises do telejornal brasileiro,
Jornal Nacional, e o jornal das 20h da France2
compreendemos que: embora, no que refira às
técnicas de produção e produção de sentidos
ambos trabalhem de maneira semelhante,
existe uma grande diferença na maneira dos
dois jornais de elencarem e produzirem suas
reportagens, em suas tomadas de imagem e a
na duração de suas matérias. Além disso, por
se tratarem de telejornais “transnacionais”,
tanto o JN quanto o jornal das 20h francês
apostam em roteiros pré-definidos, em sua
programação para cativar, emocionar e prender
seu público. Por fim, os apresentadores dos
dois telejornais se apresentam como “guias”
com o intuito de instruir os telespectadores a
uma viagem de encontro com o “real”.
Conclusões
Ao final do estudo de um ano, concluímos que
a “instituição” do telejornal possui um impacto
fundamental para a criação do imaginário
coletivo de uma nação, ainda que seu papel se
altere para cada emissora e cada concepção
editorial. Outrossim, os noticiários diários se
apresentam como “locais seguros” onde o
telespectador pode conhecer o “mundo de lá
fora” sem que haja riscos ou decepções.
Referências Bibliográficas
BRESSE, DESORMEAUX, Brigitte, Didier
Contruire le reportage télévisé; MARINELLI,V.
L. Ensino/Aprendizagem de Francês como
Língua Estrangeira e a Importância de Alguns
Meios de Comunicação Social : Telejornais
Belgas, Suíços e Franceses na Sala de Aula.
Tese de Doutorado. São Paulo, FE-USP, 1999;
TAVOLARO, Douglas Manual de
Telejornalismo Rede Record, 2005.

autor e-mail sessão instituição
67666 - Darian Soheil Rahnamaye Rabbani darian.rabbani@usp.br sessão 2: Fronteiras, cruzamentos e circulações no campo educacional | sala 105 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Mirtes Cristina Marins de Oliveira (Univ. Anhembi Morumbi) - debatedora/avaliadora
Rubens Barbosa de Camargo (FEUSP) - coordenador
FEUSP
A Revolução Iraniana, Foucault e a Educação: um estudo preliminar
Objetivos
Em 1979 o Irã vive uma revolução popular que
é responsável por uma brusca mudança de
governo no país. Com o fim do regime
monárquico do Xá Reza Pahlavi, que tinha
como mote laicidade e modernidade, dá-se o
início da República Islâmica do Irã, centrada na
figura do Aiatolá Khomeini, e apoiada na
tradição islâmica. O pensador francês Michel
Foucault acompanhou e escreveu sobre tal
insurreição como correspondente do jornal
italiano Corriere della Serra.
Com a mudança de regimes de governo,
instaurando um movimento de retorno à
tradição religiosa, quais seriam os efeitos sobre
a educação escolar iraniana pósrevolucionária?
Tal pergunta direciona o
objetivo principal desta pesquisa.
Métodos e Procedimentos
A pesquisa apoia-se em dois arquivos distintos,
um temático e outro empírico. O primeiro
consiste em diversas produções nacionais e
internacionais, tais como artigos, teses e
dissertações, e capítulos de livros, os quais
comentam a produção de Foucault a respeito
da Revolução Iraniana de 1979. Assim,
pretende-se realizar um mapeamento dos
conceitos e ideias que aparecem em tal
produção, com o fito de situar um plano teórico
para operar sobre o arquivo empírico. Este é
composto pela obra cinematográfica do diretor
iraniano Abbas Kiarostami, enquanto atuou
como diretor do departamento de cinema do
Instituto para o Desenvolvimento Cultural da
Criança e do Adolescente (Kanun-e Parvareshe
Fekri-ye Kudakan va Nowjavanan), também
referido como Kanun. Serão analisados filmes
produzidos no período entre 1972 e 1989, arco
temporal este que cobre concomitantemente os
dois regimes políticos, tal como a revolução em
si. Kanun porta um interesse analítico ímpar,
uma vez que foi fundado com a intenção de
produzir obras culturais de cunho educativo,
durante o regime do xá, e mantido e
incentivada depois da instauração da república
islâmica.
Resultados
A análise dos arquivos aqui a serem tratados
não tem a pretensão de descrever a
experiência educacional iraniana com base em
leituras produzidas no Ocidente. O que sem
tem em vista é estabelecer um contraste entre
duas produções discursivas, uma ocidental e
outra oriental, operando um mapeamento de
duas narrativas distintas sobre um mesmo
período marcado por um acontecimento, a
Revolução Iraniana de 1979.
Conclusões
A pesquisa aqui descrita foi contemplada com
bolsa PIBIC/CNPq 2017-2018, iniciando-se no
mês de agosto de 2017. Assim, ainda não há
conclusões a serem apresentadas.
Referências Bibliográficas
AFARY, Janet; ANDERSON, Kevin B.
Foucault e a revolução iraniana. São Paulo:
É Realizações Editora, 2011.
FOUCAULT, Michel. Repensar a política. Rio
de Janeiro: Forense Universitária, 2013. (Ditos
e Escritos, v. VI).
MELEIRO, Alessandra. O novo cinema
iraniano: Arte e intervenção social. São Paulo:
Escrituras, 2006.
SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente
como invenção do Ocidente. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015.

autor e-mail sessão instituição
67665 - Giorgia Soares Agostini giorgia.agostini@usp.br sessão 2: Fronteiras, cruzamentos e circulações no campo educacional | sala 105 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Mirtes Cristina Marins de Oliveira (Univ. Anhembi Morumbi) - debatedora/avaliadora
Rubens Barbosa de Camargo (FEUSP) - coordenador
FEUSP
Educação Transnacional: (des) conexões entre Brasil e a New Education Fellowship (1920-1948)
Objetivos
O principal objetivo foi buscar os periódicos
relacionados na Tabela 1 ligados à N.E.F. em
diversos acervos da cidade de São Paulo. Um
objetivo secundário mas essencial para o
encaminhamento da pesquisa foi a listagem
dos materiais encontrados, com o intuito de
esgotar possibilidades de busca e não deixar
lacunas que pudessem estabelecer afirmações
vagas acerca dos locais consultados e
materiais analisados.
Tabela 1. Periódicos relacionados à New
Education Fellowship de principal interesse
durante a pesquisa.
Métodos e Procedimentos
A metodologia escolhida para realização do
trabalho foi a determinação dos primeiros locais
a visitar: Instituto de Estudos Brasileiros,
Biblioteca da Faculdade de Educação, Centro
de Referência Mário Covas, Centro do
Professorado Paulista, fazendo apontamentos
de materiais que eu julgasse relevantes para a
pesquisa, e em outro momento a busca e visita
a locais que surgiram ao longo do projeto.
Resultados
Foram localizados dois periódicos: na
Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade o
periódico alemão Das Werdende Zeiltalter de
1931, com os volumes de janeiro, fevereiro,
março, junho, novembro e dezembro, e o
exemplar argentino La Obra, de março de
1939, na Biblioteca do Livro Didático da
Faculdade de Educação da USP, no acervo
Macedo Soares.
Conclusões
A localização de dois dos periódicos que eram
objetivo deste projeto embasa e torna
verdadeira a hipótese de que houve a
circulação do movimento da New Education
Fellowship no Brasil; além disto, os artigos e
notícias encontrados explicitam o fluxo
escolanovista internacional com o país.
Referências Bibliográficas
CARVALHO, M.M. C. de. A bordo do navio,
lendo notícias do Brasil: o relato de viagem de
Adolphe Ferrière. In: MIGNOT, A.C.V. &
GONDRA, J.G. Viagens pedagógicas. São
Paulo: Cortez, 2007, p. 277-293.

