Simpósio Produção e utilização de materiais didáticos no ensino e divulgação das Ciências Naturais: memórias e perspectivas | 23/06/2015

Ementa | Resumo:
Entre as décadas de 1950 e 1970, vários países estiveram envolvidos com a proposição de projetos curriculares para o ensino de ciências. Nos EUA, programas foram desenvolvidos motivados pela disputa com a União Soviética pela hegemonia científica e econômica. Materiais como o PSSC (Physical Science Study Commitee), o BSCS (Biological Science Curriculum Studies), o CHEM (Chemical Education Material Study) e o CBA (Chemical Bond Approach) foram disseminados não somente nos EUA, mas em países Europeus e Latino Americanos, incluindo o Brasil. Ao mesmo tempo, iniciativas brasileiras de mudanças curriculares ocorreram neste período, na busca pela melhoria da qualidade do ensino desta área, com a produção de materiais pelos Centros de Ciências e por grupos de ensino e pesquisa fora e dentro das universidades. No âmbito da popularização da ciência e, em especial, dos museus de ciências, este período também foi marcado pela criação de instituições preocupadas com a educação e a divulgação científica. Nos períodos seguintes, as experiências de produção de materiais voltados ao ensino e à divulgação científica se ampliaram ao mesmo tempo que ocorreu a consolidação da área de pesquisa em Ensino e Divulgação das Ciências. Mas qual foi o contribuição, após 60 anos passados, da produção e utilização de materiais didáticos para o ensino e aprendizagem das ciências naturais em nosso país? Que interesses estavam em jogo, em nível nacional e internacional, na disseminação dos materiais curriculares estrangeiros e que impactos tiveram na realidade brasileira? Que iniciativas já existiam nessa linha no Brasil e que desdobramentos tiveram essas produções para os dias atuais? Quem são os atores e instituições que produziram e produzem esses materiais hoje? A que iniciativas econômicas, políticas e sociais essas produções estiveram atreladas? Que concepções de ciência e de ensino fundamentaram essas produções? Qual a natureza dos materiais produzidos para os espaços formais e não formais de ensino de ciências ontem e hoje? Por que muitos dos projetos propostos nos anos de 1960 são retomados hoje, como por exemplo a produção de kits de experimentação? Qual o lugar que os materiais didáticos têm ocupado na pesquisa sobre o Ensino e Divulgação da Ciência? Refletir sobre o papel que os materiais didáticos possuíram e possuem envolve necessariamente o resgate da memória e dos significados que estas produções expressaram e continuam revelando ao serem usados (ou não) no cotidiano das escolas, nas exposições de museus, nas ações de formação de professores. Esta é a finalidade deste simpósio! Nele, será lançado o documentário Memória, Materiais Didáticos e Ensino de Ciências, produzido no âmbito do Projeto Memória/FEUSP/PRCEU/NAPIEC, que aborda aspectos da história da produção e da utilização de materiais didáticos no ensino de ciências. Com esse mote, o simpósio foi estruturado com a intenção de promover a reflexão sobre o papel dos materiais didáticos enquanto ícones pedagógicos presentes no cotidiano das práticas educativas formais e não formais, buscando assim qualificar melhor a pesquisa e a produção sobre esta temática.



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