autor e-mail sessão instituição
67670 - Giovanna Tucillo Maran giovanna.maran@usp.br sessão 3: Educação e Arte | sala 102 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Luciane Bonace Lopes Fernandes e Profa. Dra. Theda Cabrera Gonçalves Pereir - debatedoras/avaliadoras
Mônica Guimaraes Teixeira do Amaral - coordenadora
USP
A literatura brasileira e os estudos histórico-culturais: uma experiência de leitura de Jorge Amado com alunos do ensino fundamental
Objetivos: O objetivo desta pesquisa é
investigar nas obras de Jorge Amado as
características e os valores da cultura baiana
que traduzem as raízes africanas
sedimentadas na sociedade brasileira. Ao
mesmo tempo, pretendia-se estabelecer
relações entre as raízes culturais dos jovens
alunos do 9ºano do Ensino Fundamental da
EMEF Prof. Roberto Mange situada na região
do Butantã, zona oeste paulistana.
Métodos: A pesquisa dividiu-se em duas
partes: reflexão teórica: estudo das obras
selecionadas do Jorge Amado, que teve como
base relacionar os principais elementos da
cultura africana que influenciaram na formação
da cultura brasileira. Além disso, o estudo de
pesquisas e artigos acadêmicos sobre os
principais elementos que envolvem a cultura
juvenil atual e a literatura produzida na periferia
foram utilizados. O método utilizado para
conduzir nossa pesquisa de campo priorizou o
que chamamos de docência compartilhada
entre pesquisadores e professores, de modo a
pensar junto com o professor estratégias de
inclusão no currículo e nas práticas
pedagógicas cotidianas o debate sobre um
ensino culturalmente relevante, com ênfase nas
culturas afro-brasileiras.
Resultados: Através das obras de Jorge
Amado, os alunos puderam perceber que a
literatura é uma fonte de estudos históricos e
por meia dela, era possível refletir sobre
temáticas essenciais, como: a cultura étnicoracial,
o preconceito racial e ainda a
importância de valorizar a cultura afrobrasileira,
que ao longo da história sempre foi
apontada como uma cultura que possuía rituais
maléficos, aos quais passou-se a associar a
macumba, concebida como algo extremamente
negativo. A relação entre a cultura juvenil, a
cultura periférica e a cultura afro-brasileira foi
identificada pelos alunos como culturas que
possuíam o seu valor, mas que eram
desvalorizadas. Porém, mesmo diante da
desvalorização, em nossas aulas pudemos
reconhecer as semelhanças entre elas que se
resumiam em duas palavras: resistência e
ressignificação.
Conclusões: Além de atentarmos para os
estudos sobre os valores histórico-culturais da
cultura afro-brasileira presente nas obras de
Jorge Amado, pudemos refletir sobre as
relações de proximidade entre a ficção e a
realidade de vida dos alunos eram oriundos
das periferias na zona oeste da cidade de São
Paulo, o estudo das culturas cultivadas pelos
próprios jovens e sua relação com a cultura
afro-brasileira permitiu refletir sobre como o
ancestral e o contemporâneo se encontram, à
medida que o antigo é reconstruído e
reelaborado pelo novo. A partir da resistência
da população negra, que fora obrigada a
imigrar para territórios brasileiros, a cultura
desse povo permaneceu viva, de tal forma que
pode ser ressignificada pelos jovens, que a
recriam através de suas manifestações
artísticas.
Referências Bibliográficas:
AMADO, Jorge. Capitães da Areia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2009.
BUZO, Alessandro. Favela Toma Conta. Aeroplano,
2008. Rio de Janeiro.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a
mestiçagem no Brasil: Identidade nacional
versus identidade negra. Petrópolis, Rio de
Janeiro: Vozes, 1999, 2.

autor e-mail sessão instituição
67668 - Inaiara Gonçalves de Paula ina_gp@hotmail.com sessão 3: Educação e Arte | sala 102 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Luciane Bonace Lopes Fernandes e Profa. Dra. Theda Cabrera Gonçalves Pereir - debatedoras/avaliadoras
Mônica Guimaraes Teixeira do Amaral - coordenadora
USP
CORPO EMANCIPADO: O TEATRO COMO ARTE DE BRINCAR
Objetivos
• Compreender as marcas binárias (masculino
x feminino) deixadas nos corpos desde a
infância.
• Observar como as crianças se comportam
corporalmente dentro do exercício cênico e
qual a relação disso com a construção cultural
de seus corpos.
• Questionar o que as crianças pensam sobre o
que é “ser mulher” e “ser homem”.
• Contribuir com o debate sobre gênero,
sexualidade e educação na infância.
Métodos e Procedimentos
Através da leitura de trabalhos sobre teoria
queer, gênero, teatro e educação constituí uma
intersecção entre essas áreas para
posteriormente analisar o material recolhido no
LABRIMP (Laboratório de Brinquedos da
Faculdade de Educação). Lá realizei duas
dinâmicas experimentais nas quais utilizei o
teatro e a dança contemporânea como campo
metodológico para o estudo dessa entrega às
novas possibilidades que fogem às epistemes
já demarcadas sobre o corpo.
Sendo essa uma pesquisa de teor qualitativo,
os dados foram analisados mediante um tipo
de observação seletiva que segundo Lankshear
e Knobel (2008) baseia-se em observações
sucessivas, descritivas e focadas e podem
concentrar-se em aspectos que chamem a
atenção do pesquisador, que seguindo sua
intuição e testando hipóteses que já possuí,
tenta captar a importância de alguns eventos.
Resultados
Os resultados dessa pesquisa se constituíram
nas analises dos jogos feitos com as crianças
no laboratório. Através deles foi possível
observar o quanto desde a infância há um
disciplinamento intenso dos corpos e uma
hipersexualização do toque que tornavam
desafiador para as crianças interpretar
personagens que eram associados a um
gênero com o qual elas não se identificavam.
Conclusões
O teatro de fato é um caminho para quebra de
preconceitos de gênero e emancipação
corporal na infância, pois os jogos levam as
crianças a desassociar identidade de
gênero/sexual com marcas biológicas. No
universo do teatro elas conseguem se ver livres
para desejar, criar, mover-se, inovar.
Constituindo-se por si mesmos(as) e sendo
donos(as) de seu próprio corpo e escolhas.
Referências Bibliográficas
DESGRANGES, Flávio. Pedagogia do Teatro:
Provocação e Dialogismo. 1ª ed. São Paulo:
Hucitec, 2006.
FINCO, Daniela. A Educação dos corpos
femininos e masculinos na Educação
Infantil. In: A. L. FARIA, O coletivo infantil em
creches e pré-escolas: falares e saberes (pp.
95-119). São Paulo: Cortez, 2007.
LANKSHEAR, C.; KNOBEL, M. Pesquisa
pedagógica: do projeto à implementação.
Trad. Magda França Lopes. Porto Alegre:
Artmed, 2008.
LOURO, Guacira L. Gênero, sexualidade e
educação: Uma perspectiva pósestruturalista.
16ºed. Petrópolis, RJ: Vozes,
2014.
LOURO, Guacira. L. Um corpo estranho:
ensaios sobre sexualidade e teoria queer.
2ºed. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

autor e-mail sessão instituição
67669 - João Pedro Rodrigues Pereira Innecco sessão 3: Educação e Arte | sala 102 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Luciane Bonace Lopes Fernandes e Profa. Dra. Theda Cabrera Gonçalves Pereir - debatedoras/avaliadoras
Mônica Guimaraes Teixeira do Amaral - coordenadora
FEUSP
ENTRE VERSOS E VIGAS: A POESIA COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO SOCIAL PARA PESSOAS EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
Esta pesquisa visa investigar o exercício da poesia como prática de Educação
Social junto a adolescentes, homens e mulheres adultos em regimes de privação da
liberdade. A pesquisa será desenvolvida no âmbito do Sarau Asas Abertas, uma das
ações do grupo Poetas do Tietê, que ocorre na Penitenciária Feminina da Capital, em
São Paulo, e na Penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, ambas no Estado de São
Paulo. Aos homens e mulheres presos atendidos pelo Sarau serão oferecidas 36
oficinas nas quais será observado o processo de interação, apropriação e criação
poética por parte deste público. A produção resultante das oficinas constituirá a
devolutiva aos Saraus, na forma de produção autoral dos próprios presos e presas e
também será a matéria prima para a análise quanto aos ganhos em termos de
educação da sensibilidade, de autoconhecimento, de crítica social e de formação
humanística, que são dimensões da ensinagem e aprendizagem sociais quando
referenciadas na Pedagogia Social. Pablo Helguera (2011) trabalha com o conceito de
“arte socialmente engajada” para articular os campos da pedagogia, do trabalho
artístico e da dimensão social, especialmente no sentido de estimular a criação artística
e coletiva dentro de comunidades, provocando um projeto estético e político em sua
dimensão social. A análise e interpretação destas categorias analíticas poderão ser
efetuadas à luz da Literatura de Testemunho (SELIGMAN-SILVA, 2005) e da Teoria do
reconhecimento (HONNETH, 2003). As poesias produzidas ao longo das oficinas e
declamadas nos Saraus serão organizadas também em texto para produção em livro
com vistas ao desenvolvimento da linha editorial agora conhecida como Literatura do
Cárcere.
Palavras-chave: Educação social, Poesia, Literatura do Cárcere
REFERENCIAIS TEÓRICOS
BARTHES, R. O Prazer do texto . Editora Perspectiva. São Paulo, 1987.
COLODETE, P. PAIVA, J. PINEL, H. R. S. Pedagogia Social: definições, formação
espaços de trabalho, grandes nomes & epistemologias . Conhec. Dest. Serra, ES,
v. 01, n. 02, jul/dez. 2012.
SIICUSP 01/09/2017 16:04 Página 27
FREIRE, P. A importância do ato de ler . 23 ed. São Paulo, 1989.
GIORDANO, D. F. A performance como prática pedagógica, intervenção artística e
projeto social. 24 Seminário Nacional de Arte e Educação, 2014, Montenegro (Rio
Grande do Sul)
HELGUERA, Pablo. Education for Socially Engaged Art . Editora Jorge Pinto. New
York, 2013.
HONNETH, A. Luta pelo reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais .
Editora 34. Rio de Janeiro, 2003
MOREIRA, Fábio A. e SILVA, Roberto da. O projeto político-pedagógico para a
educação em prisões . Revista Em Aberto, v.24, n.86, p89-103. Brasília, nov. 2011.
POUND, E. Arte da Poesia . Ensaios. Editora Cultrix. p.11-12. São Paulo, 1976.
POUND, E. ABC da Literatura . Editora Cultrix, 11 ed. São Paulo, 2006.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. 2005. O local da diferença. Ensaios sobre memória,
arte, literatura e tradução . Editora 34. São Paulo, 2005.
SILVA, Roberto. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Pedagogia Social no
Brasil. Ano 1 Congr. Intern. Pedagogia Social. Mar. 2006
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e
Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez.São Paulo, 2005

autor e-mail sessão instituição
67671 - Adriana Martins dos Santos dritsmartins@hotmail.com sessão 4: Aspectos do ensino de Ciências e Matemática | sala 103 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Ana Paula Zampieri Silva de Pietri
debatedora/avaliadora
Ermelinda Moutinho Pataca - coordenadora
Universidade de São Paulo
Avaliação do uso do ciclo de indagação como ferramenta pedagógica de um clube de ciências no processo de ensino-aprendizagem para a educação formal e não-formal de estudantes do 8° e 9° ano do Ensino Fundamental
Objetivos
O objetivo central deste trabalho foi avaliar o
uso do Ciclo de Indagação, ferramenta
baseada nos princípios metodológicos do
Ensino da Ecologia do Pátio da Escola (EEPE)
(Arango et al., 2014), dentro do processo de
ensino formal e não-formal. Foram avaliados
alunos de 8º e 9º anos de ensino fundamental,
participantes de um Clube de ciências
implementado dentro da Escola Municipal
Profa. Luiza Helena de Barros (São Sebastião-
SP), desenvolvido por pesquisadores e
educadores do Centro de Biologia Marinha
(CEBIMar) da USP, a partir dos seguintes
objetivos: 1) Avaliar o perfil de rendimento
escolar dos alunos participantes do Clube de
ciências em suas atividades dentro do ensino
formal; 2) Avaliar as vantagens e desvantagens
do uso do Ciclo de Indagação dentro do ensino
formal e não-formal. 3) Comparar o Clube
citado às demais iniciativas de clubes de
ciências desenvolvidas no Brasil.
Métodos e Procedimentos
Para análise do objetivo 1, contamos com a
colaboração de professores da escola, das
disciplinas de ciências, matemática e geografia.
Através de uma lista, os professores traçaram
um perfil satisfatório e não satisfatório para
cada aluno avaliado. Além disso, foi aplicado
um questionário direcionado aos alunos,
avaliando facilidades e dificuldades
encontradas durante o processo de ensino
formal e não formal. 2) Para avaliar suas
vantagens e desvantagens, foi aplicada uma
atividade com base no Ciclo de Indagação
durante o ensino formal, juntamente com os
professores do ensino fundamental. Ao término
da atividade, os alunos responderam a um
questionário. Posteriormente um questionário
foi direcionado aos professores, para avaliar
sua opinião sobre a ferramenta apresentada. 3)
As informações utilizadas para essa etapa
foram retiradas de três bases de dados
específicas: sistema Dedalus, Scielo e Rede
Internacional de Clubes de Ciências do Brasil.
Resultados
O perfil de rendimento escolar dos alunos
avaliados tende a ser satisfatório
principalmente na matéria de Ciências. Quanto
às vantagens, após a atividade baseada nos
princípios do Ciclo de Indagação, grande parte
dos alunos responderam de forma satisfatória a
todas as questões referentes ao tema
abordado. O Clube avaliado possui
características semelhantes às demais
iniciativas no Brasil, dentre elas o objetivo de
trabalhar habilidades científicas com alunos do
ensino fundamental.
Conclusões
Com o estudo apresentado, concluímos que o
uso do Ciclo de Indagação pode ser utilizado
como importante ferramenta no processo de
ensino-aprendizagem durante o ensino formal,
da escola Luiza Helena de Barros, São
Sebastião- SP.
Referências
ARANGO, N.; CHAVES M.E.; FEINSINGER, P. Princípios e
prática do ensino de ecologia no pátio da escola. Curitiba,
Editora CRV, p. 29-155, 2014.

autor e-mail sessão instituição
67672 - Aline Fratucci da Silva aline.fratucci.silva@usp.br sessão 4: Aspectos do ensino de Ciências e Matemática | sala 103 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Ana Paula Zampieri Silva de Pietri
debatedora/avaliadora
Ermelinda Moutinho Pataca - coordenadora
FEUSP
Um Estudo sobre a interdisciplinaridade no Clube de Matemática, Ciências e Geografia da Faculdade de Educação da USP
Objetivos
A discussão sobre interdisciplinaridade não é
recente e tem sido largamente discutida por
uma vasta literatura sobre o assunto, porém
sua aplicabilidade e viabilidade ainda
necessitam de estudos mais aprofundados.
Sendo assim, lançamos a seguinte questão
como foco para esta pesquisa: Será que o
ambiente criado pelo Clube de Matemática,
Ciências e Geografia, projeto de estágio da
faculdade de educação, é de fato favorável à
interdisciplinaridade e, se de fato ela ocorre,
acontece naturalmente e é nitidamente
perceptível?
Métodos e Procedimentos
É de suma contribuição para o cenário
educacional analisar e procurar respostas às
perguntas levantadas nesta pesquisa. Para
isso lançaremos mão de observação das
atividades desenvolvidas no Clube, relatos de
professores e alunos que vivenciam esse
projeto, bem como uma busca aprofundada em
livros referentes à interdisciplinaridade e sua
importância do ponto de vista das teorias
educacionais modernas.
Em um segundo momento será feita uma
pesquisa de campo com foco na observação do
planejamento e aplicação das tarefas de
ensino. No início das atividades do Clube, um
grupo de estagiários, preferencialmente
formado por integrantes de cursos distintos,
será escolhido para servir de objeto de estudo.
Será elaborado e aplicado um questionário
para podermos compreender quais as
expectativas dos estagiários do Clube em
relação às atividades do mesmo e como eles
esperam atuar junto a um grupo de colegas
originários de cursos diferentes. Durante o
semestre, o planejamento e a aplicação das
atividades serão acompanhadas e gravadas
em formato de áudio e preenchimento de
questionários com o intuito de observar como
ocorre a interação dos estagiários e como os
conteúdos disciplinares são pensados num
ambiente que se pretende ser interdisciplinar.
Resultados
Os resultados serão meticulosamente inferidos
através de um inveterado mergulho na
literatura já produzida envolvendo como tema a
interdisciplinaridade ou inúmeros outros termos
referentes à disciplinaridade.
Conclusões
As devidas conclusões serão obtidas
posteriormente à análise dos resultados.
Referências Bibliográficas
D´AMBROSIO, Ubiratan. Transdisciplinaridade.
São Paulo: Palas Athena, 2001.
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e
Patologia do Saber. Rio de Janeiro: Imago,
1976.
MOURA, Manoel Oriosvaldo de; LOPES,
Anemari Roesler Luersen Vieira; CEDRO,
Wellington Lima. A formação inicial de
professores que ensinam matemática: a
experiência do Clube de Matemática. Revista
de Educação, v. XVI, n. 2, p. 123-137, 2008.

autor e-mail sessão instituição
67673 - Julia Jaccoud julia.jaccoud@usp.br sessão 4: Aspectos do ensino de Ciências e Matemática | sala 103 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Ana Paula Zampieri Silva de Pietri
debatedora/avaliadora
Ermelinda Moutinho Pataca - coordenadora
Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo
AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA: QUE COMPETÊNCIAS AVALIAMOS?
Objetivos
Como o campo de pesquisa sobre avaliação é
amplo (LUCKESI, 2011), este trabalho, busca
compreender, especificamente dentro do
ensino de matemática, o quê, para quê e por
que avaliamos e que tipo de informações é
possível que os professores encontrem ao
avaliar seus alunos. Pretende-se estudar o
conceito de competência adotado no currículo
brasileiro (BRASIL, 2000; PERRENOUD, 1999)
e compreender melhor que competências são
avaliadas no ensino de matemática
(ABRANTES, 1995). O intuito é entender não
somente o que avaliamos, mas por que e como
realizamos as avaliações no ensino de
matemática. Com esta pesquisa, pretende-se
contribuir para uma compreensão mais clara da
concepção de avaliação dos professores do
ensino médio, assim como entender algumas
faces do complexo fenômeno da avaliação em
matemática.
Métodos e Procedimentos
Desde o início, está sendo realizando um
estudo bibliográfico sobre a temática do
currículo disciplinar do ensino médio com foco
na disciplina de matemática e como as
avaliações são reflexos desse sistema.
Também estão sendo lidas bibliografias
referentes à habilidades, competências e
avaliação em Matemática para compreender
melhor o porquê e o como avaliamos. Além
disso, será realizado um estudo de caso com
professores do ensino médio de escolas da
cidade de São Paulo com o objetivo de
compreender melhor a problemática. Esta
entrevista possui o intuito de detectar o que os
professores consideram importante avaliar e
que tipo de avaliações eles realizam.
Resultados
Esta pesquisa pretende contribuir para uma
compreensão mais clara da concepção de
avaliação dos professores do ensino médio,
assim como entender algumas faces do
complexo fenômeno da avaliação em
matemática. Apesar das questões colocadas
envolverem o currículo, o foco do trabalho será
compreender o que os professores do ensino
médio acreditam que uma avaliação em
matemática os informa.
Conclusões
A pesquisa segue em andamento e em breve
serão realizadas as entrevistas com os
professores. Após esse momento, será
efetuada uma análise da coleta à luz da
bibliografia. Esta análise visa compreender
melhor alguns aspectos da avaliação em
matemática do ensino médio a partir da visão
dos professores.
Referências Bibliográficas
ABRANTES, P. Avaliação e Educação
Matemática . Vol. I, MEM/USU-GEPEM, 1995.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais :
ensino médio. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2000..
LUCKESI, Carlos. Avaliação da
Aprendizagem componente do ato
pedagógico . 1ed. - São Paulo: Cortez, 2011
PERRENOUD, P. Construir competências
desde a escola ; trad. Bruno Charles Magne.
Porto Alegre: Artmed, 1999.

autor e-mail sessão instituição
67674 - Caroline Silva Narciso caroline.narciso@usp.br sessão 5: Didática e História da Educação | sala 101 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Katiene Nogueira da Silva (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Vivian Batista da Silva (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
O MAGISTÉRIO NA SALA DE AULA: um estudo sobre a Didática mínima, de Rafael Grisi (1954 a 1988)
Objetivos
A proposta de comunicação aqui apresentada
tem como objetivo investigar de que maneira os
professores vêm sendo formados para o
trabalho em sala de aula. O projeto articula-se
a outros estudos já desenvolvidos sobre o
tema, especialmente aqueles que atentam para
livros usados nas Escolas Normais e
Habilitações Específicas para o Magistério,
chamados de manuais pedagógicos (Silva,
2001 e Silva, 2005). Alguns são mais teóricos,
outros mais pragmáticos e isso nos conduz ao
estudo de um manual específico, o Didática
Mínima. Escrito por Rafael Grisi, em São Paulo,
foi editado pela primeira vez em 1954 e contou
com mais algumas outras edições, sendo a
mais recente a de 1988.
Métodos e Procedimentos
A perspectiva de análise é a da nova história
cultural (Hunt, 1992) porque a pesquisa toma
como fonte de estudo um livro largamente
utilizado para formar professores, para
investigar de que maneira a cultura profissional
docente (Perrenoud, 2002) foi aí pensada e
dada a ler (Bourdieu e Chartier, 1996).
Metodologicamente, portanto, a pesquisa
atenta para as páginas da Didática Mínima
(Grisi, 1954, 1988) para identificar, sistematizar
e analisar as orientações contidas no livro.
Resultados
A partir dos objetivos e metodologia assim
definidos, a pesquisa deverá mapear e analisar
no objeto de estudo as seguintes questões:
Quais são os capítulos do livro? Eles são os
mesmos durante todas as edições? Que temas
eles privilegiaram? Que tipo de argumento
desenvolveram? Tiveram tom prescritivo? O
que eles enfatizaram do trabalho em sala de
aula? De que maneira esse conjunto de
orientações foi dado a ler aos alunos da Escola
Normal? Assim pensados, os resultados da
investigação poderão colaborar com os estudos
articulados, permitindo conhecer suas páginas,
e também como foram produzidos e postos a
circular.
Conclusões
A conclusão deste trabalho se dará ao final das
pesquisas quando resultados concretos forem
obtidos.
Referências Bibliográficas
BOURDIEU, Pierre; CHARTIER, Roger. A
leitura: uma prática cultural. In: CHARTIER,
Roger (org.). Práticas da leitura. SP: Estação
Liberdade, 1996.
GRISI, Rafael. Didática mínima. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1954.
HUNT, Lynn. A nova história cultural. São
Paulo: Martins Fontes, 1992.
PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no
ofício do professor: Profissionalização e Razão
Pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002
SILVA, Vivian Batista da. História de leituras
para professores: um estudo da produção e
circulação de saberes especializados nos
“manuais pedagógicos” brasileiros (1930-1971).
São Paulo: FEUSP, 2001, dissertação de
mestrado.
SILVA, Vivian Batista da. Saberes em viagem
nos manuais pedagógicos: construções da
escola em Portugal e no Brasil (1870-1970).
São Paulo: FEUSP, 2005. Tese de doutorado.

autor e-mail sessão instituição
67676 - Karolina Machado Galvão Wellausen karol_spbrasil@hotmail.com sessão 5: Didática e História da Educação | sala 101 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Katiene Nogueira da Silva (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Vivian Batista da Silva (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
ENSINANDO ÓPTICA COM AS CARTAS DE LEONHARD EULER PARA UMA PRINCESA ALEMÃ
Objetivos
O objetivo geral deste projeto é buscar uma
articulação entre História da Ciência e Ensino
de Ciências visando à produção de atividades
didáticas para auxiliar na compreensão dos
conteúdos, a fim de que possam ser utilizadas
nas aulas de ciências do ensino fundamental.
Especificamente, nosso objetivo foi realizar o
estudo e a análise de 13 cartas, que abordam
temas relacionados à óptica, de Leonhard Euler
(1707-1783) para a princesa alemã Federica
von Brandenburg (1745-1808) e prepará-las
para serem utilizadas nas aulas de ciências.
Embora estes conteúdos pertençam ao ensino
médio, pensamos que tais assuntos podem ser
ensinados nas sérias anteriores e as cartas, ao
apresentarem uma linguagem mais fácil e
acessível, podem auxiliar neste processo.
Salientamos ainda que as atividades
elaboradas levam em consideração a natureza
interdisciplinar dos conteúdos envolvidos.
Métodos e Procedimentos
Após a tradução e análise das cartas
escolhidas, formulamos algumas atividades
didáticas que pode ser desenvolvida por
professores do Ensino Fundamental ou mesmo
pelos professores do Médio. Foram utilizadas
como base a tradução espanhola das cartas
(EULER, 1990), a tese de doutorado de
Daniele Esteves Pererira (2014) e a teoria
histórico-cultural de Lev Semenovitch Vygotsky
(1896-1934), na qual o ensino de ciências não
deve aparecer isolado, mas deve levar em
consideração os aspectos históricos, sociais e
culturais (VIEIRA, 2009). Com isso, esperamos
que as cartas possam estabelecer um método
diferenciado e didático no ensino de ciências.
Resultados
As atividades para sala de aula que estão
sendo desenvolvidas abordam ângulo visual,
reflexão e espelhos, refração e lentes. Tais
planos de aula serão divulgados em
plataformas de divulgação científica, como o
LabEduc e o Ciência a Mão. Os planos de aula,
em continuidade a este projeto, deverão ser
aplicados em sala de aula.
Conclusões
O principal foco ao estudar as cartas é levá-las
para a aula de ciências como forma de abordar
a óptica levando em consideração aspectos
históricos e sociais. Os temas desenvolvidos
visam uma aplicação com maior interação e
dinamismo em sala de aula, ao qual podemos
perceber a importante função da ciência no
meio educacional e social.
Referências Bibliográficas
EULER, L. Cartas a una Princesa de Alemania
sobre diversos temas de física y filosofia.
Carlos M. Pérez (trad.). Zaragoza: Universidad,
Prensas Universitárias,1990.
PEREIRA, D. E. Correspondências científicas
como uma relação didática entre história e
ensino de matemática: o exemplo das cartas de
Euler a uma princesa da Alemanha. Tese
(Doutorado em Educação). Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
VIEIRA, R. A. Implicações Pedagógicas da
Abordagem Histórico-Cultural: aproximações.
IX Congresso Nacional de Educação –
EDUCERE, III Encontro Sul Brasileiro de
Psicopedagogia. Curitiba: PUCPR, p. 3998-
4009, 2009.

autor e-mail sessão instituição
67677 - Karoline Marcolino Cardoso karoline.cardoso@usp.br sessão 5: Didática e História da Educação | sala 101 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Katiene Nogueira da Silva (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Vivian Batista da Silva (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: ELABORAÇÃO DE UM CATÁLOGO E POSSÍVEIS ABORDAGENS HISTÓRICAS
Objetivos
Nos últimos anos, historiadores e educadores
têm se unido para buscar formas de inserir
temas ligados à história da matemática (e
também à história da ciência) em sala de aula
(FORATO, GUERRA & BRAGA, 2015). O
catálogo elaborado durante esta pesquisa tem
como objetivo trazer subsídios para os
professores de matemática, apresentando uma
relação de trabalhos que possam auxiliá-los na
preparação de aulas, levando em consideração
aspectos históricos do desenvolvimento do
conhecimento matemático.
Métodos e Procedimentos
Embora o projeto inicial tivesse como intuito a
produção de um catálogo de materiais com
temais ligados à geometria para o Ensino
Fundamental II, percebeu-se que a pesquisa
poderia ser ampliada e contemplar materiais de
toda área da matemática do Ensino Básico.
Assim, o projeto foi realizado em quatro etapas:
(i) leitura de bibliografia referente à história da
matemática e ensino; (ii) busca de materiais
(livros, artigos, monografias, etc.) para a
criação do catálogo; (iii) elaboração do catálogo
e (iv) divulgação do catálogo.
Resultados
O catálogo produzido é composto por uma
introdução teórica acerca da importância e das
limitações do uso da história da matemática no
ensino e, em seguida, uma listagem com os 36
itens selecionados (livros, artigos, monografias,
etc.) e uma breve descrição dos conteúdos
abordados e das atividades propostas. O
catálogo será divulgado na plataforma virtual
do LabEduc Laboratórios Integrados para a
Produção e Difusão de Conteúdos e Práticas
Educativas da Faculdade de Educação (FE)
da USP e no site de divulgação Ciência à Mão
da Escola de Artes, Ciências e Humanidades
(EACH) e da Universidade Federal do Estado
de São Paulo (UNIFESP).
Figura 1: Capa do catálogo, intitulado: “Utilizando a
História da Matemática no Ensino Básico”.
Conclusões
O ensino de matemática carece de materiais
que tratam da história dos conteúdos
matemáticos e aqueles que são produzidos
nem sempre possuem amplo alcance por
dificuldades de divulgação, por exemplo. O
catálogo produzido traz então informações
sobre materiais para que o professor possa, ao
planejar suas aulas, apresentar para seus
alunos discussões históricas sobre o
desenvolvimento da matemática.
Referências Bibliográficas
FORATO, T.; GUERRA, A. & BRAGA, M.
História das Ciências e Ensino de Ciências
Historiadores das Ciências e Educadores:
frutíferas parcerias e para um ensino de
ciências reflexivo e crítico. Revista Brasileira de
História da Ciência. v. 7, n. 2, p. 137-141, 2015.

autor e-mail sessão instituição
67675 - Keila da Silva Vieira keilasilvavieira@hotmail.com sessão 5: Didática e História da Educação | sala 101 | 16h-18h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Katiene Nogueira da Silva (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Vivian Batista da Silva (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
O MAGISTÉRIO NA SALA DE AULA: Um estudo sobre A linguagem didática no ensino moderno (1956) e O quadro-negro e a sua utilização no ensino (1954) de Luiz Alves de Mattos
Objetivos
Investigar como os professores são formados
para o trabalho em sala de aula, atentando-se
às questões relacionadas aos métodos e
técnicas de ensino. Pretende-se compreender:
Quais eram as orientações propostas para o
trabalho em sala de aula, as teorias que
influenciaram o autor de dois títulos específicos
usados para formar professores e suas
representações sobre o trabalho docente e a
cultura escolar.
Métodos e Procedimentos
O estudo seguirá a perspectiva da Nova
história cultural (Hunt, 1992) e buscará
compreender através de fichas de análises as
questões estabelecidas. Sendo os manuais
pedagógicos os principais materiais de estudo,
se fará uma leitura atenta aos seus prefácios, à
organização de capítulos, ao tom norteador das
orientações e aos temas privilegiados. Tornase
essencial compreender como esses
manuais foram pensados e dados a ler
(Bourdieu e Chartier, 1996).
Resultados
Assim delimitada a pesquisa, então em sua
fase inicial, deseja-se contribuir com as áreas
de estudo referentes aos manuais pedagógicos
(Silva,2005), à formação docente no Brasil
(Tanuri,2000) e às leituras do magistério
(Catani e Silva, 2007).
Conclusões parciais
A leitura inicial dos prefácios demonstrou a
necessidade de conhecer, mais detidamente,
as histórias das instituições de ensino onde
Mattos estabeleceu sua trajetória docente. No
momento presente, ocorre a busca mais
acurada sobre esses temas, uma vez que
Mattos expõe, em seus prefácios, suas
relações com a construção de seus manuais.
Referências Bibliográficas
BOURDIEU, P.; CHARTIER, R. A leitura: uma
pratica cultural. In: CHARTIER, R. (org.).
Praticas da leitura. SP: E. Liberdade, 1996.
CATANI, D. SILVA, V. Memória e história da
profissão docente: as representações sobre o
trabalho docente nos manuais pedagógicos.
Educação em Foco, Juiz de Fora, v.12, n 1,
p.159-183, mar/ago 2007.
HUNT, Lynn. A nova história cultural. SP:
Martins Fontes, 1992.
SILVA, V. Saberes em viagem nos manuais
pedagógicos: construções da escola em
Portugal e no Brasil (1870-1970). SP:FEUSP,
2005. Tese de doutorado.
TANURI, L. História da formação de
professores. Revista Brasileira de Educação, n.
14, p. 61-88, maio/ago. 2000.

autor e-mail sessão instituição
68670 - Caroline Pereira da Silva caroline.pereira.silva@usp.br sessão 6: Educação e militância | sala 102 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Márcia Aparecida Jacomini (Universidade Federal de São Paulo) e Maria Luiza Rodrigues Flores (UFRGS) - debatedoras/avaliadoras
Sonia Maria Portella Kruppa (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
A Lei 10.639/03 e seus possíveis efeitos: um olhar a partir da experiência de crianças negras em escolas públicas da periferia paulistana
Esta pesquisa teve como objetivo central refletir sobre a implementação da lei 10.639/03 no que se refere a seus efeitos sobre os processos de socialização e construção identitária de crianças negras, estudantes de escolas públicas na periferia1 paulistana. Entendida como ação afirmativa, resultante da luta do movimento negro brasileiro, a lei 10.639/03 introduziu no currículo escolar a história da diáspora africana no território brasileiro, bem como as contribuições dos africanos para a constituição do que chamamos de cultura brasileira. Trata-se de uma lei que visa, portanto, tornar possível a enunciação de uma história silenciada, oferecendo aos estudantes negros parte de sua história, e também procura problematizar a própria narrativa da construção nacional, embranquecida e eurocentrada. Do projeto à implementação, porém, os desafios são muitos e é por essa razão que a pesquisa ora proposta procura pensar os efeitos da lei sobre as experiências de crianças negras nas escolas públicas, para compreender suas possibilidades e limitações no processo de constituição de uma identificação positiva com a negritude.
PALAVRAS CHAVES: Educação, Negra (o), Escola, Antirracismo.

autor e-mail sessão instituição
67680 - Juliana da Silva Siqueira juliana.silva.siqueira@usp.br sessão 6: Educação e militância | sala 102 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Márcia Aparecida Jacomini (Universidade Federal de São Paulo) e Maria Luiza Rodrigues Flores (UFRGS) - debatedoras/avaliadoras
Sonia Maria Portella Kruppa (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
Consciência Negra da Universidade de São Paulo (1987- aos dias de hoje)
Objetivos
Desenvolver uma narrativa sobre a
formação e história do Núcleo de
Consciência Negra da Universidade
de São Paulo. Conhecer as práticas
educacionais do Núcleo de
Consciência Negra da USP, ao
longo de sua história. Compreender
a história da Universidade sob a
perspectiva do debate étnico-racial,
a partir da experiência do Núcleo de
Consciência Negra da USP. Dar
visibilidade ao trabalho que o
Núcleo de Consciência Negra vem
realizando desde a sua formação.
Metodologia
Dado o período recortado pela
pesquisa correspondente ao tempo
presente, a natureza de seu objeto,
uma organização da sociedade civil
com atuação local, entendemos que
a metodologia mais adequada é a
investigação a partir de fontes orais,
com análise em fontes escritas
diversas.
Resultados parciais alcançados
Ao confrontar e analisar as
entrevistas, documentos e
referências bibliográficas,
compreendemos que a história do
Núcleo de Consciência Negra, em
1987, foi consequência de diversos
fatores que posicionavam a
população negra num patamar de
desigualdade, no que tange,
principalmente, a educação
superior.
Conclusões parciais
Os projetos educacionais
desenvolvidos pelo Núcleo de
Consciência Negra têm fundamental
importância dentro da comunidade
afro, bem como da população
pobre, seja qual for sua raça ou
etnia, mas que se sente
desamparada pelo poder público.
Bibliografia
ALBERTI, Verena. Manual de
história oral. Rio de Janeiro, FGV,
2004.
ARROYO, Miguel. Pedagogias em
Movimento. O que temos a
aprender dos Movimentos Sociais?
Currículo sem Fronteira, jan/jun
2003.
CUNHA JR, Henrique. Contexto,
antecedente e precedente, o curso
pré vestibular do núcleo de
consciência negra da USP. in:
Aprovados! Cursinho pré vestibular
e população negra. São Paulo, Selo
Negro Edições, 2002.
DOMINGUES, Petrônio. O recinto
do sagrado: educação e antiracismo
no Brasil. Cadernos de
Pesquisa, Scielo Brasil, 2009.
GOHN, Maria da Glória. Teoria dos
Movimentos Sociais. Paradigmas
clássicos e contemporâneos.
GOMES, Nilma L. Movimento negro
e educação: ressignificando e
politizando a raça. Educação e
Sociedade. jul/set. 2012.

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67679 - Yuri Pinto de Souza sessão 6: Educação e militância | sala 102 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Márcia Aparecida Jacomini (Universidade Federal de São Paulo) e Maria Luiza Rodrigues Flores (UFRGS) - debatedoras/avaliadoras
Sonia Maria Portella Kruppa (FEUSP) - coordenadora
FEUSP
Socialização e política: um estudo sobre a constituição da identidade do movimento operário no ABC Paulista
Essa pesquisa tem como objetivo central constituir uma prosopografia (biografia coletiva) dos
diretores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista (SMABC) entre 1972 e 2002. Para
tanto organizamos um banco de dados com 137 sindicalistas (incluindo os diretores de base),
tendo em vista analisar suas trajetórias individual e coletiva, especialmente, dos processos
que conduziram ao seu engajamento político e militância sindical, considerando seus
percursos anteriores, ou predisposições, que possam ter contribuído para a formação
indentitária desses militantes. A primeira fase de preenchimento e análise dos dados
biográficos e prosográficos desse grupo havia sido feito no quadro de um projeto de pesquisa
da orientadora dessa pesquisa, financiado pela FAPESP. Nessa nova etapa, além da ampliação
do número de sindicalistas do banco, também preenchemos uma serie de lacunas por meio de
contatos telefônicos, consulta ao site “ABC de luta” e aos arquivos do Departamento Estadual
de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS). As informações biográficas organizados
no banco de dados vem sendo analisadas a partir da contribuição teórica de autores como
Edward Palmer Thompson e Pierre Bourdieu, que têm nos permitido discutir alguns aspectos
das tradições e heranças que compõem a identidade da classe operária no ABC Paulista.
Palavras-chave: Classe; Campo político; movimento operário; ABC paulista.

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67683 - Cindy Evellyn de Araujo Silva cindy.silva@usp.br sessão 7: Estudos em Psicologia e Linguística | sala 101 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Sueli Fanizzi (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Roni Cleber Dias de Menezes - coordenador
FEUSP
ALIENAÇÃO E PRODUÇÃO ESCRITA: APEGO À PALAVRA ALHEIA EM TEXTOS ACADÊMICOS
Objetivo
Verificar de que forma a alienação linguística
aparece no texto acadêmico e se há uma
estrutura por trás.
Métodos e Procedimentos
Esse projeto se encontra dentro de um projeto
maior que visa estudar a prática de leitura e
escrita de alunos do Brasil, Angola, Peru, Chile,
Cuba, Colômbia e França. A autora escolheu
redações de uma das universidades
participantes deste projeto cujo o tema principal
da proposta é “contaminação da água”.
Como alicerce acadêmico, foram escolhidos os
conceitos de Rossi-Landi sobre linguagem,
descritos no livro A linguagem como trabalho e
como mercado, acentuando a alienação, o
mercado linguístico e atividade e trabalho, tais
como propostos pelo autor. Considera-se que
há apego à palavra alheia quando as pessoas
aderem ao que o outro diz sem raciocinar
criticamente se a informação dada é correta.
Pressupõe-se que essa é uma característica da
escrita acadêmica atual.
Resultados
Ao analisar o texto, constata-se que os alunos
não criaram um afastamento do objeto de
análise, reproduzindo uma lógica semelhante
entre eles. Quase todos disseram que o único
caminho de mudança é a conscientização da
população, fazendo com que mudem-se os
seus hábitos cotidianos e que o trabalho de
conscientizar deveria vir das autoridades
governamentais.
A estrutura de seus textos se assemelhou mais
ao texto narrativo ou propagandístico do que
ao texto dissertativo.
Conclusões
Surpreende que os autores dos textos
analisados não apresentaram desenvolveram
nenhum ponto crítico em relação à
contaminação da água. Apesar de as redações
terem autores diferentes, quase todas
apresentaram problemáticas idênticas e não
conseguiram desenvolver o tema e
apresentarem as suas ideias de forma
argumentativa. A reprodução de ideias sem
consciência individual a qual um conceito
exterior ao falante se torna uma forma
institucionalizada do conhecimento em que o
estudante só é capaz de repetir aquilo que lhe
foi dito anteriormente. As proposições idênticas
dos autores das redações só deixam mais claro
o que é postulado por Rossi-Landi: eles usam
produtos linguísticos já consagrados e
perpetuados pelo lugar que eles vivem, não
realizando um trabalho intelectual sobre a
informação.
Referências Bibliográficas
ROSSI-LANDI, Ferrucchio. A linguagem como
trabalho e como mercado. São Paulo: Difel,
1985.
COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e
Textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
KOCH, Ingedore G. V.. Argumentação e
linguagem. São Paulo: Cortez, 2004.
GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. São
Paulo : Ática, 2007.

autor e-mail sessão instituição
67684 - Jade Oliveira Melo da Silva jadeoliveiram@gmail.com sessão 7: Estudos em Psicologia e Linguística | sala 101 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Sueli Fanizzi (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Roni Cleber Dias de Menezes - coordenador
PUC Campinas
A AFETIVIDADE EM WALLON E VIGOTSKI
Objetivos
O objetivo da pesquisa de Iniciação Científica
foi mapear nos trabalhos selecionados no site
da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações (BDTD), a discussão acerca da
afetividade e suas relações com os processos
de ensino e aprendizagem na escola, além de
identificar quais as convergências e
divergências entre Wallon e Vigotski nos
estudos sobre emoções e sentimentos.
Métodos e Procedimentos
Este estudo fundamentou-se em uma
abordagem qualitativa, cuja técnica de
exploração e interpretação dos dados adotada
foi à análise de conteúdos qualitativa aplicada a
teses e dissertação completas que discutem
sobre o tema, mas, não exclui a possibilidade
de apresentar dados quantitativos. A coleta e
organização das informações para análise
seguiram as etapas sugeridas por Bardin
(2011): a pré-análise; a exploração do material
coletado; e o tratamento das informações
obtidas, a inferência e a interpretação.
Resultados
Foram encontradas as seguintes pesquisas:
Tabela 1. Total de pesquisas selecionadas para o
estudo
DESCRITOR QUANTIDADE
Wallon 6 pesquisas
Vigotski 10 pesquisas
Wallon e Vigotski 22 pesquisas
Fonte: elaborado pelas autoras
Wallon e Vigotski partem do materialismohistórico-
dialético. Ambos, através de uma
visão monista de ser humano, explicam a
gênese dos processos psíquicos e estudaram
as emoções em uma perspectiva de
desenvolvimento, assumindo que elas vão
ganhando formas mais complexas de
manifestação. Quanto às divergências, em
síntese, Wallon enfatiza de maneira mais
importante o papel orgânico das emoções,
enquanto que Vigotski enfatiza o papel cultural.
Wallon define separadamente os conceitos de
emoção, sentimento e paixão. Vigotski não faz
uma distinção propriamente conceitual, mas
esclarece que as emoções são da ordem do
biológico e os sentimentos de ordem
psicológica.
Conclusões
A afetividade está em toda ação humana
impregnando as relações entre sujeitos, entre
estes e os objetos, lugares, o conhecimento, de
maneira positiva ou negativa.
Referências Bibliográficas
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa:
Edições, 70, 2011.
TASSONI, E. C. M. A dinâmica interativa na
sala de aula: as manifestações afetivas no
processo de escolarização. UNICAMP:
Campinas, SP, 2008.
VIGOTSKI, L, S. Teoria de las emociones:
estúdio histórico-psicológico, Madrid: Espanha,
2004.
WALLON, H. A evolução psicológica da
criança. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

autor e-mail sessão instituição
67681 - Mariana de Lima Feitosa mariana.feitosa@usp.br sessão 7: Estudos em Psicologia e Linguística | sala 101 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Sueli Fanizzi (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Roni Cleber Dias de Menezes - coordenador
FEUSP
PRECISÕES E IMPRECISÕES NA TOPOGRAFIA TEXTUAL
Objetivos
Discutir que convenções e saberes estão
envolvidos na apresentação de informações
específicas de um local e como elas são
distribuídas no texto. Reconhecer a presença
do local na constituição dos sentidos ancorados
no solo textual. Estudar como o aluno coloca
informações sobre o local geográfico no texto e
como o aluno distribui as informações na
geografia do texto.
Métodos e Procedimentos
Para levantamento dos dados, contou-se com
um banco de dados de textos acadêmicos, que
reúne produções de diversas áreas do
conhecimento. Para a presente pesquisa, os
dados analisados foram de alunos da área de
engenharia ambiental. Verificou-se nos textos a
presença do local através da análise do
discurso.
Resultados
Foi possível identificar a dificuldade em lidar
com o modelo de escrita acadêmica esperado.
Os textos produzidos pelos alunos tinham
características narrativas sobre o local que
relatado. Verifica-se uma escrita incipiente e
que não produz um conhecimento científico
acerca dos temas abordados nas redações.
Não foi discutido dificuldades gramaticais da
língua, mas sim aspectos de textualidade,
questões como coerência interna e
extrapolação do discurso do senso comum. O
trabalho de pesquisa resultou em um artigo
sobre a presença do local na escrita dos alunos
universitários.
Conclusões
Os resultados da pesquisa foram de acordo
com as expectativas iniciais, as quais eram
perceber que há uma ‘narrativização’ do local
nos textos de alunos universitários. Os alunos
falam do local de uma maneira que
individualiza as questões. Verifica-se um
desconhecimento sobre outras localidades e
desta forma, há uma superestimação das
características do local relatado. Apresentam
uma reflexão muito primária, na medida em que
eles querem ser um ambiente de consciência
ecológica, mas possuem uma formação muito
frágil. Mostram assim, uma narrativização do
local, embora sejam proposições de textos
dissertativos.
Referências Bibliográficas
ARAGÃO, Rodrigo Moura Lima de;
BARZOTTO, Valdir Heitor. Citações de fontes
externas nas melhores redações da FUVEST
(1999-2013). Signum: Estudos da Linguagem,
UEL, v. 18, n. 2, p.121-148, 2015.
BARZOTTO, Valdir Heitor. Leitura, Escrita e
pesquisa em letras: análise do discurso em
textos acadêmicos. Campinas, SP: Mercado
de letras, 2
COSTA VAL, M. G., Redação e Textualidade.
São Paulo, Martins Fontes: 1991.
COUTO, Mia. A menina sem palavra:
histórias de Mia Couto. São Paulo: Boa
Companhia, 2013.
ROSSI-LANDI, Ferruccio. A Linguagem como
trabalho e como mercado. São Paulo, Difel:
1985.

autor e-mail sessão instituição
67682 - Sabrina Leonzi D’Alessandro sabrina.alessandro@usp.br sessão 7: Estudos em Psicologia e Linguística | sala 101 | 14h30-16h | coordenador/debatedor: Profa. Dra. Sueli Fanizzi (FEUSP) - debatedora/avaliadora
Roni Cleber Dias de Menezes - coordenador
FEUSP
REESCRITA AVALIADA: A REFORMULAÇÃO PARAFRÁSTICA EM TEXTOS DE CRIANÇAS
Objetivos
Tomando como objeto de estudo a
reformulação parafrástica por alunos do 3º ano
do Ensino Fundamental em situação de
avaliação, a pesquisa tem por objetivos gerais:
1) Analisar as transformações promovidas
pelas crianças ao reescreverem textos-fonte
previamente lidos;
2) Descrever os dispositivos por meio dos
quais, preferencialmente, parafraseiam textos
cuja reescrita é solicitada;
3) Investigar em que medida é possível
encontrar, nas suas produções, indícios de
autoria (POSSENTI, 2002); e
4) Discutir a diferença entre erros e desvios
criativos (RIOLFI; BARZOTTO, 2011) no
contexto específico da reescrita de textos.
Métodos e Procedimentos
Foi feita pesquisa de campo durante 100 horas.
116 textos, produzidos por 29 participantes de
pesquisa, foram coletados ao longo de um
semestre. Os textos frutos de reescrita foram
comparados aos textos-fonte. Buscamos,
inicialmente, as marcas visíveis de reescrita
acréscimos, deslocamentos, substituições e
supressões (GRÉSILLON, 2007). Em um
segundo momento, estamos em busca de
indícios de autoria (POSSENTI, 2002).
Resultados
O número de produções em que cada uma das
marcas visíveis de reescrita esteve presente ao
menos uma vez encontra-se na Figura 1, a
seguir.
0 20 40 60 80
Substituições
Supressões
Acréscimos
Deslocamentos
Figura 1: Ocorrência de marcas visíveis de reescrita
Conclusões
A pesquisa está em andamento, com término
previsto para dezembro de 2017. Até o
momento, a leitura de bibliografia e os gestos
analíticos já realizados nos auxiliam a perceber
que, quando convidadas a reescrever um textofonte,
as crianças oscilam entre a reprodução
do mesmo e a criação do novo, muitas vezes
com benefício para o segundo. Em contexto de
ensino de Língua Portuguesa, trata-se de levar
os alunos a conquistar sua voz entre essas
duas polaridades.
Referências Bibliográficas
GRÉSILLON, A. (1994). Elementos de crítica
genética: como ler os manuscritos
modernos. Trad. Cristina de Campos Velho
Birck. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007.
POSSENTI, S. Indícios de autoria.
Perspectiva, Florianópolis, v. 20, n. 1, p. 105-
124, jan./jun. 2002.
RIOLFI, C. R.; BARZOTTO, V. H. Alunos que
erram: os paradoxos entre o uno e o múltiplo
na produção textual. In: MRECH, L. M.;
PEREIRA, M. R. (Org.). Psicanálise,
transmissão e formação de professores.
Belo Horizonte: Fino Traço/FAPEMIG, 2011, p.
91-102.





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